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Despedida 2011

E às margens do mar, nossa Sociedade de Sinnoh chega ao fim... Sim, meus caros companheiros de aventura, chegamos ao fim de um pedaço de nossa longa jornada pelo vasto mundo Pokémon. Bom, vamos deixar de lado esse momento Senhor dos Anéis e falar sobre algumas coisas que realmente importam. A Saga Pérola terminou, e com ela, o ano de 2011. Foi uma longa viagem nesse período de sete meses e algumas semanas, e devo admitir que Sinnoh cresceu de uma medida imaginável. Eu nunca pensei que passaria dias em frente ao computador pensando em novidades, e no fim, percebo que sempre fiz tudo porque eu gostava. 

Notícias Finais
O desenho de exibição deste post foi feito por nossa desenhista Litos, e para quem estiver interessado na imagem sem as palavras então basta acessar o nosso Artbook! Vamos parabenizá-la pelo excelente trabalho, e também devo constar que tenho alguns outros desenhos guardados para a próxima temporada. Quero adiantar algumas coisas e trabalhar muito na Saga Diamante nessas férias. Tenho alguns planos para o ano que vem, como um template único para a Aliança e fazer algo realmente profissional, pois qualquer pessoa consegue muito bem copiar nossa aparência, e eu quero fazer algo único.

E a propósito, uma nota à respeito da Equipe Pokémon de cada treinador. Bom, quero que nossos protagonistas tenham exatos 12 Pokémons na equipe. Então vocês se perguntam: E aqueles no Box? Vou fazer uma equipe rotativa como no Anime, por exemplo, eu não vou estar falando quais são os Pokémons que os principais estarão andando, pois isto irá variar. Com isso, pretendo reformar os Trainer Cards daqui há um tempo, mas só quero deixar anotado que todos os Pokémons possuem sua importância no enredo, mesmo que de forma pequena.

Férias?
Tenho algumas notícias que podem deixar algumas pessoas tristes, mas será necessário. Estarei ausentando-me do blog. N-Não fiquem triste, não é algo definitivo! É uma espécie de férias, sabe? Estou desde maio postando toda semana sem parar. Toda semana sem parar, antes de realizar eu achava que era impossível. Não houve sequer uma vez que deixei de cumprir meu compromisso. Preciso de um tempo para mim mesmo e colocar minha vida em ordem, e por isso, não tenho um tempo definitivo pelo qual ficarei sem trazer os capítulos da Saga Diamante. Mas não se preocupem, pois será um período bem curto. Acho que será uma boa forma dos leitores mais novos alcançarem os atuais, e com isso, começarmos a nova temporada com todo mundo em dia!

Vou aproveitar cada dia restante das férias para adiantar a fic de forma imaginável, e com isso, prevenir-me caso a situação fique precária em 2012. Eu não vou ficar coçando o dia inteiro, eu vou continuar entrando todo santo dia no blog e trabalhando no Guia do Treinador, que para quem não viu, está simplesmente gigante. Tenho muitas informações para trazer, quero fazer do Aventuras um Sinnoh um blog completo da Geração IV. Continuarei trazendo Tutoriais de Desenho, ainda aceito Fanarts, continuo tendo acesso à todos os comentários, e continuarei respondendo perguntas no FormSinnoh. Só vou dar um tempo nos capítulos centrais. Afinal, vocês conhecem meu lema: Se eu começo uma fic é para terminá-la. Quando vocês verem a Saga Diamante no ar poderão ter certeza: Ele veio para acabar.

Sinceramente, eu não imaginava terminar a Saga Pérola. Quando comecei a escrever com o Celeby ainda no Nyah eu pensava: Ninguém nunca terminou uma fic de aventura Pokémon com qualidade. Hoje eu percebo que isso é possível, mas falta força de vontade. Eu espero continuar seguindo até o fim, me surpreendi quando cheguei à Hearthome, pois era tudo que eu sempre quis no começo da história. Hoje eu almejo alcançar os pontos mais distantes de Sinnoh, e continuarei seguindo meu caminho. Sei que tenho leitores que só vão sossegar quando alguém chutar a cara do Lúcio ou descobrirem a quem a Titânia realmente pertence, e não está em minha cabeça deixar dúvidas nas mentes dos leitores.

Nesse tempo eu espero sinceramente o apoio de vocês. Certa vez eu ouvi um comentarista falar: O bom leitor sempre volta. Pode até ser que algumas pessoas deixem de acompanhar o blog nesse tempo, mas sei que quem realmente gostava de Sinnoh vai continuar nos visitando sempre que possível á procura de novidades. Se vocês não me deixarem na mão e também não os deixarei. São os seguidores que fazem o blog, e se contar com minha inspiração eu partirei até o fim. Farei de 2012 um ano ainda melhor para a Aliança, afinal, estaremos pela primeira vez completando um ano de existência! Pois é, meus caros seguidores, chegamos ao fim de uma jornada, mas uma nova batalha está para começar. Feliz ano novo para cada leitor destas notas, e que o próximo ano seja repleto de conquistas!

Notas do Autor (Capítulo 22.5)

Permita-me fazer um rápido comentário à respeito do capítulo 22.5, provavelmente os novos leitores se perguntam: Por quê o autor voltou episódios se ele já estava no 26? Muitos sabem que os Capítulos Especiais são uma leitura complementar, então não é realmente necessária uma sequência para ler alguns episódios, mesmo eu adiando esta postagem vocês ainda vão entendê-la do mesmo jeito. Este episódio tratará somente de mais um dia de rotina dos membros da atual Liga Pokémon de Sinnoh, e com isso, é finalmente revelado que a Cynthia é a campeã definitiva da região.

Estou postando este episódio no Dia 30 de Dezembro para comemorar a chegada de 2012 em breve, e quis deixar esse capítulo como uma despedida por conta das mensagens que ele contém, especialmente para cada um dos meus companheiros da Aliança Aventuras. Exatamente como a frase final do Ike, quero que vocês a carreguem em seus corações depois deste longo ano de descobertas, conquistas e amizades. Jean Marcos, Little Celeby, Shadow Zangoose, Shiny Suicune, Thiago, até mesmo meu brother Lino New que apesar de não fazer mais parte da Aliança sempre nos ajudou.

"Como as estrelas, nossa amizade continuará brilhando. Que os anos venham, mas que os momentos que compartilhamos aqui possam perdurar pela eternidade em nossas lembranças.  Que venha uma nova fase em nossas vidas!"

Vamos lutar para fazer de 2012 um ano ainda melhor para a Aliança Aventuras! O céu é o limite. E não pensem que este post será uma despedida do ano, pois ainda tenho um último atrativo para os leitores, e uma longa mensagem de agradecimento para cada um. Esperem amanhã para ver mais um dos lindos desenhos da Litos! Espero que gostem deste episódio especial e se divertam com o pessoal dessa nova Elite, pois de certo modo, eles serão o maior desafio que Luke terá de enfrentar. Boa leitura para quem começa lendo as notas do autor primeiro! (como eu)

Eu fiz esta enquete, mas eu já imaginava que o número de garotas acompanhando era bem menor. Digo que isto foi importante para que eu tenha controle do que faço na aventura, talvez romance demais seja ruim, afinal, na maioria das vezes as mulheres possuem um gosto diferente. É engraçado, mas eu tenho um carinho especial para as leitoras de Sinnoh. Não sei se é porque elas são raras, mas acho que eu mesmo tenho um costume de tratar as mulheres de forma diferente. Bom, agradeço à todos que votaram, e continuem nos acompanhando para mais novidades!

Capítulo 22.5

Os cinco integrantes da elite dos 4 estavam reunidos em uma vasta sala da Liga Pokémon no continente de Sinnoh, eles aguardavam o início de uma reunião que trataria dos mais diversos assuntos de seu cargo. Além de treinadores, os membros também eram responsáveis por todo o conselho da região. Tornar-se o campeão era um cargo que exigia muito mais do que seguir um sonho, a pessoa deveria ter experiência, responsabilidade e competência. Nos últimos anos o campeão havia trocado de cargo constantemente, não se passava mais do que um mês e os novatos logo perdiam seus cargos para treinadores mais experientes. Tornar-se campeão agora não era mais um sonho, aquele cargo já havia tornado-se uma obrigação, não havia dificuldades em arquivar tal feito.
Fazia cerca de um ano que o atual campeão mantera seu título, e as pessoas já comentavam que este poderia vir a ser uma nova Era em que os campeões eram dignos de manter seus cargos, pois eram poucos os treinadores que realizavam tal feito. Grande parte estava condenada à falta de experiência, além do fato de que a atual elite sempre estava desestruturada. Os cinco integrantes mantinham o cargo por realmente serem os melhores treinadores de Sinnoh, mas nenhum deles mostrava grande interesse em cumprir suas obrigações massantes como membro da elite. Era algo por diversão, lutavam contra novatos e nunca davam tudo de si, pois já fazia  muito tempo que nenhum deles demonstrava uma verdadeira batalha.

Um velho homem lutava para conseguir a anteção dos membros. Cada um parecia mais desatento do que o outro, Allen lia um livro calmamente enquanto aguardava o início da reunião e a coperação de seus amigos; Lins e Kyle discutiam como sempre pelos mesmos assuntos banais, por trabalherem em equipe na liga e por terem Pokémons de tipo tão diferentes era comum encontrá-los brigando, mas quando se uniam formavam a equipe mais mortal do continente. Ike jazia em silêncio sentado em seu canto, desenhando em um pequeno bloco de notas aguardando o tempo passar e rezando para que a reunião acabasse e pudesse voltar para sua casa. O pobre Mark era o único que tentava chamar a atenção de seus amigos para que eles começassem a reunião, mas infelizmente ele era totalmente ignorado de forma que também já tivesse perdido o interesse.
— S-Senhores, por favor, peço-lhes pela última vez que prestem atenção no que estou dizendo, é de grande importância as decisões que a Elite toma para nosso continente! — implorou um velho homem que parecia ser o secretário da equipe.
— Não adianta Senhor Candido, eles não vão prestar atenção. Sugiro que aguarde o retorno do campeão na esperença deles prestarem o mínimo de atenção no senhor, porque na situação atual, você só está gastando seu tempo. — disse Allen, que continuava a ler seu livro sem sequer direcionar seu olhar ao velho secretário.
— Senhor Allen, tente convencê-los de colaborar, se não nós não saíremos daqui hoje. Ainda precisamos acertar todas as contas da Liga. Como responsáveis pela região, devemos tratar de assuntos como saúde, educação e infraestrutura. Isso tudo é muito importante para o avanço de Sinnoh. — continuou o secretário.
— Odeio política... — comentou Mark, com sua cabeça depositada sobre a mesa.
O secretário coçou sua cabeça e percebeu que naquela situação não havia como chamar atenção dos integrantes da elite, que naquele ponto já estavam quase destruindo o escritório.
— Nossa, cala a boca seu Cabeça de Fogo idiota, tá na cara que meu Gyarados iria regaçar qualquer Pokémon desse seu timinho de fogo de meia tijela. — retrucou Lins, que já começava a discutir com Kyle novamente.
— Disponha de seus comentários Lins, não me obrigue a iniciar uma batalha novamente. Você sabe que eu tenho desvantagem sobre seu tipo, mas ainda assim você acaba perdendo. Isso é humilhante... — respondeu Kyle, colocando um pouco de café em seu copo.
— Perdendo?! Qual é, a gente tá quase empatado. 23x22. — respondeu o loiro irritado, subindo em cima da mesa e apontando para Kyle — Cabeça de Fogo, eu estou te desafiando para uma batalha!!
— Fique quieto. Estou tomando café. — respondeu Kyle na tentativa de irritar ainda mais seu companheiro, o que realmente foi o pretexto para que a raiva de Lins aumentasse, mas o rapaz ainda não havia se dado por vencido.
— Hm... Ficou com medinho, não é? — concluiu Lins, aumentando a ênfase num tom provocativo.
No mesmo instante  Kyle apertou a xícara de café de modo que ela quase trincasse, seus olhos pareciam pegar fogo, de forma que a feição pacífica de seu rosto mudasse drasticamente como se ameaçasse dar um soco de Lins que ria do companheiro.
— O que você disse? — perguntou Kyle, subindo em cima da mesa e encarando o parceiro — Pode falar o que quiser meu caro Lins, mas saiba que eu nunca ignoro uma batalha, ainda mais vinda de você. Vamos resolver as coisas agora Ondinha, valendo sua honra.
— Cai dentro Fogueira, não vou pegar tão leve com você dessa vez!!
— Ah... Será que vocês dois não conseguem ficar quietos por um minuto...? — resmungou Mark, que deu um leve suspiro e em seguida chutou a mesa de modo que os dois caíssem no chão da sala. O secretário parecia atordoado com tudo que acontecia, de um lado os membros discutiam e do outro eles quase não falavam nada. O único que parecia prestar atenção era Mark.
— Lins, Kyle. Fiquem sentados e se comportem como gente grande. Vamos esperar que o campeão volte para que possamos começar a reunião. Não trato de assuntos importantes sem sua presença. — disse Allen.
— Não pensa que escapou da luta Fogueira, eu acabo com você hoje de tarde.
— Tenho compromisso hoje de tarde meu caro Lins, você sabe como eu sou um cara ocupado e frequentemente requisitado pelas garotas. — sorriu Kyle, pegando um par de fones de ouvido em sua mochila como se não fizesse questão de conversar.
— Então quer discutir agora quem tem mais garotas? — ameaçou Lins.
— Mulheres não são objetos para serem contadas, elas devem ser tratadas como jóias nas mãos dos homens que são abençoados por terem sua presença.
— Olha só quem fala né, o cara mais sincero e cara de pau do mundo...
— E eu não sou? — riu ele de modo convencido.
— ...De qualquer jeito, eu estou entediado. Quero voltar logo para casa...

Lins bateu sua cabeça contra a mesa e assim ficou por um bom tempo. Kyle tinha uma xícara de café ao seu lado acompanhado dos fones de ouvido para passar o tempo. Mark mexia suas pernas para mostrar a ansiedade em começar a reunião, ele era um dos mais novos membros da elite, e embora parecesse uma criança, tinha o respeito dos demais integrantes.
Ike continuava a desenhar algo em seu bloco de notas que logo chamou a atenção de Lins. O desenho parecia tratar-se de uma linda mulher loira, ela tinha um belo sorriso e olhos cinzentos. O homem aparentava desenhar muito bem, e seu amigo não poupou os elogios para seu desenho.
— Gostosa, hein? — riu Lins, apontando para o desenho — Quem é?
— Minha esposa. — respondeu Ike.
O loiro havia ficado extremamente envergonhado, Kyle quase cuspiu o café que tinha em sua boca, rindo em seguida com a gafe cometida por seu amigo, logo ele tornou a falar:
— Você é muito indelicado, Lins. Depois dessa eu nem saberia o que responder. Acho que você poderia nos apresentar sua esposa qualquer dia desses, Ike.
— Ela morreu. — concluiu o homem.
Agora era Kyle quem não sabia o que responder e Lins que caía na gargalhada. Os dois membros da Elite finalmente haviam sossegado após a patada que receberam, deixando a sala em um pleno silêncio por alguns segundos até que Lins voltasse a berrar.
— Que tédio cara. Tédiooo, tédiooo! Estou com fome, vamos pro Pokémart comprar alguns bolinhos. Eu não estou aguentado ficar aqui, tá muito chato. — reclamou.
— Então nós deveríamos começar a reunião para terminarmos logo e os senhores possam ir embora, o que acham da ideia? — sugeriu o secretario um pouco receoso. Lins lançou um olhar ameaçador para o homem como se não estivesse nem um pouco afim de tratar dos assuntos chatos do continente. Ser um membro da elite era divertido, mas na hora da obrigação nenhum dos integrantes gostavam de levá-lo a sério.
— Tudo bem, vamos tentar começar aos poucos. Quais são os assuntos que temos de tratar, Senhor Candido? — perguntou Mark.
— Bom, desde o início do ano há indícios de que a infraestrutura em algumas cidades do interior de Sinnoh têm sido péssimas, assim como o estudo e acessibililidade de famílias mais pobres. Também precisávamos investir na proteção aos Pokémons nativos de florestas que vêm sido desmatadas na região do sudoeste de Sinnoh, como um incêndio na rota 202 há algumas semanas por conta de uma equipe criminosa que vem agindo no continente. — concluiu o secretário, lendo um imenso formulário de papel. Mark deu um leve sorriso, e em seguida o velho tornou a perguntar: — Há alguma pergunta?
— Acho melhor esperarmos o campeão mesmo. — disse Mark.
O silêncio prevaleceu por um tempo enquanto os membros aguardavam a chegada de seu superior, os assuntos não vinham e pouco a pouco a paciência começava a desaparecer. Mark era o único disposto a tentar fazer com que seus amigos continuassem na sala, de modo que pocurasse algum assunto que lhes fosse de interesse.
— Acompanharam os anúncios ultimamente? Os treinadores não estão mais conseguindo passar do oitavo ginásio, parece que o Volkner realmente está pegando duro com os novatos. — disse Mark, lendo uma folha de jornal que estava ao seu lado.
— E isso só nos atrapalha. Estou com saudade de batalhar cara, faz muito tempo que não encontro ninguém digno de verdade, sabe? Daí só sobra esse Cabeça de Fogo. — disse Lins.
— Acredito que os tempos já foram melhores, essa nova geração de treinadores em Sinnoh é muito inexperiente. Tive notícias de que nos outros continentes jovens extremamente talentosos estão derrotando líder após líder. — concluiu Allen, parecendo interessar-se pelo assunto.
— Ser da Elite já foi mais legal... — suspirou Mark entristecido.
Lins debruçou-se novamente sobre a mesa, seu tédio parecia não desaparecer.
— Que saco, vou pirar aqui. Alguém tem alguma ideia do que possamos fazer?
— Que tal brincarmos de fazer silêncio? Acho que seria uma ótima forma de vocês calarem a boca e deixarem eu me concentrar em meu livro. — respondeu Allen.
— Demorô, a gente canta então. — disse Lins, fazendo questão de contrariar o amigo.
— Música? É comigo mesmo rapaz! — disse Kyle, retirando seu fone de ouvido e parecendo cantar o refrão de uma música que apreciava simulando uma guitarra em suas mãos — And The highway is alive tonight. Nobody's foolin' nobody is to where it goes. I'm sitting down here in the campfire light... ♪
Assim que o rapaz terminou de cantar todos os outros o observaram com um olhar curioso, de modo que ele ficasse meio envergonhado pela atenção que recebera.
— Por quê estão me olhando assim? Eu cantei tão mal?
— Você canta muito bem, Kyle. — respondeu Ike, guardando seu desenho por um momento. Kyle sorriu e agradeceu o elogio.
— Só agora você decide falar alguma coisa? — riu Lins.
— Aprecio muito a música, e ainda mais aqueles que tem o dom de compartilhá-la. Músicas me trazem lembranças, minha esposa adorava cantar. — respondeu Ike — Cavalheiros, a reunião foi ótima, mas estou indo embora.
Allen deu uma leve risada enquanto os outros membros arregalavam seus olhos de surpresa. Ike estava fazendo o que todos gostariam de ter feito há muito tempo.
— S-Senhor Ike, nós ainda nem começamos a reunião!! Precisamos de sua presença para avaliar as normas, afinal, o senhor está encarregado da Elite! — disse o secretário em vão, vendo que pouco a pouco o homem se aproximava da porta de saída.
Ike pegou sua blusa que estava no cabide, e sem olhar para trás apenas acenou com a mão:
— Mandem uma carta para minha casa e indiquem onde tenho que assinar. Já estou de saída.
Ike aproximou-se da porta e antes de tocar na maçaneta pôde ver que uma mulher entrava na sala. Ela tinha longos cabelos loiros e vestia um lindo sobretudo preto. Seus olhos estampavam cansaço como alguém que implorava por um lugar para que pudesse sentar-se. Kyle levantou-se no mesmo instante e andou em direção da mulher. Ela parou ao entrar na sala e deparou-se com Ike, que por um momento assustou-se ao deparar-se subitamente com uma conhecida. Ela sorriu e tornou a falar:
— Está de saída, Ike? — perguntou a mulher.
— Estou. — respondeu de modo seco.
— Tome cuidado no caminho de volta, sei que sua casa fica muito longe daqui, e o caminho é muito perigoso e íngrime até mesmo para seu poderoso Skarmory. — disse ela.
— Por quê se importa tanto comigo, Cynthia?
— É a minha função, não é? Preocupar-me com meus funcionários e companheiros.  — continuou.
— Eu não preciso de ajuda. — finalizou Ike, saindo do escritório e deixando seus amigos calados.
A mulher soltou um leve suspiro e continuou andando, Kyle aproximou-se dela e imediatamente puxou a cadeira para que ela se sentasse. Ela apenas sorriu, e agradeceu o gesto.
— Seja bem vinda de volta, Senhorita Cynthia. — disse ele.
— Obrigada Kyle, pode sentar-se.
— É muito bom revê-la Cynthia, fazia muito tempo que você não voltava para uma reunião. — disse Mark
— Oh!! Finalmente nossa campeã chegou, agora nós finalmente poderemos começar a reunião!! — comemorou o secretário, olhando para Cynthia que agora estava debruçada sobre a mesa — Hm? Senhorita?
— Ela teve um dia muito cansativo hoje Candido, deixe-a descansar por hora, nós podemos adiar essa reunião para outro dia, afinal, o Ike também já foi embora. — disse Allen.
— M-Mas Senhor, o conselho precisa desses resultados o mais rápido possív...
— Esta reunião está encerrada. — pronunciou Allen.

Kyle guardou seus fones de ouvido e arrumou os copos da mesa para que logo fechassem a sala. Lins comemorava o fim daquele massante encontro enquanto Mark suspirava pela perda de um dia inteiro naquela reunião. Allen aproximou-se de Cynthia e pegou-a no colo de modo que a mulher nem sequer acordasse pelo cansaço que sentia. Os outros membros da equipe acompanhavam o homem que levou Cynthia até seu cômodo e deixou-a na cama para que descansasse um pouco. Apesar de ser a mais recente campeã de Sinnoh, algumas vezes Cynthia parecia ser a irmã mais nova dos membros da elite. Os cinco integrantes faziam de tudo para protegê-la, ela era uma pesquisadora muito nova, e por isso sempre estava cansada de seu trabalho em continentes distantes.
Depois de deixar sua superior descansando no quarto, os quatro membros saíram do galpão principal e deixaram o prédio. O céu estava um pouco nublado, provavelmente ele anunciaria a chegada da chuva em breve, um leve vento batia sobre as faces dos rapazes que no caminho depararam-se com Ike em um bar. O homem tinha uma garrafa em sua mão, o que provavelmente tratava-se de algum vinho, embora sempre ser contradito de tal ação por seus amigos.
— Espero que isso seja suco cara, se não serei obrigado a quebrar isso na sua cabeça. — riu Lins, sentando-se ao lado de Ike.
— Então já prepara a garrafa irmão, porque o Ike é feito de ferro. — brincou Kyle, sentando-se do outro lado.
Allen encostou-se no balcão e sentou-se ao lado de Mark que parecia apenas uma criança no local, embora os donos de lá já soubessem que ele era na verdade um dos mais velhos e responsáveis.
— Vamos beber alguma coisa para comemorar mais uma reunião fracassada e mais um dia completamente inútil de nossas vidas na Elite. — sorriu Allen — O que vão querer beber?
— Manda três refrigerantes, um sem gelo, e uma água com gás também. Vai pegar alguma coisa, Ike?
O homem apenas deu um leve sorriso e levantou a taça em sua mão.
— Eu tenho o meu... suquinho de uva. — sorriu.
As bebidas chegaram e os cinco integrantes sentaram-se em uma mesa que dava vista para o mar. A Liga de Sinnoh situava-se em uma região que dava vista para grande parte do continente. O mar estava turbulento, muito havia mudado em Sinnoh nos últimos anos, eles sentiam que em breve novos acontecimentos estariam sendo evidenciados. Cada um lá presente esperava que algum dia um treinador lhes mostrasse a importância de uma batalha novamente, alguém que pudesse fazer com que eles voltassem a amar o que faziam. A única coisa que mantinha a atual Elite unida era a amizade de seus componentes.
— Não esquece da nossa batalha, Cabeça de Fogo. Hoje à tarde, no mesmo local, na mesma hora, demorô? — disse Lins, apontando para Kyle que deu uma leve risada.
— Eu já disse que estou ocupado hoje, meu caro. Seria legal se nós jogassemos um futebol, ou então quem sabe cantássemos uma canção? Para animar vocês nesse dia nublado... — sorriu Kyle.
Ike pegou sua garrafa de vinho e ficou por um tempo vendo a embalagem. Ele suspirou por um momento e olhou para a chuva que pouco a pouco começava a cair do lado de fora, dando um leve sorriso na sequência.
           — No que você está pensando, Ike? — perguntou Mark.
— Eu sei que parece ridículo, mas a Elite é tudo que sobrou em minha vida.
Os outros membros da elite ficaram em silêncio por um instante, mas não demorou muito até que Lins começasse a rir e soltasse um comentário.
        — Ohh, coitadinho do meu brother, a gente não vai te deixar na mão, firmeza? — brincou o loiro.
         — Ei rapaz, somos uma equipe, compartilhamos as dores e as tristezas. — acompanhou Kyle.
— Não fique guardando suas mágoas meu amigo, não somos videntes para prever suas dores, mas estamos ao seu lado para compartilhar esses momentos. — explicou Allen.
      — A verdadeira amizade é aquela que a lembrança não se apaga, a distância não separa e a maldade não destrói. É isso que nos tornou a atual Elite do continente, não é? — disse Mark de forma gentil. 
Ike deu um raro sorriso, sendo que seus amigos agora eram os único motivo que o mantinha erguido. Em seguida, o homem preencheu sua taça com vinho e ergueu-a para o alto.
          — Proponho um brinde à Elite de Sinnoh. Como as estrelas, nossa amizade continuará brilhando. Que os anos venham, mas que os momentos que compartilhamos aqui possam perdurar pela eternidade em nossas lembranças. — disse Ike — Que venha uma nova fase em nossas vidas.

      

Tutorial Zapdos

A ave relâmpago, Zapdos sempre esteve entre as criaturas mais poderosas usadas das gerações passadas, mas com a chegada de Unova esse grandioso lendário parece perder cada vez mais espaço nas frentes de batalha. Não seja por isso, com uma grande combinação Flying/Electric este Pokémon ainda possui alguns truques, seguidos de um excelente Special Attack e uma Speed de bom tamanho. Eu sempre achei o Zapdos um Pokémon bem interessante, e apesar de parecer ser um tutorial bem complexo, na realidade ele é simples. Os elétricos sempre fazem um show com sua aparência e movimentos poderosos, então deixo com vocês um novo tutorial de desenho do Aventuras em Sinnoh!

1° Passo: Não se engane, isso não é um Lagarto Dragão. Eu gosto de comparar meus desenhos com bichos estranhos, mas enfim, desenhe a base para a estrutura do corpo de uma ave. Aqueles falso triângulos serão usados como suas asas, então, não há segredo nessa parte, basta ir seguindo com tranquilidade. E só uma nota: Não faça a linha da base tão grosseira, eu acabei errando neste ponto, tente fazer algo mais suave, pois são as linhas do esboço.


2° Passo: Notar as diferenças da primeira para a segunda versão é o que mais me anima. Nessa etapa você estará fazendo as asas, a cabeça, e o rabo do Zapdos. Não é nada muito concreto, mas basta traçar as linhas para que aos poucos os detalhes vão sendo organizados. Neste ponto você pode mudar a posição do bico se quiser, pois deste modo você determinará para onde seu Zapdos estará olhando.


3° Passo: Atrás das asas faça mais linhas para dar a impressão de volume nas penas do Zapdos, assim como em seu rabo, estas regiões serão pintadas de preto mais tarde. Nesta etapa esteja desenhando com mais precisão suas garras e comece a formular o bico da mesma forma. Um ponto que eu notei dificuldade foram os olhos, e já aviso para que não os deixem tão separados do bico, é necessário que eles estejam praticamente grudados, ou então seu Zapdos pode ficar muito esquisito.


4° Passo: Passe o Zapdos à caneta, e em seguida apague todas as linhas para deixar seu desenho mais limpo. Pinte as áreas indicadas de preto, e o seu Pokémon elétrico estará pronto! Vamos lá, para um lendário esse aqui foi bem fácil, tenho certeza que vocês conseguem ganhar essa batalha!


Continuem de olho no Aventuras em Sinnoh para novidades nos tutoriais de desenho e quem sabe uma figura bem peculiar em nossa próxima aula. Aguardem, e poderão prestigiar de um tutorial inusitado. A mais bela do mundo Pokémon, uma verdadeira campeã. Conseguem descobrir qual será nosso próximo desenho?  Não se sitam intimidados em nos mandar um desenho seu caso deseje disponibilizá-lo em nossa galeria! A Aliança Aventuras agradece a sua visita!

Notas do Autor (Capítulo 26)

Véspera de Natal, estou aproveitando esta data tão especial em nossas vidas para deixar a postagem do último capítulo da Saga Pérola. Meus caros leitores, é uma data muito importante, não estarei entrando no blog pois pretendo dar um tempo esse fim de semana, e por isto adiantei a postagem do último capítulo, mas por hora salvo palavras de despedida para um post especial de 2011. Eu tenho algumas coisas a serem ditas depois dessa longa jornada, mas vou esperar o fim do ano e postagem do Capítulo Especial 21.5, que falará especificamente sobre os atuais membros da Liga Pokémon, e também será como uma mensagem para meus amigos da Aliança Aventuras. 

Por enquanto quero que vocês curtam esse capítulo e aproveitem muito essa data festiva tão especial. Deixar um comentário fará o natal de alguém mais feliz! Tenho a esperança de que este capítulo seja o mais comentado e visualizado de todos, afinal, estamos terminando uma das fazes mais importantes do blog. Agradeço cada um que acompanha Sinnoh, e por fim, desejo-lhes um Feliz Natal! Contemplem, o último capítulo da Saga Pérola.

Togepi Maloqueiro
Eu odeio esse Pokémon. Odeio mesmo, sabe? Acho que é trauma da época do Anime, não gosto dele porque o acho mimado, ridículo e infantil. Peço desculpas a quem adora esse bicho, mas eu só acho que ele fica legal na forma do Togekiss, e por isso tenho um espaço reservado para ele na história. A princípio o Celeby havia feito uma lista com os Pokémons que queria para o Lukas, logo, tive que manter o Togepi, mas eu quis dar uma mudada em sua personalidade, mostrando um Togepi bem maloqueiro e ousado, saindo daquele padrão fofinho que todo bebê Pokémon tem. Acho que vai ficar engraçado, e esta será uma forma de ver os Togepis com novos olhos.

A Lenda da Tartaruga
Algumas coisas passam despercebidas, mas se vocês olharem bem vão notar um momento em que o Luke fala que ele perdeu um Squirtle na escola. Essa história é baseada em fatos verídicos, não foi exatamente na escola, mas minha tartaruguinha fugiu de casa. Só que o mais legal é como ela fugiu de casa: Pulando o muro. Na moral, esse muro deve ter uns sete metros, e a desgraçada fugiu de algum modo. *risos* Brincadeiras à parte, é que a tartaruga de casa fugiu e até hoje ninguém sabe aonde ela foi parar, e por isso surgiram muitas lendas e especulações sobre seu paradeiro. Eu ainda acho que ela pulou o muro, mas vai saber se o jardineiro não levou ela embora.

Novos Membros na Equipe
Togepi, Horsea, Feebas e Gardevoir. Temos muitos Pokémons novos, e entre eles estão alguns extremamente importantes. Os aquáticos ainda farão parte da equipe mais poderosa dos protagonistas, então pode esperar que aos poucos eles começarão a ganhar sua importância. A Gardevoir na equipe foi um complemento, adoro ela, e ela fará um papel de ajuda, sabe? Cada um dos protagonistas terão por volta de doze Pokémons na equipe, então agora só lhes resta esperar para ver quais serão! E podem esperar MUITAS capturas e evoluções na Saga Diamante, pois ela promete. As páginas dos respectivos Pokémons fica para o fim do ano, ainda falta o desenho humano do Horsea.

A canção de Selena
Não são todos que acompanham o especial Ex-Elite 4, mas quem lê essa história com toda certeza percebeu algo muito curioso no final. A canção cantada pelo Glenn é a mesma que Selena o ensinou, ele apenas completou-a com o espaço que faltava. Esse momento foi épico, e para quem curtiu esses caras da Elite na saga com certeza adorou essa cena. Só para fechar com chave de ouro.

Capítulo 26

Hearthome City. O último dia, em algumas horas o berço dos corações não passaria de uma longínqua memória nas mentes dos jovens que iniciavam sua rotina de manhã na grandiosa cidade. Lukas já estava de pé logo cedo, como sempre, o garoto saiu lentamente de sua cama retirando o cobertor e arrumando o acolchoado. Lukas coçou sua cabeça e se olhou no espelho, e ao deparar-se com seu reflexo percebeu que algo estava faltando. Ele virou-se bruscamente e encontrou apenas um dos ovos que recebera em sua viagem. Lukas deu um grito desesperado e rapidamente inicou sua busca pelo perdido, acordando todos seus amigos logo em seguida.
— Que porra é essa?? — gritou Luke, pulando do sofá.
— Um dos meus ovos sumiram!! — disse Lukas, fazendo com que Luke fizesse uma feição de espanto.
— Ahh, você tá falando daqueles que você ganhou na viagem? Será que alguém pode ter roubado?
— Roubado como, meu Arceus?? Ninguém entrou aqui no quarto essa noite! E-Eu sou muito burro, como pude deixar um ovo que nem anda fugir de mim?!
— Fica triste não irmão, lembra daquela vez que a gente perdeu um Squirtle na escola? É cara, uma tartaruga conseguiu passar a perna na gente. Ainda acho que ela pulou o muro, mas isso não vem ao caso...  Fica triste não manolo, pelo menos seu Ovinho pode descansar em paz, que Arceus guie ele até o paraíso...
— Ele não está morto!! E pare de ficar me assustando, eu vou encontrá-lo!

Lukas permanecia em estado de alerta à procura de seu precioso ovo, quando de repente, ele pôde ouvir Stanley gritar e pular da cama, apontando em seguida para seu cobertor que se mexia sem parar.
— O cobertor me mordeu cara!! Deve ter uma Spinarak lá dentro, doeu pra caramba! — resmungou ele.
Os três garotos agora observavam atônitos o cobertor se mexer, até que uma pequena figura surgiu ofegante. A criatura tinha uma feição amigável, seu corpo parecia ainda não ter sido toltamente chocado, mas isso devido à própria espécie do Pokémon. Era um pequeno Togepi.

  

— Ohh, você tava com medo de um Togepi, Stanley? — ironizou Luke.
— Não enche, ele me mordeu cara. Quase arrancou meu dedo.
Lukas andou em direção do pequeno Pokémon e abraçou-o no mesmo instante, provavelmente aliviado e feliz ao descobrir que um de seus ovos haviam chocado, e ele não era um pai ruim por ter perdido um de seus filhos.
— Que susto você me deu. — sorriu ele, abraçando o pokémon.
— Hm, pelo visto um dos ovos já nasceu. Mas esse devia ser aquele que aquela mulher loira te deu, acho que ainda está muito cedo para aquele do Tio Marshall nascer. — disse Luke.
— Um Togepi... Não podia haver Pokémon melhor. Eu adorei. — disse o irmão.
— Graças a Arceus que não fui eu quem ganhou esse ovo. Na moral, eu iria ficar muito bravo se nascesse um Togepi. — riu Luke, vendo que o pequeno Pokémon agora olhava para o garoto de forma assustadora — Oe, por que esse bicho tá me olhando com cara feia?
O Togepi rapidamente pulou do colo de Lukas e avançou em direção de Luke mordendo sua mão, Luke deu um grito e em seguida jogou o Pokémon para longe que voltou para os braços de seu mestre e se pôs a observá-lo.
— Que foi isso, mano?? Togepi dos infernos cara, quase arrancou minha mão fora!! — gritou Luke.
— Claro que não, foi legítima defesa! Você o provocou, então mereceu.
— Esse Togepi é pior que o Gible quando eu ganhei ele, sorte que o Gabite perdeu essa mania de me morder, porque senão ele já tinha arrancado minha mão.
— Hah, hah, hah! Gostei desse Togepi, normalmente eles parecem ser criaturas frágeis e meigas, mas esse pequeno mostrou ser bem ousado! Ele vai manter seu time bem equilibrado, Lukas. — disse Stanley.
— Seja bem vindo ao grupo, Togepi!

• • •


Agora que os garotos estavam acordados eles não demoraram para acordar suas amigas para garantir que eles aproveitassem ao máximo seu último dia na cidade de Hearthome, afinal, pela noite seria a chegada de Glenn na cidade, e como Luke prometera ainda em Eterna, eles iriam visitá-lo em seu show. 
Os jovens desceram as escadas enquanto brincavam e comentavam o nascimento do pequeno Togepi, o Pokémon parecia apreciar a presença das garotas, o que pelo visto mostrava seu descontentamento único para com Luke, que mantinha a cara fechada enquanto o Togepi era o centro das atenções.
Todos se dirigiram até o refeitório e guardaram seus pertences na mesa para em seguida montar um prato do café da manhã. Luke permaneceu guardando a mesa enquanto Togepi continuava sentado em sua frente, encarando-o de forma assustado. Luke apoiou-se na mesa e apontou para o Pokémon, falando logo em seguida:
— Ovo do Darkrai, vou te tacar na panela quando ninguém tiver olhando. — encarou Luke, fazendo o Togepi mostrar a língua para o rapaz.
Terminado o café da manhã, os jovens sairam pelas praças da cidade para caminhar um pouco. O plano deles era visitar a casa de Poffins e o Amity Square, pois seria uma ótima forma de deixar seus Pokémons se divertirem depois de dias cansativos de batalhas e competições.
Passados alguns minutos, Dawn sentiu seu pokégear vibrar, estranhando a ligação de alguém, uma vez que ela só utilizava o objeto em casos de extrema urgência. A garota fechou a cara ao atender o celular, o que provocou uma certa curiosidade em seus amigos. Dawn atendeu o aparelho e em seguida entregou-o para Luke, que a olhava confuso:
— É pra você. — disse Dawn em um tom sério.
Luke atendeu o objeto receoso, pois não sabia muito bem como utilizá-lo e nem mesmo com quem estaria falando, tomando um susto logo em seguida ao ouvir os gritos exaustivos de uma mulher.
— Bom dia, mon amour!! — disse a voz.
— Hm, quem é? — perguntou ele receoso.
— Adivinhaaaaaa...??
— Mãe?
— Que mãe o quê moleque, é a Fantina!!
— Ahh, tá!! E ae, Tia Fantina. — riu Luke sem graça.
— Mon cher, você está ocupado? Eu gostaria que você desse uma passada em meu ginásio, eu tenho um presentinho para você! — disse Fantina.
— Sério mesmo? Poxa que bacana, nem tô fazendo nada não, daqui a pouco a gente vai passar aí! — disse Luke animado, olhando para Dawn que manuseava gentilmente seu canivete.
— Tudo bem fofinho, estarei esperando! Beijos! ♥ — disse Fantina, por fim, desligando telefone.
Luke entregou o objeto para Dawn que mantinha-se séria enquanto encarava o garoto que parecia extremamente animado em ter conversado com a líder de ginásio.
— Você passou o número do meu pokégear para ela? — perguntou Dawn zangada.
— Eu não, eu nem sabia que você tinha essa coisa aí. Provavelmente ela deve ter lido a lista telefônica de Sinnoh inteira até encontrar o seu número. — riu Luke — Mas então, ela falou para mim dar uma passada lá, vocês querem ir comigo?
— Pode ser, mas depois vamos ao Amity Square! — disse Lukas.


Os jovens seguiram até o nordeste da cidade onde localizava-se o ginásio de Fantina. No momento o local parecia estar passando por grandes reformas, no dia da batalha os preparativos já estavam sendo feitos. Eles pretendiam organizar tudo de forma que lá pudesse servir como um palco para a cidade, em que seria dado o show do astro Glenn Combs, e por esse motivo o ginásio permaneceria fechado por mais um tempo.
Luke entrou no lugar na companhia de seus amigos e rapidamente encontrou-se com Fantina que organizava as obras daquele local realizando os detalhes e a decoração das salas. Assim que ela avistou seu amado, Fantina rapidamente saltou em sua direção, e convidou-o para uma dança.
— Oh, mon cher, você virá para o show está noite? Hoje tudo será tão magnifiques, haverão fogos de artifício, dança, comidas refinadas, e gente famosa! Eu, como uma atriz esbelta e perfeita da região, devo manter minha pose, mas se quiser eu posso reservar um camarim só pra você! ♥ — disse Fantina.
— Ahh, obrigado pela oferta, mas eu vou ficar com meus amigos mesmo. — sorriu Luke.
— Oh, okay. Mas eu espero ver todos vocês no show, se precisarem de qualquer coisa é só me chamar! — disse ela — E a propósito, mon amour Luke, eu gostaria de dar-lhe isto. É motivo pelo qual o chamei aqui hoje. C'est un présents!
Fantina retirou uma pequena pokébola que guardava em sua bolsa e entregou-a para Luke. Aquela era uma Luxury Ball, e os olhos do garoto brilharam assim que avistou-a.


— É uma Luxury Ball! Você deu sorte irmão, elas são muito raras em Sinnoh. Eu lembro que só era possível comprá-las na cidade de Sunyshore, onde morávamos. — disse Lukas.
—  Caramba, obrigadão Tia Fantina! Mal posso esperar para usá-la!
— Mas quem disse que ela está vazia? Hoh, hoh, hoh! — riu a mulher.
Luke estranhou, mas em seguida encarou a pokébola e lançou-a para cima. O objeto liberou uma forte luz branca que tomou a forma de uma linda criatura que vestia um vestido branco. Todos ficaram pasmos com a presença da aura de luz emancipada pela sala, o Pokémon tinha olhos avermelhados e uma aparência serena, seu toque era suave, e ela parecia ter um sorriso em seu rosto, disposta a ajudar qualquer companheiro.
— Uma Gardevoir!! Onde você conseguiu uma?! — perguntou Luke surpreso.
— Eu comprei-a há alguns dias, algumas lojas da cidade vendem os melhores Pokémons a altos preços, mas a Gardevoir não é usada para batalhas. Ela trabalha como supporter, ou seja, um Pokémon para apoio da equipe. Estou dando-lhe para que você sempre se lembre de mim quando olhar para ela, e que nunca me esqueça em suas viagens! Okay? ♥ — sorriu Fantina.
— Nossa, muito obrigado!! Ela é realmente muito linda.
— Se não bastasse essa mulher agora vamos tê-la “para sempre” andando no grupo. Eu mereço isso... — sussurrou Dawn.
Luke tinha sua nova Gardevoir na equipe, enquanto Lukas havia ganhado o pequeno Togepi. Aquele dia seria memorável, e todos aproveitariam ele ao máximo. Porém, sempre aconteciam imprevistos em confusões em qualquer rotina graciosa, e ao passarem no Amity Square, os jovens se depararam com um pequeno problema.
— Como assim meu Gabite não pode entrar? Só porque ele é feio? Que preconceito do caramba, e por que todos os Pokémons do meu irmão podem entrar?? — disse Luke, discutindo com a recepcionista.
— D-Desculpe-me moço, mas apenas Pokémons fofinhos são permitidos. — disse a recepcionista.
— Meu Shieldon é fofinho mano, dá uma olhada pra carinha dele. — disse Luke, mostrando seu Pokémon que mantinha-se sério.
— Desculpe-me, eles não podem entrar...
— Preconceito, viu... 
Luke deixou a sala e deparou-se todos os Pokémons de sua equipe do lado de fora. Titânia parecia ansiosa para entrar no Amity Square, enquanto Gabite, Shieldon e Froslass apoiavam-se sobre suas pedras aguardando a chegada de seu dono.
— Pessoal, vocês vão ter que ficar aqui fora. — disse Luke de forma chateada, sentado-se do lado de fora do Amity Square sobre o corpo rochoso de seu Onix.
— Tudo bem, eu não fazia questão de entrar mesmo... — suspirou Titânia.
— Gawwwh, bitee, bite. Tsh, tsh, tsh... — grunhiu o dragão.
— Ih, Titânia. O Gabite falou que hoje você ficou se arrumando a manhã inteira porque eu disse que a gente ia pro Amity Square. Então quer dizer que por trás dessa armadura de metal a gente tem uma mulher delicada?
— Eu estava ansiosa sim, mas não combino com locais graciosos e delicados. Acho que os outros Pokémons não fazem questão de minha presença. Mas enfim, é melhor o Senhor adentrar o logo o local com esta sua nova amiga, a Gardevoir. Eu ficarei aqui fora tomando conta dos outros. Não precisa preocupar-se conosco... — disse Titânia, de modo evidente que pudesse perceber sua tristeza — Esperamos que aproveite bastante, Senhor.
— Ei pessoal, não fiquem chateados só porque não puderam entrar... Shieldon, você assustou a mulher com essa sua cara séria, tem que tentar ser mais amigável. — disse Luke, vendo seu pokémon continuar encarando-o de modo sério — E Froslass, minha querida, você é um fantasma, os outros Pokémons poderiam assustar-se com sua presença...
Luke parecia triste em ver todos seus Pokémons ficarem para fora, sendo que a única que seria permitida entrar era a novata Gardevoir. A cidade estava repleta de regras, e isso o enfurecia, tudo que queria poder fazer é caminhar com seus companheiros no aclamado Amity Square. O garoto suspirou e então sentou-se sobre a cauda de Titânia, cruzando seus braços em seguida.
— Se vocês não vão, então eu também não vou. — disse Luke.
De certo modo, aquela atitude fora o suficiente para que o garoto ganhasse a confiança de cada um ali presente. Gardevoir sentou-se lentamente ao lado do garoto e sorriu, pois sabia que agora estaria em boas mãos com seu novo dono.
— Ótima escolha, Senhor. Você mudou bastante desde que nos conhecemos. — sorriu a serpente.
— Eu deixo o Amity Square pra outro dia, os amigos vêm em primeiro plano.
Ao contrário de seu irmão, todos os cinco Pokémons de Lukas podiam andar livremente pela famosa praça. Stanley tinha seu Grotle ao seu lado, enquanto Vivian caminhava com uma de suas diversas Spinaraks. Dawn estava com dois Pokémons bem chamativos, tinha uma Glaceon e um Leafeon ao seu lado, o que despertava uma grande curiosidade em todos que passassem por lá.
— Dawn, desde quando você tinha esses Pokémons? Os dois são lindos, eu estive procurando por um Eevee desde que saímos em jornada. — disse Lukas admirado, com seu Pachirisu em seu colo.
— É uma longa história... Eu tenho os dois faz tempo, a Glaceon é fêmea e o Leafeon é macho. Os dois pertenciam à minha mãe. — sorriu a garota.
Glaceon tinha seu caminhar delicado enquanto mantinha seu nariz empinado para qualquer Pokémon que a observasse, ela era esnobe, exatamente o contrário de seu parceiro Leafeon, que procurava enturmar-se com os companheiros facilmente formando novas amizades.
Amity Square era um local muito belo, era uma vasta área com construções, árvores e lagoas para que os Pokémons dos treinadores caminhassem de livremente. Porém, só eram permitidos criaturas fofas dentro dos padrões populares, e por isso a praça costumava ser alvo de críticas, mas mesmo assim, a praça ainda não perdia sua fama e nem os inúmeros visitantes todos os dias.
— Oooown, eu adorei esse lugar! É tão cheio de brilho e pokémons fofênhos, só achei maldade eles barrarem o Luke na entrada. Coitadinho. — disse Vivian.
— Bom, daqui a pouco eu aposto que ele arranja alguma coisa pra fazer. Por enquanto vamos continuar dando umas voltas por aqui, é ótimo para encontrar objetos e melhorar a amizade com nossos Pokémons! — disse Stanley.
O Mothim de Lukas voava livremente pelo céu azul daquela manhã, Shellos e Roselia permaneciam próximos à uma lagoa localizada no centro, enquanto o meigo Togepi assustava os outros Pokémons. O dia fora ótimo na praça do Amity Square, mas ao passar das quatro horas o local já começava a fechar, e os jovens precisavam retornar ao hotel e começar a preparar-se para o show de noite.

Luke aproveitara muito ao lado de seus Pokémons, tal como seus amigos também. Os jovens continuaram seguindo seu caminho até o hotel. O céu estava começando a ser tomado pelo tom alaranjado, e as nuvens brancas amenizavam a temperatura naquele fim de tarde. Lukas estava feliz pelo frio, pois desse modo poderia colocar suas melhores roupas, já Vivian não parecia nem um pouco alegre com o frio, preferindo dias quentes e manhãs ensolaradas. Os dois eram bem opostos, mas de uma certa forma se atraíam como os imãs de um Magnemite.
Ao se aproximarem do hotel Deluxe Heart eles puderam perceber alguns carros que acabavam de chegar, acompanhado de uma multidão que lutava para aproximar-se de algo. Parecia que Glenn já havia chegado ao hotel, e por conta disso toda a cidade parecia entusiasmada com a chegada do astro.
— Ei, aquele não é o ex-integrante da Elite dos 4? — perguntou Stanley.
— É o Tio Glenn cara, ele que nos deu permissão de ficar aqui no hotel. — respondeu Luke.
— É melhor nós falarmos com ele depois, ele deve estar ocupado agora. Vamos subir para nossos quartos e nos trocarmos para o show, podemos vê-lo antes de começar! — sugeriu Lukas.
Todos concordaram e então seguiram até seus aposentos para começarem a se trocar. Seria uma rotina demorada, afinal, as garotas demoravam uma eternidade na banheira. Dawn e Vivian foram as primeiras, pois levavam mais tempo para se trocarem. 
Pouco a pouco o sol começava a despedir-se da cidade, desaparecendo por trás do grandioso Mt. Coronet. Luke vestia uma blusa preta enquanto fazia os últimos ajustes para ficar atraente, pois ainda assim ele era vaidoso, e gostaria de impressionar as garotas. Lukas tinha um ótimo senso para moda. Agora só faltava Stanley aprontar-se, de forma que as garotas ainda estivessem se trocando no outro quarto.
Os irmãos decidiram descer para andar um pouco pelo hotel. A cidade toda estava em movimento, pois o show parecia ser muito aguardado. Os dois foram em direção do aquário do local, pois aquele era um dos lugares que Lukas mais apreciava, e até mesmo Luke, que não gostava de Pokémons aquáticos, gostava de observar o grandioso aquário, provavelmente um dos maiores de Sinnoh. 
   
Lukas sentou-se em um sofá e avistou uma pequena Feebas que o fitava nitidamente. O garoto a achava esquisita, pois o Pokémon era estranho de natureza e parecia manter distância de todos os outros.
— Heh, heh... Você é engraçada, amiguinha. — sorriu Lukas, em seguida vendo seu irmão levantar-se bruscamente e apontar para um homem:
— Tio Glenn!! — gritou Luke animado.
— E aí, baixinho! — respondeu o homem, abraçando o garoto.
— Tio Glenn, faz muito tempo que não nos viamos! Como você está? — perguntou Lukas.
— Vou seguindo meu caminho, Lukinhas. Aconteceram alguns problemas como vocês puderam perceber aqui no hotel por conta dos Rockets, mas espero que agora tudo já esteja resolvido. — disse Glenn — Conseguiram encontrar o Marshall na cidade? Acho que ele continua por aqui.
— Bom, ele nos encontrou, mas digamos que a gente não tenha encontrado ele. — riu Lukas — Você vai dar um show essa noite?
— Exatamente. Só passei aqui pra dar um ‘oi’ mesmo, pois me disseram que vocês estavam no hotel. Fico feliz que estejam bem, quero vê-los lá no show! — disse Glenn.
— Demorô Tio, só estamos esperando nossos amigos se trocarem, então já iremos direto para o ginásio da cidade! Vai ser muito foda esse show cara, estou louco pra te ver lá! — continuou Luke.
— Hah, hah, hah! É bom saber que vocês gostaram de ficar aqui no hotel, e desculpe-me por colocá-los em perigo durante o ataque dos Rockets. Preciso fazer algo que compense, se não o Waltão arranca minha pele. — concluiu Glenn, olhando para o grandioso aquário ao seu lado — Ah, querem escolher um Pokémon daqui? Como forma de pagamento.
— Sério mesmo?! Caraca, tinha um Sharpedo muito louco que eu tinha visto, certeza que eu vou escolher ele!! — gritou Luke animado, rapidamente correndo para o outro lado do aquário que rodava em círculos. Lukas apenas riu e tornou a agradecer seu tio.
— Obrigado Tio Glenn, espero que você realmente faça um “show” hoje à noite.
— Que nada Lukinhas, eu tinha que dar algum presente para os meus “sobrinhos” dos velhos tempos. E pode deixar, porque vou dar o meu melhor lá em cima! — sorriu o homem — Vou indo nessa baixinho, quando terminarem basta indicar o Pokémon que desejam para aquele balconista. Abraços aí!


Lukas apenas sorriu e tornou a olhar o aquário em sua frente. Ele já tinha em mente o que escolheria, havia um Lumineon que realmente conquistara sua apreciação, mas segundos antes de indicar o Pokémon para o balconista, ele pôde ver o mesmo Feebas escondido em um canto do aquário.
O peixe não estava sozinho, ele parecia estar sendo perseguido por um grupo de Sharpedos, e ao lado do Pokémon também havia um Horsea. Ambos estavam totalmente indefesos para defender-se dos poderosos tubarões. Lukas rapidamente correu em direção do balconista e indicou os dois pokémons.
— Por favor, nós queremos aqueles dois Pokémons! O Horsea e o Feebas que estão sendo atacados, rápido!!
O homem rapidamente aproximou-se do aquário subiu uma escada que levava até o seu topo. Ele retirou os Pokémons desejados e de certo modo também os salvou do ataque dos Sharpedos. O homem desceu a escada e então entregou as duas pokébolas para Lukas.
— Estão aqui garoto, espero que cuide bem deles. Esses coitadinhos sempre eram perseguidos por esses Sharpedos encrenqueiros e por sorte escapavam. Hoje a sorte deles foi ter se encontrado com você. — disse o homem.
Lukas revelou um singelo sorriso e olhou para as duas pokébolas. Não eram Pokémons fortes, mas ele sabia que era preciso dar tempo ao tempo, e se treinados, viriam a tornar-se as criaturas mais poderosas da equipe. No mesmo instante, Luke rapidamente chegou correndo ao lado do balconista e indicou o Pokémon que queria.
— Cara, vou querer aquele Sharpedo gigante com uma cicatriz na cabeça!! — disse ele animado.
— Desculpe garoto, mas acho teve um garoto igualzinho à você que pediu os dois Pokémons. Ele dever ser seu irmão gêmeo. — concluiu o balconista.
— Espera um pouco, quer dizer que ele já escolheu meu Pokémon?
— Já sim.
— Ah, tudo bem então. Só espero que ele tenha pego o Sharpedo que eu pedi.
Luke rapidamente seguiu seu caminho até o quarto e deparou-se com Lukas em dos corredores. Ele acenou para o irmão e em seguida correu ao seu encontro.
— Yo! O carinha da recepção disse que você já tinha pego meu Pokémon, qual você escolheu?
— Eu peguei uma Feebas. Ela estava em apuros sendo atacada por um bando de Sharpedos, então eu decidi salvá-la.
— Feebas?! Nossa, que desperdício... Cara, esse Pokémon é muito idiota. Pelo menos não foi uma Magikarp, né? — riu Luke — Bom, mas o Feebas é seu, você pegou o Sharpedo que eu pedi?
— Eu peguei um Horsea pra você. — sorriu Lukas, entregando a pokébola nas mãos de Luke que o encarou sério. O garoto deu uma alta risada e em seguida apoiou-se no ombro do irmão.
— Há! Você me enganou, né? Horsea, imagina só. Se eu tivesse um Horsea no meu time eu jogava ele fora. — riu Luke, pegando a pokébola logo em seguida — Obrigado pelo Sharpedo irmão, agora meu time tem um Pokémon aquático!
— Ah, então tá... — suspirou Lukas.


Os irmãos entraram no quarto e Stanley já parecia estar terminando de aprontar-se. Um pouco depois, as duas garotas bateram na porta. Luke estava boquiaberto pela beleza de Dawn naquelas vestes. Era a primeira vez que todos se haviam parado por um minuto para refletir a beleza um do outro, e daquele modo era possível ver a claramente como eram atraentes. Vivian entrou saltitando para dentro do quarto dos garotos à procura de Lukas, enquanto que Dawn permaneceu parada na porta observando Luke de modo surpreso. Por um instante o garoto ousou pronunciar-se:
— Nossa. Você está muito linda.
— Obrigada, eu usei uma roupa de minha mãe... — sorriu Dawn meio sem graça.
— Ela deve estar orgulhosa de poder ter tido uma filha como você, onde quer que ela esteja, tenho certeza que ela estará olhando por você. — sorriu Luke, segurando nas mãos da garota.
Dawn sorriu e então pôde ver Vivian pulando em cima de Lukas e derrubando-o na cama, o que fez todos os outros rirem.
— Lukas-kun!! Fala que eu tô bonita!! 
— Hm, você está bonita...
— OOOWN! Adoro você!! — gritou ela, abraçando o garoto.
O grupo deixou os aposentos para então seguiram pelos longos corredores até sair do Hotel Deluxe Heart. O movimento estava intenso nas ruas da cidade, mas todas as pessoas pareciam muito arrumadas para o show que haveria dentro de uma hora.

• • •

O astro Glenn Combs também precisava preparar-se, pois shows não eram uma tarefa fácil de lidar. O homem estava em seu camarim fazendo os últimos retoques e relendo suas composições, alguns produtores conversavam com o homem e avisavam que ele estaria entrando em ação dentro de poucos minutos. Glenn suspirou, e sentou-se em sua cadeira, dispensando-os logo em seguida. Assim que os homens saíram da sala, uma sombra pôde ser vista atrás da porta.
— Viu como o céu está nublado hoje? — perguntou a sombra, fazendo Glenn girar sua cadeira e encarar o homem que estava escondido.
— Cara, você ainda não aprendeu a usar a porta? — disse o homem seguido de uma risada.
— Eu sou uma sombra, Glenn. Posso entrar em qualquer lugar mesmo sendo indesejado.
Glenn levantou-se e andou em direção do homem que permaneceu imóvel, ele tocou seu ombro e sorriu.
— Você é sempre bem vindo em minha casa, Marshall. — disse Glenn — Mas me conta rapaz, por onde esteve andando? Eu podia jurar que você não ia dar as caras no meu show.
— Eu sempre posso tirar um tempinho para os velhos amigos. — sorriu Marshall — E também estou na guarda dos pequenos há três dias. Deixei um Murkrow observando o Lukas há um tempo. Temo que os Rocktes estejam de olho neles, principalmente por suas ligações com os Galactics e com o Senhor Walter.
— Descobriu alguma coisa sobre esses Rockets otários? Ou por que eles detonaram meu hotel? — perguntou Glenn, olhando-se no espelho e ajeitando sua roupa.
— Descobri o suficiente, e principalmente o motivo deles atacarem seu hotel. — concluiu Marshall — Primeiramente, atacar um ponto extremamente renomado como o Deluxe Heart foi uma questão de chamar atenção. Então você se pergunta, por que eles iriam querer chamar atenção?
Glenn parou por um momento e com um semblante confuso encarou Marshall.
— Se eles chamaram atenção em um lugar... Então era pra desviar a atenção de outro.
— Exatamente. O ataque ao Hotel Deluxe Heart foi uma isca para que eles chamassem atenção e desse modo pudessem atacar o banco. Mas veja que surpreendente, nem um centavo foi roubado.  E você sabe o que de mais importante existe no banco de Hearthome?
— Lustrous Orb. — disse Glenn irritado, batendo com força na mesa — Esses caras nos enganaram direitinho! Eles devem trabalhar em conjunto com os Galactic, provavelmente vão entregar a Lustrous Orb para eles!
— Negativo. Os Galactics possuem a Adamant Orb, e são inimigos diretos dos Rockets. Eles estão do nosso lado, pois a irmã de Melyssa, a Senhorita Martha, é uma de suas comandantes desta facção. Provavelmente eles roubaram a Orb para que os Galactics não conseguissem prosseguir com seus planos no continente. — concluiu Marshall.
— Vai ser trabalho dobrado pra polícia agora... — riu Glenn.
— Eu só vim para dar-lhe este recado mesmo. Deixe-me voltar ao trabalho agora... Sempre que eu tiro um dia de folga a região entre em caos. — riu Marshall, partindo em direção da porta.
— Foi bom te ver, cara.
— Boa sorte no show. — e por fim desapareceu como uma sombra.

O momento havia chegado. Glenn Combs subiu no palco e deparou-se com toda a cidade de Hearthome que o assistia. Os jovens estavam em meio à multidão, apenas aguardando a chegada do homem e o início do show. Glenn suspirou e pegou o microfone, falando logo em seguida:
— Passei por tempos difíceis em minha vida, tive perdas e passei por momentos ruins, mas ergui a cabeça e continuei seguindo em frente. E para mim, voltar a cantar depois de tanto tempo e ainda receber esse carinho dos fãs é inspirador. Por cada amigo, membro da família, ou pessoas que amamos. Nós vivemos para isso. A melhor saída é seguir em frente, e eu apenas lhes digo, nunca parem de sonhar! Ninguém pode tirar os sonhos de vocês. — disse Glenn — Vamos começar nosso show, galera!
   
A multidão aplaudia enquanto aguardavam ansiosamente a música ser tocada, a batida podia ser sentida em seus corações e com isso todos estavam felizes por no fim das contas pemanecerem unidos. Vivian agarrou todos os seus amigos do grupo e os uniu em um grande abraço.
— A-D-O-R-O ver todo mundo unido assim. Eu sei que depois de amanhã nossos caminhos vão seguir rumos diferentes, mas olha, eu NUNCA vou esquecer nenhum de vocês. Nunca vou esquecer os bons momentos que passei com a Dawn, nem de como o Luke é forte e corajoso; ou então do meu amado Lukas. Não falo nada do Stanley porque vou continuar seguindo viagem com ele, mas espero que todos os sonhos de vocês três se realizem!! — sorriu Vivian.
— Mesmo com todas as brigas eu fico feliz por ter acertado as contas com o Lucky. Vou treinar para um dia poder chegar ao seu nível meu caro, e então nos enfrentaremos como dois grande rivais! — continuou Stanley.
— Vocês foram os melhores companheiros de viagem que nós tivemos, eu realmente espero que nos encontremos novamente nas próximas semanas. — disse Dawn — E não somente nós, mas o Luke e o Lukas agora agem como grandes irmãos, é como se todos nós estivéssemos unidos pela amizade.
— Se algum dia a chama de nossa amizade se apagar, foda-se, a gente acende uma vela! — riu Luke.
— Vocês serão inesquecíveis para nós, mas saibam que quando nos reencontrarmos estaremos entre os melhores! — sorriu Lukas.
Enquanto o grupo se abraçava, fogos de artifício começaram a ser lançados no céu, e mesmo que estando frio e nublado, o brilho e a batida da música inspirava cada um que estava lá. Luke segurou levemente em uma das mãos de Dawn que percebera o ocorrido, o rapaz virou-se para ela e deu um leve sorriso.
— Aquele beijo na rota 207 contou alguma coisa? — perguntou Luke.
— Heh... Claro que não, aquilo foi um acidente. Mas eu posso fazer valer agora.
Dawn segurou no rosto do rapaz e beijo-o como nunca fizera antes, os dois eram influencidos pelo clima lindo de modo que eles jamais esquecessem, e enquanto isso, a melodia da canção de Glenn podia ser ouvida por toda a cidade, ecoando como memórias longínquas de pessoas que fizeram parte de suas vidas.

“Estou voltando para casa
Diga ao Mundo que estou voltando para casa
Deixe a chuva lavar toda a dor de ontem
Eu sei que o meu reino me espera, e eles perdoaram meus erros
Diga ao Mundo que estou voltando...

Outro dia, outro amanhecer
Estou voltando para onde eu pertenço, e eu nunca me senti tão forte
Eu sinto que não há nada que eu não possa tentar
Se você já perdeu uma luz antes, esta é pra você
Os sonhos são para você
Estou voltando para casa”


      
 

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