Archive for October 2011

Notas do Autor (Capítulo 21)

    Eu não iria perder a oportunidade de postar um capítulo nessa semana, até porque vemos que Hoenn já começou com sua nova fic e em breve poderemos contar com Kanto também. Peço desculpas por postar o capítulo tão tarde neste sábado, isto devido à alguns acontecimentos durante a semana que resultou em eu ter que corrigir o capítulo inteiro de última hora. Eu não estou em meu computador no momento, então apenas aviso que estarei atualizando as Trainer Cards dos novos personagens assim que eu voltar para casa. Por hora deixo o Capítulo 21 com vocês, episódio que dá sequência à Saga das Elites, e que na minha opinião também ficou fantástico pela entrada de dois novos personagens: O Marshall e o Ike.

    O texto pode ter ficado longo, mas acho que os acontecimentos farão com que vocês leiam em um piscar de olhos. Nesse capítulos vocês perceberam que a história quase não citou nossos protagonistas, e acho que essa foi uma boa forma de começar a ganhar carinho pelos personagens mais secundários. Foi proposital esse sumiço dos personagens, mas não se preocupem, pois nos próximos já pretendo voltar com nossos heróis protagonistas! Boa leitura aos fiéis seguidores da Aliança Aventuras, aguardo vocês nos comentários e com mais novidades durante a semana!

Ike, o quinto membro da Elite
    Já pretendo responder as perguntas mais frequentes por aqui antes que o pessoal comece a mandar tudo no FormSinnoh! *risos* Neste capítulo eu lhrs apresentei Ike, o quinto integrante da Elite. De todos os membros ele é provavelmente o mais importante em torno do enredo, até porque muitas coisas que ainda acontecerão rodam em torno desse personagem. Até o momento muito pouco foi revelado sobre sua personalidade, mas quero deixar a ideia de que ele é como o líder da Liga. Ele é muito misterioso e arisco, mas ainda pretendo explicar muito mais sobre sua pessoa dentro das próximas semanas, e por isso peço com carinho para que se lembrem do Ike. Ué, mas não eram só quatro integrantes na Elite? Deixa eu explicar antes que venha um felizardo perguntar isso... 

    Na verdade o Ike seria o personagem que me representaria na Liga, eu sempre tive vontade de colocar os quatro continentes principais com cada membro da Aliança. Kanto, Johto, Hoenn e Sinnoh. (Elite 4) Porém, pouco depois entrou o Suicune com Unova, então eu abri um espaço para mais um um. A princípio o Ike seria o personagem em minha homenagem, mas acabei ignorando essa ideia e já aviso para deixar bem claro que não tenho nenhuma relação com este personagem. Dizer que ele é baseado em mim seria meio egocêntrico, até porque em momento algum eu quero me mostrar sendo superior aos outros, e por isso preferi não colocar o Ike como sendo o meu personagem na Liga. O Ike é o líder, mas não porque ele é mais poderoso, e sim porque ele tem uma participação no enredo, e no fim das contas será um dos personagens mais importantes na série. Eu gosto muito dele, o Ike está entre os meus favoritos de toda a fic, eu imagino que com o tempo ele ainda terá alguns fãs, então eu espero que tenham gostado dele.

Marshall, e a Ex-Elite
    Quem nos acompanhou com mais atenção provavelmente já tinha imaginado de quem se tratava este personagem. Ele foi citado pela primeira vez no encontro dos jovens com Glenn, lá em Eterna, vocês se lembram? Eu imagino que o Marshall seja um dos personagens mais promissores da série, imagino que ele terá milhares de fãs, principalmente por ele ser o Reborn, mas também por ele ser o Tio de Lukas e ter uma participação muito importante. Eu precisava só que o Marshall aparecesse para dar início ao Especial mais esperado por mim! O Ex-Elite 4: O Fim de um Legado!! 

    Sim, com a apresentação deste personagem eu posso finalmente começar a postar esse especial e digo que ele já está à caminho durante essa semana! Nossa, eu quero muito mostrar esse especial para vocês, há muito tempo venho falando dele. Vocês poderão conhecer um pouco mais sobre o passado dos personagens da antiga elite, e também do pai dos protagonistas, o Walter. Vocês não perdem por esperar, a partir daqui Sinnoh ganhará uma aventura nunca antes vista!! Para quem gosta de Drama, Tragédia, Amizade, e descrições que te façam entrar no texto, então vocês irão adorar a história!

EDIT: A página Pokémon League foi atualizada com um novo personagem.
EDIT: A página Ex-Elite 4 foi atualizada com um novo personagem.
EDIT: A página Criminal Organizations foi atualizada.

Capítulo 21

  
O crepúsculo começava a formar-se a partir da densa escuridão que começava a tomar conta da cidade de Hearthome. A cidade tinha a reputação de ser um local muito seguro, as pessoas costumavam ser amigáveis e sempre evitavam conflitos, porém, naquela noite aparentemente silenciosa estava para ter sua tranquilidade quebrada por uma estranha sombra que cada vez mais aproximava-se do Hotel Deluxe Heart.
Luke dormia no sofá como se fosse o local mais confortável do mundo, Stanley continuava dormindo em silêncio, e Lukas ao lado na outra cama; tudo estava perfeitamente normal, mas nos vastos corredores do hotel uma sombra se movia. Quando o profundo silêncio reinava era possível ouvir os leves passos de sapatos a ecoar pelos corredores, os toques estalavam no chão na madeira envernizada, um homem alto vestido de negro caminhava na escuridão quando parou exatamente em frente ao quarto dos garotos, e de dentro de seu palitó retirou um pequeno cartão automático que abriu a porta com facilidade. 
Pôde-se ouvir um fraco ranger, mas não o suficiente para acordar alguém. A misteriosa figura andou pelo dormitório e passou por Luke ainda adormecido, parou por um momento apenas observando a respiração pesada do mais novo, e com mãos ageis e serenas apenas pegou o cobertor que jazia completamente jogado e colocou-o de volta sob o corpo do menino, abrigando-o, de modo que na imensa negritude fosse possível ver um singelo sorriso. Andando na escuridão com perfeita destreza, o homem andou em direção da cama de Lukas e parou ao seu lado, ele lentamente sentou-se na cama do garoto e se pôs a observá-lo.
O homem vestia um elegante terno preto, sua camisa era dourada que destacava a gravata negra amarrada em seu pescoço. Ele tinha cabelos escuros e não era possível ver a cor de seus olhos, mas era evidente que ele olhava Lukas com uma certa feição de felicidade. O homem tinha um chapeú fedora que o deixava oculto nas sombras, e em sua cintura trazia três pokébolas o que demonstrava seu cargo como treinador.

Lukas abriu lentamente seus olhos e pôde ver de relance a figura do homem ao seu lado, mas o garoto não assustou-se, e ainda sonolento revelou um sorriso cansado de quem não sabia se tudo não passava de sonho.
— Tio Marshall...? — sussurrou ele confuso.
— Durma criança, apenas durma... — retrucou o homem silenciosamente, passando levemente sua mão sobre os olhos do garoto e fechando-os.
De repente, um fraco som de vidro sendo quebrado pôde ser ouvido vindo dos andares inferiores do hotel, Stanley levantou-se pensando ter ouvido algo, quando viu a sombra do homem sentado ao lado de Lukas. O loiro assustou-se com a presença do estranho no local e ficou sem reação ao ver que alguém havia entrado no quarto. Ninguém havia pedido algum serviço e os funcionários não podiam ter acessos aos aposentos naquele horário. Stanley levantou-se bruscamente de sua cama, mas antes que pudesse falar ou chamar por alguém o homem respondeu:
— Não precisa ter medo, Stanley Tycoon.
— Q-Quem é você?
— Apenas uma sombra. — respondeu o homem indiferente. Dispertando uma maior preocupação em Stanley que pensou tratar-se de algum ladrão.
— Como você entrou aqui?!
— Não pense que pode me derrotar com seu Grotle, não sou nenhuma espécie de ameaça. — continuou o homem.
Stanley surpreendeu-se ao ver que aquela misteriosa figura conhecia seu nome, e ainda por cima conhecia os pokémons que ele possuía. Ele tentou descobrir quem era a figura escondida na escuridão, mas ele realmente não fazia idéia de quem se tratava. Antes que ele pudesse chamar por alguém ou fazer qualquer movimento, novamente o barulho de vidro sendo quebrado pôde ser ouvido, só que agora mais alto. Parecia que alguém estava tentando invadir o hotel. O homem olhou para a janela e pareceu pensativo por um momento, falando calmamente logo em seguida.
— Parece que quebraram a segurança do hotel. — riu o homem como se isso não mudasse em nada. — Se eu fosse você, meu jovem, me preocuparia mais com as duas damas que estão no quarto ao lado do que com esses garotos.
— E como posso ter certeza que você não vai machucar o Luke e o Lukas? — perguntou o jovem com desconfiança.
— Cabe a você julgar se sou mesmo uma ameaça.
Dito isto, Marshall apenas cobriu Lukas que também tinha seu cobertor jogado. Em seguida, o barulho de estilhaços foi repetido, mas não fez com que o homem nem sequer levantasse seu olhar de Lukas que dormia calmamente.
Stanley assustou-se e rapidamente correu para fora do quarto para ver do que se tratava. O homem também levantou-se, mas no mesmo instante Lukas segurou em seu braço e o olhou com um olhar cansado.
— Tio Marshall, onde você estave durante esses anos...? — perguntou Lukas.
— O tempo passou, meu garoto... Você já está tão crescido... — sorriu o homem.
— Você vai partir novamente...?
Marshall deu um leve sorriso e sentou-se novamente ao lado do garoto.
— Eu estarei cuidando de vocês, como sempre estive. Volte a dormir, pequeno.
Lukas pensava estar sonhando, o homem continuou ao seu lado até que o garoto pegasse no sono, mas nos andares inferiores do hotel um grande perigo começava a rondar todos os hóspedes do imóvel.

Enquanto isso, Stanley parecia assustado enquanto tentava acordar as garotas no quarto ao lado, ele mesmo não acreditava que acabara de deixar seus dois amigos com um homem que nunca vira, mas algo em si permitiu que isso acontecesse. 
Dawn abriu a porta bruscamente a deparou-se com o loiro vestindo uma calça e uma regata branca. Vivian vestia um longo pijama rosa e Dawn uma camisola, as duas pareciam preocupadas, uma vez que Stanley estava acordando-as no meio da noite de modo desesperado.
— O que houve, Stanley? Por quê a preocupação? — perguntou Dawn.
— Alguém invadiu o hotel. — assentiu ele, causando pânico nas garotas no mesmo instante.
— Invadiram?? — perguntou a garota incrédula tentando abafar o som de sua voz — Isso é impossível, este hotel deve ser um dos lugares mais bem guardados de toda Sinnoh, como alguém conseguiria burlar sua defesa? 
— Tenho certeza que isso é obra do Team Galactic. — afirmou Stanley.
— N-Não... Nós conversamos com alguns membros dos Galactics na cidade de Eterna... E por incrível que pareça eles não são tão malvados quanto parecem. Estamos lutando contra outro inimigo. — afirmou Dawn.
— Só vou tirar a prova quando encontrar quem foram os impostores que invadiram o hotel.
— Devemos permanecer em nossos quartos em silêncio? — sugeriu Dawn.
— É óbvio que não, como poderemos saber que outras pessoas também sabem dessa invasão? Eita, e se a gente for os únicos que sabem disso até agora?!  Não podemos deixar as pessoas correndo perigo! — disse Vivian.
— Eu vou descer e investigar. — disse Stanley.
— Por que todo treinador tem que ter esse espírito de ajudar o próximo e ser o herói do dia? — resmungou Dawn — Imagino que não vou conseguir convencê-los de ficar, então é melhor termos certeza que alguém invadiu no hotel antes que chamemos a polícia e causemos algum alvoroço no meio da noite.

Dawn rapidamente colocou uma blusa sobre seu corpo e acompanhou Stanley, Vivian também estava andando de pijama pelos silenciosos corredores do hotel, assim como o loiro. Parecia que ninguém estava acordado, os andares outrora movimentados encontravam-se completamente desertos. O casino estava vazio e a recepção sem atendentes. 
Os garotos se surpreenderam ao ver que todos os alarmes do hotel estavam desconectados e toda a luz do imóvel estava apagada, o que explicava o fato dos corredores não terem acendido suas luzes. Ao chegarem no hall principal eles puderam ver os vidros de entrada quebrados, e não havia nenhum movimento de carros nas ruas. Os garotos agora tinham certeza de que tinham invadido o hotel.
— Eu vou ligar para a polícia, isso já foi longe demais. — disse Dawn.
— Vamos voltar para o quarto, Stan!! Isso está começando a ficar perigoso. — acompanhou Vivian.
Stanley concordou e voltou a subir as escadas, quando de repente eles ouviram sons de passos vindo daqueles corredores. Os jovens rapidamente esconderem-se atrás do balcão da recepção e tentaram ver do que se tratava. No local haviam quatro homens, três deles vestiam capuzes negros e traziam um grande “R” em sue uniforme. O único homem que não vestia capuz parecia estar no comando, ele tinha uma expressão de desgosto em sua face e trazia algumas pokébolas em sua cintura. O homem mantinha um olhar indiferente para seus súditos que pareciam servi-lo com respeito. Os homens traziam três visitantes do prédio que aparentemente jaziam dormindo em seus aposentos. Com as chaves roubadas na recepção eles teriam acesso a qualquer quarto.
— P-Por favor, peguem todo nosso dinheiro, mas não nos machuquem. — disse uma das vítimas.
— Dinheiro? Esse não era exatamente nosso objetivo nesse hotel, sabe... Mas já que você ofereceu, então eu aceito seus pertences de valores. — riu o homem, pegando todo o dinheiro de um dos homems que estava amarrado.
— Se não querem dinheiro, então o que buscam nesse hotel? — perguntou outro homem que estava sendo amarrado.
O líder dos criminosos agachou-se na altura do homem e deu uma risada cínica revelando seu sorriso cínico e malicioso.
— Eu sou Petrel, executivo da Equipe Rocket. Já ouviu falar de nós, não é? Kanto, Johto... Tivemos nossos nomes marcados nesses continentes, e por fim viemos para Sinnoh. Porém, nós mudamos de ramo, roubar Pokémons é coisa do passado, nós já passamos para outra.
Petrel deu um chute na cara do homem que desmaiou no mesmo instante, as outras vítimas assustaram-se com o ocorrido, mas ninguém poderia fazer nada naquelas condições.
 — Bom, agora que já temos um bom número de vítimas podemos começar a festa de verdade. Podem ativar os alarmes.
Assim que seu comandante dera a tarefa, um dos homens de negro reativou a energia do prédio. Os alarmes soaram e ativaram a polícia no mesmo instante. Petrel ria de forma cínica enquanto os jovens tentavam entender o motivo pelo qual aqueles ladrões haviam ativado o alarme.
— Que os jogos comecem. — disse Petrel.
— Esses caras são loucos, vamos sair daqui!! — gritou Vivian.
A garota levantou-se na companhia de seus dois amigos e rapidamente todos tentaram correr para fora do hall de entrada. Alguns ladrões viram os jovens e gritaram no mesmo instante para que parassem, mas nenhum deles estava disposto a ficar lá e esperar para ver o que acontecia. Dois dos integrantes dos Rockets rapidamente começaram a segui-los, mas antes que o terceiro saísse em disparada, Petrel colocou a mão em seu ombro e pediu para que deixasse.
— Deixe-os ir, o hotel está repleto de nossos membros. E além do mais, o Proton deve estar rondando algum dos corredores. Eles não irão muito longe. Foque em nosso objetivo central por aqui, três crianças não vão fazer diferença. — disse Petrel.

Vivian, Dawn e Stanley apenas continuavam correndo pelo hotel à procura de seus quartos, em um certo ponto eles avistaram outros três homens encapuzados que ao avistarem os jovens, rapidamente se colocaram em posição de ataque.
— Três crianças acordadas à essa hora? Que perigoso. — disse um dos Rockets em um tom ameaçador.
— Criancinhas levadas já deveriam estar na cama, acho que devemos colocá-las para dormir então. — disse outro.
Os três preparavam-se para atacá-los quando Stanley entrou na frente das garotas. Vivian e Dawn eram treinadoras corajosas e determinadas, porém, naquela situação elas não podiam evitar o pânico que sentiam por estar naquela situação. Nunca antes elas haviam se deparado com assaltantes, e todos conheciam a reputação maléfica dos Rockets.
— Vocês não vão se aproximar delas, seus idiotas. — disse Stanley, tentando proteger as garotas.
— Ora essa, encontramos o heroi da história querendo proteger as princesinhas. — provocou o bandido.
— Vamos resolver isso numa batalha, se eu vencê-los vocês irão dar o fora daqui e irão nos deixar em paz! — propôs Stanley, colocando a mão em sua cintura e notando a falta de seus pokémons.
— Onde estão suas pokébolas, Stanley?? — gritou Dawn apavorada.
— E-Eu deixei no quarto...
Os três ladrões riram muito alto de modo que qualquer um naquele andar acordasse. Eles pegaram suas pokébolas e começaram a avançar lentamente, Stanley ficou extremamente sem graça pela gafe que acabara de passar, e assim como ele, Dawn e Vivian também estavam sem nenhum pokémon.
— Que pena, acho que ganhamos duas princesinhas de presente. — disse um dos bandidos — Vamos pegá-los.

Quando os ladrões estavam prontos para agir, subitamente uma das portas do corredor abriu-se bruscamente revelando um rapaz loiro vestindo um roupão preto aberto o que revelava nitidamente que ele dormia somente de roupas de baixo. Mesmo sendo muito tarde ele ainda parecia belo e bem produzido enquanto dormia, mas o brilho de sua aparência foi quebrado quando se ele pôs a gritar:
— Que porra é essa que vocês estão fazendo na frente do meu quarto?! Vocês têm noção de que horas são?? — gritou o homem, que no mesmo instante despertou a surpresa em Stanley que percebeu que na verdade ele tratava-se de Lins, da Elite dos 4.
No mesmo instante, a porta ao lado revelou um outro rapaz de cabelos vermelhos extremamente bagunçados, ele vestia uma camiseta regata vermelha e calças de moletom.
— Poxa Lins, fica tranquilo que são só crianças brincando de pega-pega com uns caras estranhos, não precisa causar esse alvoroço só porque estão fazendo bagunça na frente do seu quarto. — respondeu Kyle, segundo membro da Elite dos 4.
— Cala a boca, cabeça de fogo!! Eu pago a porcaria desse hotel e quero meus direitos!! Se vocês querem batalhar vão fazer isso em outro lugar que não seja na frente do meu quarto!! — gritou Lins.

Stanley parecia ter reconquistado todas as suas esperanças ao ver os dois membros da elite que encontrara no dia anterior, ainda mais pelo fato dos ladrões pareceram assustados por um momento ao deparar-se com aqueles estranhos homens.
— Senhor Lins e Senhor Kyle!! Vocês precisam nos ajudar, os bandidos invadiram o hotel e agora estão fazendo as pessoas de refém na entrada! Vocês precisam fazer alguma coisa!! — disse Stanley.
— Ah, que se dane as vítimas... Tô no meu dia de folga e não quero ficar salvando gente que eu nem conheço... — continuou Lins.
— Espera aí cara, podem ter lindas damas em perigo lá embaixo, acho que a gente podia descer e se divertir um pouco, será que o Allen e o Ike iriam ficar bravos se a gente destruísse metade do hotel? — comentou Kyle pensativo, como se para ele não fizesse diferença estar ao lado de três ladrões.
— É que eu não tô afim, agora que vocês me falaram o que está acontecendo eu fiquei mais tranquilo e já posso voltar pro meu quarto e continuar minha sessão de filmes... Boa noite, crianças. Divirtam-se no hotel. — disse Lins, retornando para seu quarto e fechando a porta.
Os ladrões agora lançaram um olhar intimidador para os jovens e em seguida riram de forma cínica.
— Viram só? Até um membro da Elite dos 4 conhece a verdadeira força do Team Rocket! — disse o ladrão.
Kyle entrou imediatamente na frente dos jovens e encarou os ladrões com severidade. Seu olhar agora era diferente, ele sacou uma simples pokébola de seu bolso e apontou na direção dos ladrões que se intimidaram só de encará-lo.
— Vocês vão ficar longe dessas duas princesas. — disse Kyle.
— Você acha que só você consegue vencer nós três juntos? Isso é impossível, nem como membro da elite você seria capaz de tal feito!
— Depois dessa cheguei à conclusão de que vocês realmente não fazem ideia do que representa um cargo na Liga Pokémon. — comentou Kyle — Escutem aqui crianças, quero que retornem para seus quartos e fiquem lá, as coisas parecem estar ficando perigosas por aqui, então apenas fiquem escondidos e não façam nada. — alertou Kyle.
Dawn, Vivian e Stanley rapidamente agradeceram e retornaram para o corredor em busca da escadarias de cima. Kyle continuou a fitar inflexível os ladrões que agora o encaravam com um ar de vitória. Lins que estava no quarto agora retornara balançando uma única Net Ball em suas mãos. O rapaz olhou para Kyle ao seu lado e riu de modo descontraído.
— Os filmes ficam para depois. Você acha que eu iria perder a oportunidade de acabar com um hotel de luxo? Tô pronto pra começar a batalha. — disse Lins.
— Isso é bom, Ondinha, mas sabe que eu não vou deixar você destruir muito esse hotel que nem é nosso. O Allen iria ficar uma fera. — sorriu Kyle — Chega de papo. Vamos acabar com esses otários só pra aquecer, odeio quem tem falta de educação para com as mulheres. Charizard, eu escolho você.
— Starmie, vá!

Os jovens continuavam a caminhar com cautela, a cada corredor pareciam surgir mais e mais membros dos Rockets na ativa de modo que eles tivessem que ser cuidadosos. Ao alcançar o quinta andar eles encontraram cerca de sete ladrões no local, que rapidamente se deram conta dos jovens que corriam. Eles precisavam despistá-los de algum modo, e por isso cada um correu para um lado na tentativa de fuga.
— A gente se encontra no quarto pessoal, não sejam pegos!! — gritou Stanley.

O grupo se separou, assim como os ladrões. Vivian continuou correndo, mas suas pernas pareciam já não aguentar. Ela procurava por algum local onde pudesse esconder-se, pois os ladrões corriam bem mais rápido que a garota. Vivian viu de relance uma porta aberta e entrou sem pensar duas vezes, não levando em conta o fato de que lá dentro os ladrões poderiam cercá-la e capturá-la. Vivian entrou no local e procurou por algum lugar onde pudesse esconder-se, ela pulou para trás de um sofá e lá permaneceu tentando abafar o som de sua voz com as mãos. Os ladrões entraram com um sorriso malicioso em seu rosto.
— Onde vocês escondeu-se, garotinha? Cedo ou tarde nós vamos te achar. — disse um dos homens, percebendo logo de cara que ela estava atrás do sofá. Uma fina lágrima escorreu do rosto da garota que rezava para que não fosse encontrada, quando de repente, um garoto saiu do banheiro vestindo um pijama totalmente branco, assim como seus cabelos.
— Eu não pedi nenhuma assistência. Poderiam retirar-se de meus aposentos? — perguntou o garoto de forma educada.
Os ladrões riram e encaram o jovem, ele não parecia ter mais do que dezesseis anos. O ladrão deu um rápido chute em direção do garoto que inexplicavelmente desapareceu. Os bandidos ficaram pálidos ao perceber que o garoto agora estava logo atrás deles. Os olhos vermelhos daquele jovem pareceram ficar evidentes com a escuridão, eram sinistros como o olhar ameaçador de um Gengar, a ponto de deixar os dois ladrões pasmos de medo.
— Agora vocês estão em meu domínio, e serão para sempre amaldiçoados com a maldição negra. — disse o garoto, sendo acompanhado por um Pokémon fantasma que jazia logo atrás de si.
Uma sombra fantasmagórica surgiu por entre o véu da cortina que dançava  com o passar do vento, um par de olhos penetrantes e ameaçadores eram completados com um sorriso sarcástico.
O Pokémon fitou os ladrões que o observavam atônito, por um momento eles tiveram a impressão de ver um prego atravessando a cabeça da criatura. Eles ficaram amedrontados e gritaram de medo, saindo do quarto no mesmo instante. Era um ataque conhecido como Curse, uma técnica antiga usada especialmente por pokémons fantasmas que lançavam uma maldição sobre as criaturas que viam aqueles golpe aterrorizante que permanecia em suas mentes causando um medo abismal. 
Vivian levantou-se de trás do sofá e percebeu que tratava-se de Mark, o pequeno garoto que encontrara em frente ao casino no dia anterior. O garoto era um pouco mais alto que Vivian e agora carregava um humilde sorriso em sua face, nem parecia que a poucos segundos ele havia se deparado com perigosos bandidos de uma facção criminosa.
— Você é a garota do casino, não é? Lembra-se de mim? — perguntou Mark amigavelmente.
— C-Claro que lembro! Mas nossa, como é que você fez aqueles ladrões saírem correndo? Tipo assim, eles desaparecem sem você sequer se mexer!!
— Heh, heh, heh... eu não faço idéia. Até parece que eles viram um fantasma! — brincou Mark.
Vivian inclinou levemente sua cabeça parecendo não notar a presença de nada no quarto, sendo que o grandioso Gengar continuava com seu sorriso cínico logo atrás da garota.
— Muito obrigada pela ajuda, acho que você salvou minha vida. — disse Vivian — E me desculpa por ter entrado aqui do nada, eu estava assustada...
— O que está acontecendo lá fora? — perguntou Mark.
— Uma equipe criminosa invadiu o hotel essa noite, então eles estavam atrás de mim.
— Eu diria que eram os Galactics, mas me surpreendi ao ver que os bandidos tinham um uniforme diferente, e por sinal, eles vestiam um símbolo muito conhecido. São membros do Team Rocket. — concluiu Mark — Senhorita, sugiro que retorne para seus aposentos e evite deparar-se com esses ladrões, eles são muito perigosos. Pode assegurar-se de que estará segura, pois terei meus Pokémons acompanhado-a até seu quarto.
— Eita, eu nem sei como agradecer!! Tipo, eu nunca encontrei com alguém tão importante que nem você, daí eu nem sei direito o que falar e... Nossa, estou tão nervosa que nem estou conseguindo falar direito!
— Fique tranquila, mas agora acho melhor eu sair e ajudar os visitantes do hotel! Tenho certeza que o Lins e Kyle estão causando uma baderna, então preciso evitar que mais prejuízos sejam causados ao imóvel. Peço-lhe licença, senhorita. — despediu-se Mark, vestindo uma camisa branca e rapidamente correndo para fora dos corredores.
Vivian parou e observou-o um por instante enquanto apoiava-se no batente da porta, ao vê-lo de longe ele parecia apenas uma criança preocupada, mas ela sabia que Mark era na verdade um treinador com um imenso potencial.


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Dawn corria com dificuldade, os criminosos pareciam não estar mais atrás dela, mas ela precisava chegar ao seu quarto para pegar seus pokémons e certificar-se de que Luke e Lukas estavam bem. Ao deparar-se com o corredor desejado, havia um único homem caminhando no local. Era evidente que ele era diferente que os demais bandidos, pois ele vestia um uniforme adornado em partes douradas e vestia uma boina completamente diferente dos demais. A calma com que ele caminhava deixava Dawn aflita, era como alguém que aguardava pacientemente a chegada de uma pessoa desejada.
 Dawn sentia que já havia visto aquele homem em algum outro lugar. Quando ele virou-se, Dawn deu um grito de susto que chamou sua atenção. Definitivamente era ele quem ela havia visto no incêndio na rota 202, assim como na cidade de Eterna, batalhando com a Comandante Mars.

— Ora essa. Uma garotinha indefesa acordada à essa hora? — disse o homem.
— Quem é você? — perguntou Dawn, caminhando para trás na medida que ele se aproximava.
— Não lembra-se de mim? Bom, eu lembro perfeitamente de você. Nunca esqueço esse rostinho belo de inocência. Eu estava no incêndio da rota 202, e você estava lá comigo. — disse ele — Meu nome é Proton, executivo dos Rockets.
— Então você foi o causador daquele incêndio?! — perguntou incrédula, vendo o homem agora aproximar-se cada vez mais.
— O incêndio foi irrelevante, nem há motivo para você parecer tão brava. Já fiz coisas muito piores. Muito piores. — disse ele, seguido de uma risada.
Dawn continuou afastando-se até o momento em que sentiu suas costas encostaram na porta de um dos quartos. Ela não tinha saída, por um momento tentou distanciar-se, mas Proton segurou-a pela blusa e empurrou-a de modo que ela caísse no chão. Proton agora a fitava com um olhar sério, a blusa da garota jazia em suas mãos, de seu bolso ele retirou uma faca e rasgou-a ao meio.
— Você já viu demais garota, e sei que está envolvida com aquele detetive idiota do “Observador”. Vamos fingir que você nunca teve essa conversa. — disse ele, apontando a faca em direção da garota.

 Dawn ficou pasma, mas antes que o bandido pudesse fazer qualquer coisa a porta em que ele estava apoiada abriu-se, fazendo com que a garota caísse nos braços um homem. O rapaz usava óculos, e estava só de calças, fazendo com que Dawn pudesse sentir claramente seus músculos bem definidos. O homem encarou Proton com severidade e em seguida tornou a falar de forma educada:
— Guarde esta faca. São proibidos objetos cortantes no hotel. — disse ele.
— Ora essa, e quem seria você para dar lição de moral em mim? Será que você não se tocou por que eu tenho uma faca em minhas mãos? — debochou Proton, mas o homem não mudou sua feição.
— Vou pedir só mais uma vez. Guarde esta faca.
Proton sentiu-se humilhado neste instante e rapidamente avançou em direção do homem que empurrou Dawn para dentro do quarto e segurou  o braço do bandido de modo que ele fosse imobilizado. A faca agora jazia caída ao longe no chão, Proton estava caído sem conseguir mover-se. O homem levantou-se e arrumou seus óculos.
— Tenha respeito quando fala com um dos membros da Elite dos 4. Eu sou Allen, também investigo as ações das facções criminosas em Sinnoh e cheguei à conclusão de que os Rockets estão causando sérios problemas para a Liga. — disse Allen.
Allen encarou o homem e lançou uma pokébola em sua direção, de dentro da cápsula saiu um Claydol, que manteve seus milhares de olhos fixados no inimigo.

— Claydol, volte para o saguão principal do hotel e entregue este homem para a polícia, ela já deve ter mantido controle do salão principal após os alarmes soarem. — disse Allen — Seus dias estão contados, executivo Proton.
O Pokémon pareceu dominar o bandido com alguma magia, a criatura de argila guiou o impostor lentamente pelos corredores de forma que Proton nem tivesse como revidar. Allen arrumou seus óculos novamente e em seguida andou em direção de Dawn que jazia caída no chão de seu quarto. Ele ajudou-a levantar-se e encarou a garota com um semblante sério.
— Tome mais cuidado da próxima vez mocinha, os membros da Equipe Rocket vêm tornando-se cada vez mais perigosos. — disse Allen.
— Senhor Allen, você salvou minha vida novamente! Devo ao senhor minha vida!— afirmou ela fascinada.
O homem não respondeu, ele apenas vestiu uma camiseta e um blusão negro, na sequência saindo de seu quarto e deixando Dawn sozinha. Allen mais uma vez arrumou seus óculos e continuou descendo os corredores do hotel, Dawn parecia ainda não compreender o pensamento daquele estranho homem, mas a cada encontro ela sentia mais profundamente que deveria agradecê-lo.

Allen caminhava lentamente pelos corredores do hotel, ele caminhava com firmeza em direção do casino, e ao chegar, deparou-se com um único homem sentado em um banco enquanto bebia um drink. Ao seu lado jazia um pequeno Beldum que parecia servir a bebida. O homem estava só de calça e não vestia nenhuma camisa, ele parecia ter acabado de acordar com todo o barulho e euforia que o hotel estava, ao seu lado jazia um cinzeiro com vários cigarros apagados.


Allen aproximou-se do homem e retirou mais um cigarro de sua mão, apagando-o na sequência. O rapaz não teve reação e apenas acendeu outro de modo indiferente. Allen riu e sentou-se ao seu lado, parando por um momento para observar as diversas bebidas que eram expostas nas prateleiras do casino.
— Pare de fumar Ike, um dia isso ainda vai te matar.
— Sou feito de ferro. — respondeu o homem com o cigarro na mão.
— O fogo é um dos poucos elementos fortes contra os pokémons metálicos, e até mesmo você possui suas fraquezas, agora apague isso. — continuou Allen, pegando novamente o cigarro da mão do homem e o apagando.
Allen virou seu banco e apoiou seus braços no balcão.
 — Onde estava a noite toda, Ike? O hotel estava uma zona e você nem para ajudar.
— Eu estava dormindo. — riu ele, bebendo um pouco de seu drink — O que eu perdi?
— Para falar a verdade, não perdeu absolutamente nada.  — disse Allen, levantando-se da mesa do bar e preparando-se para sair do casino.
— Só para avisar, a Elite se disponibilizará para pagar todos os prejuízos causados no hotel. Então, as contas serão todas mandadas para sua cobrança.
— Bom. — disse Ike indiferente.
— Apareça na reunião da Elite dos 4 daqui há dois dias, você tem faltado muito ultimamente.
— Adoro esse nome. Elite dos quatro, com cinco membros. — riu Ike em um tom de deboche — Não se preocupe Allen, estarei presente como sempre faço, a única diferença é que nossas reuniões nunca terminam em nada. E por isso eu tenho um ótimo companheiro como você.
— E a propósito, vista uma camiseta.
Ike apenas continuou sentado no bar, ele retirou uma nova caixa de cigarros de seu bolso e acendeu, mas no mesmo instante o pequeno Beldum ao seu lado apagou o cigarro, o que fez o homem olhá-lo e dar um sorriso na sequência.
— Você tem razão, ela ficaria triste em saber que eu estou fumando... Eu vou parar, por ela.


• • •


Todos os criminosos já estavam sendo presos no hotel, a polícia havia chegado após os alarmes terem sido acionados, e as vítimas no salão principal pouco a pouco começavam a serem libertadas sem maiores sequelas.  Kyle e Lins jaziam sentados em um longo sofá do salão principal, o loiro estava deitado  enquanto seu companheiro jazia apoiado em uma parede com suas mãos em seus bolsos.
— Cabeça de Fogo, que horas são? — perguntou Lins.
— São exatas cinco e quarenta e três da manhã. Demorou duas horas para que a polícia conseguisse manter controle do local. Acha que foi um recorde de demora? — disse Kyle.
— Cinco e quarenta?? Que droga, já devem ter acabado meus filmes... — riu Lins — Mas valeu a pena, foi divertido sair por aí quebrando tudo. Tudo bem que aqueles ladrões nem deram pro cheiro, mas fazia um tempão que eu não me divertia!
 Enquanto os dois membros da Elite aguardavam a manutenção do controle no hotel, pouco a pouco os demais integrantes começavam a surgir. Mark logo desceu as escadas na companhia de Allen, de forma que agora os quatro integrantes da Liga estivessem presentes.
— Digam-me, de quem foi a brilhante ideia de destruir praticamente o segundo andar inteiro? Vocês sabem que somos os responsáveis por tudo que acontece em Sinnoh, e todos os prejuízos serão aplicados em nosso salário. — afirmou Allen.
— Olha ae, Cabeça de Fogo, Ninguém mandou começar a batalhar e sair por destruindo tudo!!
— Eu?! Lins, seu mentiroso, essa ideia foi sua!! — respondeu Kyle.
— Só para constar, mas eu já sabia que eram os dois. — riu Allen.
— Foi mal ae chefia, é que a gente se empolgou no final.
Allen e Mark aproximaram-se do sofá e ficaram na companhia dos outros dois companheiros. Naquele momento só faltava um único integrante para que a Liga de Sinnoh estivesse completa. Diferentemente dos outros continentes, nos últimos anos a Elite era formada por cinco membros e um campeão, sendo assim representada pela Elite 5. Lins e Kyle batalhavam em dupla como um único desafio, e dessa forma a Liga mantinha o protocolo de realizar quatro batalha para os treinadores.
— Alguém viu o Ike? — perguntou Mark.
— Ele estava dormindo até agora a pouco, mas já conversei com ele sobre o ocorrido no hotel, e ele deu risada. O Ike é extremamente irresponsável para com os assuntos da Liga, mas ninguém aqui pode negar sua habilidade numa batalha, e por isso ele tornou-se o último desafio antes do campeão. Espero que algum dia ele volte a interessar-se em liderar sua equipe corretamente... — disse Allen.
Lins deitou sua cabeça no banco e suspirou de forma cansada.
— Ai, ai... Estou com sono agora, essa vida agitada de membro da Elite nunca me deixa descansar... Salvamos o mundo e fim de história. Estou voltando para o meu quarto.


• • •



Marshall, que estava no quarto dos irmãos, agora fitava Lukas calmamente. O garoto parecia finalmente ter dormido. Ele passou a mão na cabeça do menino e em seguida levantou-se. Após pegar seu chapéu que estava apoiado em uma das mesas ele andou em direção da varanda do quarto. Marshall observou a cidade e notou os policiais que pareciam agora já conseguir manter controle sobre o local. Marshall pegou um pequeno pokégear do bolso de seu terno e discou o número de um grande amigo seu, e a voz que saía do aparelho era de ninguém menos que Glenn Combs.
— Fala carinha que mora logo ali. — disse a voz no celular.
— Onde você está, Glenn? As coisas parecem estar pegando fogo aqui no Deluxe Heart. — riu Marshall.
— É, tô sabendo cara, daqui a pouco eu tô colando aí pra botar tudo em ordem. Mas e aí? Encontrou os filhos do Waltão, não é? Como foi ver os garotos depois de tanto tempo? 
— Eles estão grandes, mudaram bastante...
— Verdade, verdade. Ficaram grandes. — disse a voz de Glenn no celular, fazendo uma longa pausa — Mas me diga cara, você sabe por que esses criminosos atacaram meu hotel assim de repente?
— Ainda não sei Glenn, estou em meus dias de folga, mas pelo visto terei que mudar a data. Até o momento não cheguei à uma conclusão concreta do motivo da invasão dos Rockets, mas tenho minhas suposições. Não estou preocupado com isso, temos a atual elite no hotel. Então não precisei fazer nada. — disse Marshall.
— Pô, os caras metendo bala no meu hotel e você nem pra levantar a bunda daí e colocar as coisas em ordem??
— Heh, heh... Eu não, o hotel não é meu mesmo. — riu Marshall.
— Você não tem jeito mano... Mas demorô cara, se eu descobrir qualquer coisa eu te ligo.
— Esse é meu trabalho, eu sou chefe da polícia e não posso tirar nem um dia férias. Bom, deixe-me voltar ao trabalho. Espero vê-lo logo, Glenn.
— Abraço aí irmão, a gente se fala.


O homem desligou o celular e preparou-se para sair do quarto, mas antes dando uma última pausa para verificar como estavam os pequenos jovens. Marshall abriu a porta e quando caminhava lentamente pelos corredores de repente deparou-se com um único membro dos Rockets parado. O criminoso impediu sua passagem e pediu os pertences de valor, mas Marshall olhou para o homem de forma séria.
— Passa a grana ae tio, não vou sair daqui sem nada. — disse o bandido.
— Com licença, mas eu estou com pressa.
Marshall não poupou tempo, e logo na sequência lançou um grandioso Tyranitar. A criatura tinha uma armadura concreta e andava sobre duas patas, seu corpo inteiro era marcado por cicatrizes e em sua cabeça os espinhos demonstravam claramente o sinal de sua força. O dragão de pedra  intimidou seu oponente sem precisar fazer sequer um som, pois ainda as crianças ainda dormiam em seus quartos. O criminoso saiu correndo no mesmo instante, e como uma sombra, aquele feito não passou de um sussurro.
Marshall retornou seu pokémon e continuou caminhando. Ao chegar no salão principal tudo parecia estar sob controle, os dois executivos do Rockets pareciam estar presos, mas por algum motivo eles tinham um sorriso de vitória em seu rosto.
— Oh, vocês nos capturaram!! Fantástico, fantástico. A polícia de Sinnoh é realmente a melhor, conseguiu prender os dois melhores membros da equipe Rocket!! — disse Petrel de modo cínico.
— Qual é, pensam que ganharam? Só pra vocês verem como a justiça é falha, essa segurança em Sinnoh realmente me decepciona... — resmungou Proton, sendo levado por dois policiais enquanto encarava Marshall friamente de longe — Nos encontraremos em breve, Doutor.
Marshall refletiu e no momento que ouvia o homem sendo preso pareceu entender perfeitamente o motivo daquela invasão, ele pegou seu pokégear e rapidamente mandou uma mensagem para Glenn.


“Era uma armadilha. 
Os Rockets atacaram algum outro lugar, 
mas ainda estou tentando descobrir aonde.  
O hotel era uma distração. 
By: Marshall.”


O homem apenas saiu do hotel sem que ninguém notasse sua presença, como uma sombra ele havia entrado, e da mesma forma tornou a sair. Marshall continuou seguindo pelas ruas ainda escuras de Hearthome com as mãos em seu bolso. O plano dos Rockets era concentrar todas as atenções em um lugar para em seguida atacar outro, o verdadeiro alvo deles ainda não havia sido descoberto, mas quando a resposta viesse à tona todos realmente perceberiam a gravidade do roubo. Os Rockets eram mais inteligentes do que aparentavam.

O dia agora se iniciava, Lukas espreguiçou-se e encontrou Luke revirado no sofá do quarto, e por incrivel que parecesse, sua coberta estava intacta em seu corpo, e não largada no chão como sempre. O garoto estranhou a falta de Stanley no quarto, mas não ligou por um momento. Ele andou até a uma das sacadas e abriu a janela. Quando o garoto avistou a cidade, no mesmo momento ele lembrou-se da noite passada em que sonhara com Marshall. Lukas não sabia se tudo passara de um sonho ou se o homem realmente estivera lá na noite passada. 
Lukas refletiu por um instante, mas foi interrompido quando virou-se e se deparou com Stanley entrando no quarto com uma feição de quem não dormira nem um segundo. Stanley deitou-se na cama no mesmo e dormiu no mesmo instante, o que fez Lukas dar uma leve risada.
— Heh, heh, heh... O que houve, Stan? Você ficou a noite toda aproveitando no hotel? — perguntou Lukas, mas sem resposta.
O garoto apenas continuou observando o céu que nascia em Hearthome. Nenhum dos dois irmãos fazia ideia da batalha que fora travada no hotel naquela noite. Porém, agora haviam problema maiores a serem resolvidos. Todos tentavam entender o motivo da invasão, uma vez que eles não haviam roubado nada de muito valor, um mistério que agora apenas Marshall poderia decifrar. E como uma sombra, o homem havia desaparecido entre as ruas movimentadas da cidade.


A invasão do Hotel Deluxe Heart assustou nossos jovens aventureiros, mas com a ajuda da Elite eles puderam manter tudo sobre controle de modo que ninguém saísse ferido. Os jovens irmãos nem sequer faziam ideia do que acontecera naquela noite, e o encontro com o misterioso Marshall parecia ter sido muito mais real do que um simples sonho. Cada personagem tem uma história em Sinnoh, e com toda certeza o passado de muitos ainda permanece em segredo. Sua estadia no Deluxe Heart ainda irá proporcionar-lhes diversas aventuras...

      
 

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