Archive for February 2013

A Married Life

Support Conversation (Panetto x Madame Popo)
Gênero e Disclaimers: Comédia, Romance, consumo de álcool;
Tema: "Início, Meio e Fim de uma relação. Por que não mostrar como foi a convivência 
desse casal? Seria legal ver exatamente como ambos se relacionavam";
Sugestão do leitor: Leó, o Aipom de Coroa.

Homem é assim. Só dá valor para alguma coisa depois que perde.
Nossa história começa quando um jovem atípico e peculiar abandonou tudo que tinha para começar uma vida nova ao lado de uma garota. Nada surpreendente, não é mesmo? Ele julgou ter encontrado o amor de sua vida, como muitos dizem e sonham encontrar. Até que ele descobriu a verdadeira face desse amor.
Ah, mas essa juventude... Repleta de seus erros e enganos que somente anos mais tarde começam a fazer sentido em nossa mente. Erros que poderiam ter sido evitados, destinos que poderiam vir a ser traçados de maneira diferente dependendo de nossas decisões. Será possível darmos a volta por cima das gafes, contornando-as em busca de uma nova alternativa? E se cairmos no riacho errado será que ainda resta tempo de construir uma jangada e pegar uma trilha diferente? Acredito que não... A maré que nos empurra não permite voltar. O tempo... O tempo é o único que não volta atrás, e provavelmente no fim dessa história ele estará sentado em sua poltrona macia, rindo da vida dos outros, afinal, essa é a graça de nossa existência.
O jovem Panetto sentia que sua vida estava prestes a mudar a partir daquele encontro, ele só não imaginava que seria uma rota repleta de suas idas e vindas. Adorava tudo que tinha, todos seus amigos da Fire Tales, mas só percebeu a importância deles depois de perde-los, um por um...
Certo dia, o jovem Shellos caminhava sozinho pela praia durante uma folga que recebera dos afazeres da guilda, e foi aí que o destino começou a atuar. Se ele soubesse o que estava para vir, teria tomado um rumo diferente quando teve a chance. Uma jovem menina olhava para o alto de um coqueiro, e o garoto, curioso do jeito que era, olhou para cima também. Notou que havia aquela única árvore na área de restinga, carregada do que pareciam ser frutinhas e de folhas largas salpicadas. A garota notou a aproximação e chamou pelo jovem:
Ei, você aí, garotão! Pode dar uma ajuda aqui?
Panetto olhou para os lados pensando se era com ele mesmo que aquela garota estava falando. Ela chamou-o mais uma vez, mas agora mais alto e apontando em sua direção.
Sim, sim! É você mesmo! Venha até aqui — pediu ela gentilmente, mas que soou quase que uma ordem a ser cumprida. Panetto foi em sua direção e olhou para o alto. — Está vendo aquelas frutinhas lá em cima? Acha que consegue pegar algumas para mim?
Hm, isso é um coqueiro, mas os cocos ainda não estão maduros para serem colhidos.  É um fruto seco simples classificado como drupa fibrosa. Seu período de safra vai de janeiro a julho, e, em casos especiais, a setembro. Não estamos na época certa para ter uma boa safra — respondeu Panetto, levando em conta suas habilidades em estudar o meio ambiente.
Nossa, como você é... inteligente. Você é interessante. Tudo bem então, eu posso procurar outros frutos para colher mais tarde, mas, você gostaria de me fazer companhia? — perguntou a jovem menina.
Os olhos dos dois jovens brilhavam ao se encontrar pela primeira vez. Eram as malditas escolhas que começavam a atuar. Panetto deveria sair correndo dali para salvar sua vida de uma estranha mulher em busca de coqueiros? Afinal de contas, que mal haveria naquilo? Nunca se sabe, mas a vida é repleta de suas escolhas que mais tarde fazem toda a diferença, e nunca sabemos o que poderia ter acontecido, a menos que tomemos a decisão propícia a isso.
 Qual é o seu nome? — questionou a mulher interessada.
Eu sou o Panetto, da guilda das Fire Tales! — disse ele com orgulho.
Seu nome é esquisito, você deve gostar de panetones, não é? — apressou-se a garota de maneira séria, antes de voltar a sorrir e segurar na mão do garoto. — Meus amigos me chamam de Madame Popo, mas você pode me chamar de Popozuda.
Que nome engraçado, você deve gostar de... Deixa pra lá.
Ei, podemos ser amigos? Conheço alguns lugares muito legais aqui na praia, o que acha de darmos uma volta?
Só se você conseguir ganhar de mim em uma corrida, valendo agora!
...E este foi o nascimento de uma linda amizade formada por duas crianças, a beiro do pôr do sol, em uma praia paradisíaca em uma tarde que nunca mais seria esquecida. Uma época bela e sem maldades onde tudo parece mágico e repleto de brilho e purpurina. Muitas crianças consideram as garotas suas rivais nessa época, e de pouco em pouco percebemos que essa rivalidade começa a se transformar em uma paixão intensa e exagerada. Como na adolescência. Nesse período as mulheres parecem mais interessantes do que antigamente.
Ah, desliga você — disse a voz de Panetto telefone.
Não, não, desliga você... — respondeu a voz de Madame Popo do outro lado da linha.
Ai, para, vai. Desliga você.
Não, minha fofinha, eu gosto de ouvir sua voz.
Ah, meu bolinho de arroz, como você é delicado. Você é minha paixão.
Own, que lindo. Eu também te amo.
Eu te amo mais.
Eu amo bem mais...
...E por aí vai se estendendo uma conversa melosa que te traz a sensação de vergonha alheia, mas em algum momento todos nós sentimos que já ouvimos isso em algum lugar. A mais linda e gratificante fase em um relacionamento, a conquista! Os momentos onde um confia no outro e faz de tudo para agradar o parceiro. Ahh, mas essa fase passa rapidamente, e muitos nem se dão conta quando pulam o melhor instante de um relacionamento, tendo a ansiedade e a audácia de querer algo a mais. Só percebemos que não há volta quando as coisas começam a piorar, e de repente você se vê morando com ela.
Panettooooooo, estou com fome — dizia a Madame Popo, deitada em sua cama feito um botijão e cutucando o parceiro ao seu lado que tentava dormir havia pelo menos duas horas. Panetto foi obrigado a despertar.
Hm? O que foi, o que foi? Por que me acordou?
Eu quero torta de morango.
Tem na geladeira, vai descer e pegar.
Pode ir buscar pra mim?
É só abrir a geladeira, comer, voltar, e dormir. Boa noite, se possível — respondeu o velho Panetto, cobrindo-se novamente com o cobertor, mas sem imaginar que sua companheira de exílio utilizaria de sua mais mortal tática feminina.
Por favor. ♥
...E lá estava o pobre Panetto, cumprindo deveres e sentindo que em um pouco tempo sua vida iria desmoronar. Mas ele tinha esperança!! Esperança que um dia as coisas poderiam voltar a ser como eram. Tediosamente essa esperança desaparecia cada vez mais, e quando Panetto percebeu, já estava casado com a Madame Popo. Ele não era mais um Shellos ágil e brincalhão, e sim, um Gastrodon velho e debilitado. Ela não era mais uma Shellos meiga e caridosa, e sim, uma Gastrodon imensa e malvada.
Panettoooooooooooooooo! — gritou uma voz grossa e turbulenta do corredor. Parecia que um mamute enfurecido corria em direção da porta do quarto pronto para destruir tudo ao seu redor. — Onde está a minha torta de morango?!
A-Acho que acabou — respondeu o velho homem amedrontado, com os cabelos despenteados, olheiras profundas e os bigodes emaranhados.
Os passos foram se aproximando de seu quarto como se fossem o de um tiranossauro esfomeado. Panetto tentava esconder-se na cama, mas não havia para onde fugir, para todos os lados que ele tentava ir aquela mulher estava junto. A audaciosa Madame Popo levantou-o pelo pijama listrado, colocou-o de pé e o chutou para fora da porta.
Vá comprar uma torta de morango para mim, sim?
Mas são duas e meia da manhã, onde eu vou encontrar uma coisa dessas?
Eu quero. Não importa como será, mas traga até mim, sim? Por favor. E não volte sem ter uma em mãos. Obrigada.
...E lá ia o pobre e velho Panetto, caminhando pelas ruas desertas sem um rumo certo. Por um momento lembrou-se da Fire Tales, lembrou-se de tudo que abriu mão para fugir com a “mulher de seus sonhos”. Oh, e como sentia falta de Akebia e seus pratos servidos em conjunto! Os dois adoravam cozinhar, mas um ajudava o outro e não havia a cobrança de que um simplesmente servisse o companheiro. Era uma batalha, um sempre queria dar seu melhor para surpreender o parceiro e conquistá-lo. Era essa sensação que ele desejava sentir novamente, nem que fosse uma última vez.
Sentia falta dos cabelos esverdeados de Akebia que cheiravam a rosas e baunilha, e também de quando ela corria balançando sua saia rodada ao toque do vento. Estava amargurado e com saudades de seus velhos amigos. Sentia muita falta dos Fire Tales, muita falta mesmo, de tudo que abrira mão. E arrependia-se amargamente dos erros que cometera.
Panetto não se lembrava mais o que era divertir-se com os colegas de trabalho e fazer o que gostava, e por isso vivia seu tempo em bares locais para esquecer os problemas. O velho Gastrodon foi até uma taverna ali perto, e ao entrar notou que o ambiente estava bem movimentado para o horário. Seriam todos casados? Alguns homens jogavam billiard enquanto outros simplesmente assistiam televisão e compravam um drink para matar a sede. Estranhamente, todos pareciam ser velhos companheiros que compartilhavam de problemas muito semelhantes.
Panetto foi até uma das banquetas e bateu a cabeça no balcão. Ficou assim, lamentando sua própria existência. Pediu um grande copo de cerveja e continuou a tentar esquecer-se de seus problemas da vida. Logo pôde ver que outro homem sentava-se ao seu lado. Era um sujeito esquisito, magricelo, tinha olheiras profundas e era fedorento, mas seu estado era melhor do que o de Panetto. Ao pedir sua bebida o homem tomou um gole e viu aquela triste alma desamparada ao seu lado.
Vida difícil, hein? — disse o sujeito.
Você não faz ideia.
Oh, faço sim, irmão. Sou um ladrão profissional e estou planejando assaltar um casarão aqui perto, mas se eu falhar nessa sinto que não terei outra oportunidade de continuar pagando minhas contas. Está difícil para todo mundo. Dureh, dureh, dureh... — riu ele, embebedando-se com sua cerveja.
Qual seu nome? — perguntou Panetto.
Pode me chamar de Doraikem, o Gatuno. E como eu disse, sou um ladrão profissional — afirmou ao balançar a carteira que Panetto levava no bolso de trás de sua calça.
O gorducho bateu sua cabeça no balcão novamente e lamentou:
Pode ficar, não tenho mais nada mesmo...
Doraikem abriu a carteira e pareceu meio desanimado ao notar que havia apenas algumas moedinhas e a foto de uma mulher horrenda que sua esposa provavelmente o obrigara a colocar. O ladrão continuou:
Puxa, tu é casado, irmão. Meus pêsames. Posso te dar um abraço?
Obrigado. Isso me consola — respondeu Panetto agradecido.
Doraikem foi até seu companheiro, abraçou-o, e depois voltou para seu canto tomando mais um gole de sua bebida.
Sério mesmo, lamento por sua vida. Você tem filhos? Meu bom irmão, se tivesse filhos acho que nem essa carteira sobraria para contar histórias — respondeu Doraikem pensativo, levantando-se e indo em sua direção. — Aqui, pegue sua carteira de volta e alguns trocados. Lamento por ti, companheiro. Lamento de verdade. Me desculpe por te roubar, e só mais uma coisa, não desista de viver mesmo na pior das situações! 
Doraikem deu alguns tapinhas nas costas de Panetto e foi embora. Agora um ladrão havia dado dinheiro para ele, sua situação estava pior do que imaginava. Subitamente, uma audaciosa ideia percorreu sua mente. O Gastrodon levantou-se de sua mesa e chamou-o novamente:
— Doraikem!! Espera, espera, espera! 
Diga aí, chefia. O quê que tá pegando? — perguntou o ladrão.
Venha até aqui, leve isso embora!!
Doraikem olhou para o objeto e notou que era um anel brilhante, retirado do dedo do próprio Panetto. Provavelmente o único objeto de valor que ele tinha no momento, uma aliança de ouro branco muito bem conservada.
Leve isso embora, e seja feliz!! — disse Panetto animado.
Puxa, chefia, é uma proposta no esquema, mas sabe... Eu teria que roubar isso de você para merecer.
Toma, toma, toma! Leva essa coisa ruim embora, diga que me ameaçou e me extorquiu até roubá-lo e, lutando contra todas minhas vontades, eu te dei. Obrigado por me roubar!! — agradeceu o velho, correndo para fora do bar com os braços esticados para o alto. — Eu estou livre! Livre!! LIVRE!!!
Panetto voltou para sua casa e mal escondeu a felicidade. Estava com as mãos abanando, e se ele tinha aprendido algo em sua longa vida é que ele jamais deveria encontrar sua esposa sem o que ela desejava. Quando Madame Popo o viu de mãos abanando, e sem sua aliança de compromisso, chegou perto de surtar e explodir.
PANETTOOOOOOOOOO!! CADÊ A ALIANÇA QUE EU TE DEI??!!
Panetto mordeu os lábios inferiores, olhou de um lado para o outro com uma feição de ansiedade atentada. Encheu a boca antes de dar a notícia e suas bochechas formaram enormes maçãs o que mostrava claramente que ele tentava sorrir. Antes de anunciar o que havia acontecido ele já havia estudado tudo que precisava fazer. Ao preparar-se psicologicamente, Panetto deu a notícia que tanto aguardava:
Perdi.
...E saiu correndo da casa o mais rápido que podia.
Estava até de trouxinhas pronta, não precisava levar nada daquele lugar. Ao longe ele ainda podia ver sua casa sendo destruída por uma mulher descontrolada, mas não ligava nem um pouco, pois estava livre. Não seria fácil de explicar tudo aquilo para os Fire Tales, e muito menos como fugiu depois de tantas coisas que aconteceram. Seus amigos estavam diferentes, mas o receberam de braços abertos como se apenas o tivessem esperado esse tempo todo. Akebia não era mais uma garota, e sim, uma mulher linda e incomparável. Seus cabelos ainda cheiravam a rosas e baunilha, e Panetto sentiu vontade de jogar-se em seus braços.
Akebia!! — gritou ele animado.
Saia de perto de mim, sua capivara desengonçada! Me abandonou todo esse tempo para ficar com outra?! Me trocou por uma sirigaita que você nem conhecia, e acha que vou dar mole? Au revoir, mon cher! Já fui para outro.
Panetto continuou ali esticado no chão, mas sabia que não era hora de existir.
    Agora ele tinha um motivo para continuar vivendo, tinha de reconquistar o coração da mulher que realmente amava e livrar-se de uma vez da troglodita que ele arranjara. Seria difícil lidar com Akebia em sua nova forma, mas havia algo que ele aprendera ao longo de sua vida: A fase da conquista é a melhor de todas, e dessa vez ele pretendia ficar nela por um bom tempo...

FanArt - Bia-chan #16

Nome: Hana
Idade: 13 anos
Estado: SP 
Técnica: Qualquer lápis que eu achei na gaveta.

"PARABÉNS POKÉMON! Eu lembrei, tipo, há meia hora que hoje era aniversário de Pokémon, então fiz esse rabisco correndo e tá aí."

• • •

Yeah, 17 anos de Pokémon hein, não é para poucos. Os bichinhos têm quase a minha idade, mas eles ainda demoraram muito para chegar no ocidente e se tornarem essa febre mundial que tomou conta de tudo. Fico feliz por ter participado de uma época dessas, onde a graça na escola era você decorar o nome dos 150 e comprar salgadinho só para conseguir os tazoos *risos* Bons tempos, bons tempos... Mas sabe, nós percebemos que uma franquia assim se torna lendária quando mesmo depois de tanto tempo as novas gerações continuam se encantando por ela. E não digo nova geração de Pokémons, e sim, de pessoas, de crianças que cada vez mais a conhecem, mantendo viva uma sensação fantástica de anos atrás. As pessoas podem dizer o que quiser, mas a "The Pokémon Company" ainda é uma das empresas mais famosas e influentes do mundo dos games, então, esperemos que ainda haja algumas novas gerações de bichinhos para nossos filhos, netos e bisnetos... (E até lá, quem sabe comemoramos o aniversário de 11 anos do Ash kk)

Tirinha #2 - O Cara

Nome: Rafaela
Idade: 14 anos
Estado: São Paulo
Técnica: PhotoScape

"Oi Canas, tudo bem cara? Bom, estava entediada sem nada para fazer, então resolvi fazer uma tirinha para mandar pra cá ^-^ Não sou muito boa nisso mas, tudo bem né? Kkkkk. Bom, o que aconteceu na tirinha nunca aconteceu comigo, mas, seria legal se o que acontecesse no "Expectativa" fosse real não acha? Kkkkk. Ai, ai. Estou precisando de um melhor amigo. Pois amigas tenho várias ¬¬ preciso de um garoto imediatamente! Kkkkkk. Sério cara, deve ser muito bom ter um amigo que gosta da mesma fic que você não acha? Mas as chances disso acontecer... Acho que são... De dois em um milhão! Kkkkk. Mas acho que, se por acaso acontecesse esse milagre, sem dúvidas que para você deve ser muito melhor a sensação não acha? Imagina o cara escreve a fic, pergunta para a garota se ela conhece, e ela responde que sim! Imagina? Kkkkkk. Até, Canas!"

• • •

Poxa, Rafa, o que posso dizer disso tudo? Adoro receber seus desenhos e tirinhas, porque eles sempre me fazem sentir-se uma pessoa especial quando vejo alguém que ri e se diverte muito com essas minhas histórias malucas e personagens tão esquisitos. Vou te dizer que também estou precisando de uma "melhor amiga" acho que estamos em barcos opostos, mas que seguem para o mesmo lado. Sempre fui o tipo de cara que tinha vergonha de ir conversar com mulheres, mas quando uma cisma de conversar comigo, aí a já era. Adoro prosear, sou do tipo que não trocaria por nada uma boa conversa com qualquer pessoa, e adoro mulheres que vêm com tantas coisas a dizer e contar. Então está decidido, you got a friend in me! Podemos conversar sobre a fanfiction, o que acha? *risos* Mulheres também fazem muita falta em nossa vida... Por que os dois lados não se acertam para que nenhum deles fique sozinho, não? kk É só chamar que estarei disposto.

Dois em um milhão. Então me desculpe, Rafa, porque agora só sobrou um. Eu tive a chance e a audácia de não jogar na MegaSena, mas encontrei um cara que lia minha fic, que mora na minha cidade e inclusive estudou na mesma escola que eu. Coincidência? Coincidência até demais, eu nunca vi esse cara pessoalmente, mas espero sinceramente um dia ter essa oportunidade. O cara é o Haos, nosso companheiro de XY. Nós nos conhecemos na internet, lendo e trocando conversas sobre nossas fanfictions, eu com Sinnoh e ele com Ethorn, quando de repente, poof! Soou algo assim: Poxa, somos quase vizinhos, nunca nos vimos, e mesmo assim fomos nos conhecer na internet que parece ser um milhão de vezes mais vasta do que qualquer coisa! Isso me fez nunca mais duvidar de nada, nunca mesmo. Pior foi outro dia que ele me mandou um e-mail dizendo que havia encontrado uma assinatura minha na parede, que eu fiz uns 2 anos antes de sair da escola. Destino, minha jovem companheira, ele sempre dá um jeito de unir as duas pontas das pessoas pré-destinadas a se encontrarem!

Eu acredito que essa tirinha um dia possa acontecer, sim, por isso vou continuar em busca dessa pessoa. Quem sabe acho uma moça que também curta a Wiki? Perfeito! kkkk Se para você seria uma baita surpresa, imagina para mim? Cara, são encontros tão imagináveis que vêm em minha mente, sério. Não sei dizer se terei a sorte de acertar duas vezes com os mesmos números como foi com o Haos, mas posso ter certeza que minha expressão seria a mesma dos memes nesses quadrinhos kkkk Rafa, eu adoro suas ideias, e outro dia recebi a sugestão de um leitor em criar uma página para "tirinhas". Fico pensando se isso daria certo, e essa sua participação me faz cada vez mais querer seguir adiante com essas homenagens singelas tão importantes para mim. Sério, é apaixonante receber algo assim de alguém tão longe e ao mesmo tempo tão perto. Já sei, seremos melhores amigos! kkkkkk Muito obrigado, eu achei lindo.

Sinnoh Soundtrack - Volume 2 (Download)


Nome: Sinnoh Soundtrack - Volume 2
Gênero: House, Rap, Rock, Pop, Dance, Country, Oldies, Hip-Hop;
Lançamento: 2013
Formato: MP3
Tamanho: 97,3 mb
Duração: 1:07:26
  1. Luke's Theme - Don't You Worry Child (Swedish House Mafia)
  2. Lukas' Theme - Save the World (Swedish House Mafia)
  3. General's Theme - Like Toy Soldiers (Eminem)
  4. Al Capone's Theme - Leave Out All the Rest (Linkin Park)
  5. Lyndis' Theme - Dance Again (Jennifer Lopez Feat. Pitbull)
  6. Wiki's Theme - Take Over Control (Afrojack Feat. Eva Simons)
  7. Yoshiki's Theme - IV (X-Japan)
  8. Jade's Theme - S&M (Rihanna)
  9. Eva's Theme - Long Live (Taylor Swift)
  10. Vista's Theme - Through the Fire and Flames (Dragonforce)
  11. Coffey's Theme - Cheek to Cheek (Frank Sinatra)
  12. Paula's Theme - A Thousand Years (Christina Perri)
  13. Primia & Drinian's Theme - Take Care (Drake Feat. Rihanna)
  14. Vivian & Stanley Song - You Make Me Feel (Cobra Starship Feat. Sabi)
  15. Glenn Combs (Feat. Cynthia) - Last Night (P. Diddy Feat. Keyshia Cole)

Disclaimer: ©2013 - Esta é uma realização Aliança Aventuras, do site Aventuras em Sinnoh. Este CD é feito de fã para fã, não visando nenhuma obtenção de lucro e sem nenhum vínculo com os artistas e músicas apresentadas. É expressamente proibida a venda ou comercialização deste produto!

Artbook - Mozilla Headphones


Autor(a): CanasOminous
Finalizado: 18 de Fevereiro, 2013
Técnica: Photoshop CS4
Resolução: 1600 x 1309
Tamanho: 483 kb
Descrição: Mozilla com Headphones. Wallpaper. Imagem utilizada pare representar a Sountrack, sendo também a ilustração da capa do CD Volume 2.

Paula's Theme + Glenn's Song

A Thousand Years
Paula's Theme



"O coração bate depressa
Cores e promessas
Como ser corajosa
Como posso amar quando eu estou com medo de cair
Mas vendo você sozinho
Todas as minhas dúvidas de repente vão embora de alguma forma
Um passo mais perto

Eu morri todos os dias esperando por você
Querido, não tenha medo eu te amei por mil anos
Eu vou amar-te por mais mil."


Last Night
Glenn Combs (Feat. Cynthia)



Glenn
"Noite passada
Eu não pude nem ao menos responder
Tentei ligar
Mas meu orgulho não me deixou discar
E agora estou aqui sentado,
Com essa expressão pálida
E do jeito que eu me sinto
Eu quero me enrolar como uma criança.

Sei que consegue me ouvir
Sei que consegue me sentir
Não dá pra viver sem você
Por favor, Deus, me faça melhor.
Gostaria de não ser como eu sou...

Cynthia
Se eu te disse uma, duas vezes,
Você pode ver nos meus olhos.
Eu sou toda súplica,
Sem nada pra dizer
Você era tudo o que eu queria.
Se você pudesse ao menos perceber,
Seu coração me pertence
Eu te amo tanto, estou desesperada pelo seu toque.
Venha me libertar,
Serei sempre sua
Querido, venha me livrar dessa dor."

Artbook - Platinum Saga Preview


Autor(a): Canas Ominous
Finalizado: 04 de Fevereiro, 2011.
Técnica: Pintura Digital
Resolução: 1000 x 1287
Tamanho: 595 kb
Descrição: 1° imagem ilustrativa lançada como prévia para a Saga Platina. Enviada em conjunto para o 2° Concurso de Desenhos da PBN.

Aproveito para comemorar e agradecer o fato de passarmos para a segunda fase do evento, foram mais de 120 desenhos enviados segundo a produção, e apenas 10 foram selecionados para as finais, e nós estamos incluídos nesse meio. Agora, vamos rumo à última etapa, então peço a colaboração dos visitantes para que votem nos Irmãos Wallers! Os dois desenhos mais votados serão colocados em uma Galeria no site!

Agradeço todos os visitantes e leitores pela colaboração, e espero que possamos continuar seguindo em frente rumo ao final! Esta é apenas uma das grandes iniciativas da PBN, não deixem de visitar!
Nossa letra é a "G".


One Body. Two Hearts.


Support Conversation (Wiki x Glory)
Gênero e Disclaimers: Ação, Ecchi, Nudez, Moléstia, Shounen-ai,
Linguagem acentuada, Agressão, Violência;
Tema: Missão, Rivalidade, e cenas com conteúdo acentuado;
Notas: Este episódio é separado em duas partes, e
previamente ficou conhecido como o "Episódio Banido" FT 24.

Um dos Supports mais bem votados
no The Omascar da Saga Platina!

          Quando Marco voltou à sua consciência notou que estava caído no chão frio de uma cela, mas não sabia ao certo onde estava. Arregalou os olhos ao ver que Mozilla estava jogado no mesmo ambiente hostil com diversos machucados e marcas de soco em seu corpo. Um pouco de sangue lhe escorria pela boca e ele parecia estar completamente debilitado. Marco não entedia por que Mozilla estava em um estado tão lastimável, como poderia um guerreiro poderoso continuar ali caído, derrotado, humilhado?
— Mozilla?! Mozilla!! O que aconteceu com você?
O homem aos poucos foi abrindo seus olhos. Marco deitou-o em seu colo enquanto tentava fazê-lo voltar a si, ele sorriu e segurou no rosto do jovem percebendo que ele estava bem e apenas um pouco ferido.
— Fico feliz que eles tenham te deixado em paz... — disse Mozilla com a voz esgotada.
— Eles quem? O que fizeram com você?!  O que está acontecendo, isso tudo faz parte de uma missão?
— Aqueles idiotas da Pink Anarchy... Eles vieram atrás da Wiki, e estão acabando com tudo que ela preza. A líder dessa guilda já foi uma grande rival da Wiki nos tempos de colégio, nós vivíamos discutindo... Mas a Glory ficou frustrada quando pegou a Wiki dormindo com o namorado dela, fui eu que dei a ideia, mas isso não importa... — disse Mozilla, não escondendo um sorriso vitorioso em sua feição cansada. — Marco, Marco. Por favor, fique bem... Eles virão atrás de você, seja forte... Não deixe essa mulher te corromper... Ela é uma...
Mozilla não terminou de falar, sua cabeça pencou e ele pareceu perder a consciência pelos machucados que recebera em batalha enquanto tentava proteger o amigo. Uma lágrima escorreu do rosto do jovem e abraçou a cabeça do homem contra seu peito, tudo estava acabado. Ele tinha de lutar contra uma das guildas mais poderosas daquele tempo, e ainda por cima, sozinho. Pouco tempo depois os dois Clefairy voltaram, os irmãos Dido e Bonda tinham risadas maliciosas no rosto quando o agarram pelos braços e o chutaram para fora da cela.<
— A rainha da área está te esperando, e é bom fazer o que ela quer, porque a senhorita Glory odeia garotos certinhos como você. Pelo menos é o que dizem aqueles que saem vivos de lá. O show só acaba quando ela se esgota e vai para o próximo — caçoou um deles.
Marco fechou a cara e foi obrigado a deixar Mozilla para trás, mas prometeu voltar e salvá-lo o quanto antes. Os soldados da Pink Anarchy o guiaram por corredores sujos e mal lavados. O que deveria ser o reino de uma rainha linda e poderosa era na verdade um esgoto sem nenhuma estrutura ou atenção. Se as demais guildas almejavam deixar o chão brilhando, eles faziam exatamente ao contrário. Tudo estava um lixo, ninguém importava-se em limpá-lo ou se dava ao menos no dever de tal obrigação. Tudo naquela guilda era uma verdadeira bagunça.
Marco foi chutado para dentro de um vasto salão com as mãos atadas. Do outro lado estava um trono feito de latas de lixo que brilhavam demonstrando a obra magnífica de um trabalho bem reciclado. Se ninguém nos arredores reciclava, eles fariam o contrário. A mulher sentada no trono levantou-se ao ver seu visitante, Marco estava com a cara fechada e seus olhos exalavam fúria e rancor por perder os amigos. A mulher aproximou-se mais, revelando um rebolado sensual e provocativo. Tocou no queixo do garoto e riu.
— Então você é o brinquedinho da Wiki.
— Eu não sou nada de ninguém. Onde estão os meus amigos? O que vocês fizeram com o Vista?!
— Para um simples brinquedo você fala até demais, pensei que a Wiki já teria dado uma lição nessa sua língua — respondeu a mulher de maneira rude.  Me chame de Glory, e digo isso para ouvi-lo gritar meu nome nos próximos minutos. O Cavaleiro Negro já deve ter sido reduzido a pó, e a minha doce e jovem rival está sofrendo uma punição severa nas mãos de meu imediato antes de ir para uma humilhação pública na sequência. Uma vadia como ela deve ficar onde jamais deveria ter saído, do lixo.
Marco sentiu suas veias pulsarem ao ver aquela mulher rancorosa dizer aquelas coisas horríveis de sua amiga em sua frente. Podia ter as mãos presas, mas deu uma rasteira que fez Glory tombar pelo elemento surpresa, mas equilibrando-se a moça esticou suas pernas no ar e chutou a cabeça de Marco derrubando-o no chão com a mesma habilidade. Glory ficou por cima do garoto e rapidamente começou a desabotoar seu colete enquanto tinha um sorriso malicioso no rosto.
— Ora essa, então a Wiki treinou bem o amorzinho dela. Aposto que ela ficaria um pouco frustrada se soubesse que seu adorado tesouro foi tomado por outra mulher — disse Glory, abrindo seu uniforme de enfermeira deixando o par de sutiãs expostos bem na frente de Marco.
O pobre garoto estava indefeso com as mãos para cima e as pernas imobilizadas pelo peso da mulher. Glory retirou completamente o blusão do rapaz e levantou sua saia, sussurrando em seu ouvido de forma sedutora.
— Você gosta de ficar por baixo? Pois eu gosto de assumir o controle.
— De novo, não...
Glory se apressava, mas Marco estendeu o braço e pediu delicadamente:
— Espera!! Espera, espera... Por favor... Eu tenho apenas um pedido.
Glory recuou arqueando uma das sobrancelhas. Marco forçou sua voz ao máximo para utilizar as técnicas que aprendera com Wiki todo esse tempo.
— Por favor, você poderia... tirar a minha luva? ♥
— Oh, mas que garotinho fofo, como é que uma vagabunda como a Wiki conseguiu conquistar esse seu coraçãozinho delicado? Vamos lá, tesouro. Eu posso te fazer feliz — respondeu Glory, mordendo a ponta da luva da mão direita do moreno que, ao retirá-la, esticou os dedos e proferiu:
— Silver Wind.
De sua mão uma leve brisa saiu, mas logo um tornado formou-se no salão varrendo tudo ao redor e transformando o salão do palácio em uma bagunça incontrolada. Glory foi arremessada para longe segurando-se nos pilastres para não ser jogada. O próprio Marco não tinha controle de seu poder, mas agora o vento tomava força e cortava seu rosto como se fossem lâminas.
— Garotinho insolente, agora você irá pagar!! — gritou a mulher.
— Não antes que eu mostre porque a Wiki é a única que pode ficar sentada em cima de mim!!

• • •

         Wiki recebia um tratamento muito mais severo do sub-administrador daquela asquerosa guilda. A moça estava acorrentada até o pescoço, suas mãos eram presas juntas, machucadas pelas correntes que a apertavam, e seus pés eram mantidos da mesma maneira. Estava semi-nua, vestia apenas as roupas de baixo e fora obrigada a ficar de pé obedecendo as ordens de seu senhor. Seu olho esquerdo estava roxo e demonstrava um machucado que uma mulher jamais deveria receber. Em meio a sua indignação deveria aguentar a língua repulsiva do Lickilicky.
— É engraçado, como a Sehorita Glory conseguiu encontrar uma amiga tão sexy? Por que todas vocês são assim, tão... Palpáveis? — disse Felato, lambendo o rosto de Wiki que retribuiu com um empurrão forte de seus braços.
— Você me enoja.
— Vamos lá, pare de bancar a rebelde. Todos conhecem sua reputação, você se oferece para todo mundo, é a puta da Fire Tales e faz o que qualquer um lá dentro deseja. Você não passa de uma vadia.
Wiki deu um chute no rosto do homem, e mesmo com as correntes em seu braço conseguiu virar-se e sufocá-lo por trás.
— Não ouse citar o nome de minha guilda. Nunca. Eu jamais faria mal a nenhum deles, pode me chamar do que quiser, pode me humilhar na frente de uma nação, mas não ouse criticá-los novamente, ou eu te mato.
Felato revidou, a moça voltou a debater-se, mas dessa vez acertou um chute no estômago da criatura que quase vomitou sua refeição. O homem levantou-se indignado, prestes a dar surra na garota. Espancou-a de tal maneira que Wiki sentiu vontade de chorar como há muito não sentia. Onde estava aquela mulher poderosa dos tempos antigos?
Felato abriu o sutiã da garota com força e foi escorregando as mãos enrugadas de maneira tentadora pelos seios da mulher. Wiki teria gemido de prazer, mas estava indignada demais para sentir qualquer coisa, cada vez que se debatia sentia-se mais fraca e indisposta. Jamais deixaria um homem subjugá-la de tal maneira, era humilhante.
— Vamos lá, grite. Quero ouvir essa sua voz meiga gemer o meu nome.
— Vá para o inferno, desgraçado...!
Felato foi mais rude dessa vez ao ir mais adiante nas pernas da mulher. Mesmo que ela estivesse acorrentada o homem usou de seu peso para prendê-la e assim lentamente retirar sua calcinha. Wiki espremeu as pernas envergonhada, nunca deixaria que uma criatura nojenta como aquela fizesse o que bem entendesse com ela. Num ato inesperado aquela asquerosa figura lambeou o lóbulo da orelha da garota que gemeu alto por acidente.
— Eu conheço seu ponto fraco. Seu único ponto fraco!! — riu ele.
Aos poucos sentia sua cabeça enlouquecer e um desejo oculto pedir por mais. Suas pernas não tinham mais forças para combater e ela se deixou dominar.
— Você será minha agora. E depois que eu acabar com você irei atrás de minha rainha, e terei todas as outras fêmeas do mundo. Eu sou um verdadeiro galanteador, e aquelas que não se prostrarem em meus pés serão punidas severamente.
— M-Me ajude... — gemeu Wiki, sentindo imensas dores no rosto pelos socos que levara e todo o seu corpo ser dominado contra sua vontade.
Felato ria, mas sua diversão não durou muito quando uma das paredes de seu quarto explodiu revelando um guerreiro vestido com um véu negro e uma coroa de ferro. Agora realmente ventava, e a misteriosa tempestade criada por Marco transmitia uma sensação sombria de que uma figura realmente mortífera estava revoltada. Vista apenas esticou seu braço revelando um canhão carregado com força total, não estava disposto a perder tempo com vermes e apenas encostou a arma na testa do adversário que se encontrava em uma posição comprometedora.
Sem nenhum sentimento ou receio, Vista atirou a queima roupa.
— Go to hell, you little bastard.
A explosão foi tão grande que o imediato da Pink Anarchy foi arremessado para longe afundando no chão de pedra, Vista partiu como um foguete e agarrando seu rosto esmagou-o contra o concreto com o Bullet Punch. Felato mal se movia, mas Vista ainda ergueu seu corpo e o encarou vendo o medo diante dos olhos amedrontados do homem. O cavaleiro fez um corte em sua barriga e depois lançou-o para fora da torre através de uma parede quebrada. Sua fúria era incontrolável.
Wiki continuava estendida no chão sem conseguir levantar-se, suas roupas estavam todas rasgadas e seu rosto sangrava. Vista arrancou as correntes de aço como se fossem papel. A moça sentiu vergonha por estar naquela situação tão humilhante na frente de alguém que amava tanto. Com seus braços mecânicos Vista segurou-a no colo e cobriu-a com sua capa negra. Os olhos da mulher quase se apagavam, mas Wiki ainda teve forças de olhar firme no rosto do cavaleiro e sorrir sem graça.
— Você sempre me atrapalha nas melhores horas, não é...? — brincou ela.
— Ninguém nesse mundo tem o direito de fazer isto à uma mulher. Não há honra ou respeito para homens que as tratam como algo menor do que rainhas. Você merece, no mínimo, o melhor, ou algo mais decente do que essa figura repugnante que acabei de eliminar. 
Wiki levantou a mão e esticou-a contra o véu negro de Vista. Sentiu que apalpou algo, sentia pele humana e o calor de um rosto maduro com lábios carnudos e feições espantadas com aquele gesto tão inesperado. Em especial, ela sentia aqueles llábios ternos e suaves, o que era uma tentação. A moça sorriu antes de falar:
— Você seria um candidato?
E por fim, desmaiou.

Não demorou para que Vista fosse destruindo cada sala e corredor na guilda dos Pink Anarchy. Ele não se dava ao trabalho de chutar portas, lançava bombas por todo o salão e causava um verdadeiro estrago que um exército inteiro não teria sido capaz de fazer. Membros da facção corriam para todos os lados desesperados, mas coincidentemente iam para o salão. Vista sabia que sua próxima vítima estaria lá.
          Ao aproximar-se do centro do salão, Vista deparou-se com uma linda guerreira da espécie dos Eevees, uma Espeon vestida com roupas que realçavam suas curvas e o rosto sendo coberto por um vestido de seda lilás quase transparente e descaradamente provocante.
          — Eu sou a segunda sub-administradora da Pink Anarchy, o braço direito da senhorita Glory nessa batalha. Meus homens me chamam de Perséfone, a rainha do submundo. Não lhe dou permissão de passar e destruir os planos de vingança de minha senhora, farei com que você caia de joelhos diante de meus pés...! — dizia a Espeon antes de ser interrompida.
           Get out of my way, please — respondeu Vista educadamente, agarrando a mulher e jogando-a pela janela.
No caminho ainda deparou-se com Mozilla que mesmo com tantos machucados parecia ainda ter forças para lutar. O homem tinha muitos hematomas sérios pelo corpo, e mesmo com metade de sua força natural ainda foi capaz de derrubar algumas linhas defensivas do inimigo. Mozilla sentiu-se aliviado ao ver que Vista estava inteiro.
— Ei, grandão. Fico feliz que tenha conseguido dar conta da bomba.
— Devo congratulá-lo por estar acabado? — respondeu Vista de forma grosseira, lutando para manter a linha de controle — Resgatei a Wiki, mas ainda não tive sinais do Marco. Onde aquele moleque desengonçado foi se meter?
— É isso que quero saber, e creio que não sairemos dessa fortaleza desprezível enquanto eu não puder socar a cara daquela maldita da Glory. Ninguém vai mexer com o meu Marco!
Quando Vista e Mozilla foram para o pátio depararam-se com um monumento incrível. Era como um castelo, uma pirâmide que carregava traços dos templos maias. Tinha diversos subníveis, e no centro, uma escadaria inclinada levava até o topo. No andar mais alto estava Glory, com o pobre Marco amarrado em sua frente vestindo apenas uma ceroula amarela.
Wiki parecia compartilhar uma rivalidade tão grande com aquela mulher que suas energias voltaram um último instante para que ali fosse travado um último conflito. Ela continuava vestida apenas pelas roupas de baixo já rasgadas e seu corpo estava todo ensanguentado. Assim que a viu, Glory riu alto e gritou do alto da pirâmide de forma que sua voz ecoasse pelas planícies ao redor.
— Ora essa, a vadiazinha dos Fire Tales decidiu aparecer! — caçoou a enfermeira.
— Eu julguei que você já soubesse reconhecer uma se olhando no espelho todos os dias — respondeu Wiki de tal maneira que a risada no rosto de Glory cessou no mesmo instante.
Wiki e Mozilla ficaram ali, lado a lado. Eles não ligavam de ser observados naquele estado por todos os seus inimigos. Vista manteve a retaguarda da garota, mas sabia que agora aquela era uma rivalidade que apenas os dois poderiam resolver. Glory tinha Marco, e Mozilla o queria de volta. Glory tinha sua honra, e Wiki a queria de volta.
— Então aqui estamos com a equipe de strippers da Fire Tales. Como é bom vê-la novamente, Wiki. Acha que perdeu alguma coisa? — provocou Glory, chutando Marco e prensando o rosto do garoto contra o chão enquanto pisava sobre ele com força.
Wiki mal se moveu, mas Mozilla apertou os punhos e pareceu explodir.
— Pode ficar. Eu arranjo outro — brincou a garota.
— O QUÊ?! Está falando sério?! O Marco é insubstituível, ele é meu!! — gritou Mozilla revoltado.
— Eu estava brincando, bakazão. Ele é meu também, mas eu estava tentando provocar essa maldita e você acabou de estragar meu plano.
          — Nossa. Não fale isso nem de brincadeira, lindona.
Glory arqueou as sobrancelhas, surpresa.
— Hm? Será que vocês inverteram os papéis? Era para ela estar frustrada pelo fato de eu sequestrar o garotinho dela, mas essa me pegou de surpresa — disse Glory com uma risada. — Não importa, eu tenho esse moleque, e acho que eu adoraria ter um serviçal para fazer massagem enquanto estou no salão de beleza. O que acha disso, Marco?
— S-Sua boba...! Se precisava de alguém para isso era só pedir!! — gritou Marco, não captando a mensagem.
— Oh, até para isso é educadinho. Acho que vou ficar com ele — respondeu Glory de maneira ríspida. — Sabe, não consegui obrigá-lo a fazer nada, e tive dificuldades em vencê-lo. Você o treinou bem, Wiki. Ele já está virando um profissional em fugir de mulheres assanhadas como nós duas, mas garanto que ele não será capaz de fugir para sempre. Uma hora ele cairá na rede de alguém.
Mozilla não gostou nada do que ouviu, e lançando um rápido olhar para Wiki os dois pareciam entrar em um consenso. Por algum motivo o rapaz arrancou as roupas rasgadas e ficou vestindo apenas sua roupa de baixo, exatamente como sua parceira. Ambos estavam machucados e furiosos. Mesmo que fossem pessoas diferentes pareciam compartilhar o mesmo intelecto, e marchando de maneira rítmica começaram a subir até onde Glory residia. A mulher arqueou as sobrancelhas e obrigou Marco levantar-se.
— O que acha que podem fazer? Vocês não têm poderes, vocês não têm nada, não passam de meros Pokémons mortais agora! Vocês são piores do que lixo, são a escória desse mundo!! — gritou a enfermeira.
— É claro, eu posso não passar de uma mera vadia agora. Para falar a verdade, não sou nem mesmo isso — respondeu Wiki, não parando de marchar rumo ao topo.
— ...Mas é por isso que não posso deixar as porcarias dos meus arrependimentos me deixarem para baixo. Então lembre-se do meu nome quando eu acabar com a sua cara. — respondeu Mozilla de tal maneira que Glory sentiu seus ossos gelarem.
— ...Uma vadia vive livre como um pássaro que jamais pode ser capturado. Eu não ligo para o que vocês dizem e vou esmagar qualquer um que entre no meu caminho. — continuou Wiki.
Assim que os dois chegaram ao topo eles deram as mãos e encararam sua oponente.
— Lembre-se disso, eu sou Wiki, a vadia — disseram suas vozes em conjunto. — E eu faço o que eu quero fazer.
Quando os dois alcançaram o topo Glory recuou, mas encontrou-se encurralada. Aqueles olhos dourados a dominaram, e num ato impulsivo ela empurrou Marco de cima da imensa pirâmide. Mozilla não teve tempo para pensar duas vez, precisava acabar com aquilo naquele instante. Wiki desejava mais do que tudo socar a cara daquela mulher que a humilhara há pouco. Juntos os dois ergueram seus punhos, um o direito e outro o esquerdo. Seus braços pareceram encontrar-se e transformar-se em um. O soco foi tão forte que mergulhou como um martelo no rosto daquela impertinente mulher que foi arremessada para longe.
Marco caia em uma enorme velocidade, trombando em cada andar do templo. Vista partiu como um foguete e o agarrou impedindo uma queda ainda pior, e mesmo machucado o jovem ainda não conseguia deixar de assustar-se com os conselhos de seu mestre.
— Missões Rank C são uma droga. — comentou Marco ainda traumatizado.
— Todos temos que passar por elas um dia — aconselhou Vista. — ...Mas espero que seja a última, ou da próxima vez faço questão de escrever um resgate para um pobre Mothim amarrado numa jangada no meio do oceano cercado por tubarões esfomeados. Leve isso como um conselho, right?
— S-Sim, senhor...
Vista utilizou de seu impulso para subir até o topo do templo, flutuando com o eletromagnetismo de seus braços de aço. No topo deparou-se com Wiki e Mozilla de mãos dadas, vendo Glory prostrada com as pernas abertas e completamente desacordada. Eles haviam derrotado sua oponente. Marco olhou para Mozilla que retribuiu com um sorriso, mas algo ainda estava errado.
— Vocês não voltaram ao normal... — disse o Mothim espantado.
Wiki olhou para Vista, mas o cavaleiro desconhecia qualquer magia que pudesse desfazer aquele feitiço. Mozilla foi em direção de Marco e tocou em seu ombro.
— Vocês nunca mais poderão voltar ao normal? — perguntou o jovem.
— Bem, você ficaria triste em ter dois amigos novos? — riu Mozilla.
— Não esquenta, podemos testar umas novas posições com mais pessoas! — respondeu Wiki empolgada.
Antes que a conversa se estendesse eles puderam ouvir uma voz cansada da outro lado.
— Um beijo — respondeu Glory ofegante, cuspindo sangue e massageando a região do rosto onde levara o soco. — Vocês só precisam de um beijo para voltarem ao normal, nada demais... Mas é uma escolha que quero lhes dar, lembro que na época do colégio a Wiki comentou que desejava isso certa noite... "Uma vida inteira como pessoas normais, ou voltar a tornar-se um para ser um Guerreiro único." Essa é a escolha de vocês.
— Ora essa, e você nunca esqueceu essa bobeira que eu te disse naquele dia? Pelo visto ainda existe uma certa bondade nesse seu coração de pedra, não é, Glory? Apesar de burra, você continua sendo aquela garota destemida dos tempos de colégio. Adoro isso em você — disse Wiki com um sorriso. — O que acha de nos encontrarmos no quarto como costumávamos fazer, hein?
— Vai pro inferno, galinha.
— Eu também te amo, vaca.
Por fim, Wiki e Mozilla se encararam naquele instante. Uma vida normal como pessoas diferentes, ou eles deveriam voltar a ser tornar um corpo único? Marco olhava esperançoso para os dois, mas não queria tomar partido em sua decisão. Isso era algo que apenas eles poderiam decidir. Mozilla estendeu a mão para a moça e pareceu decidir algo.
— Você ficará bem?
— Acho que nós aprendemos a viver juntos. Fazemos nossas coisas secretas juntos, nos divertimos juntos. Um nunca teve vergonha do outro, por que deveria mudar? — sorriu a garota.
Mozilla abaixou o rosto e olhou para Wiki novamente.
— Um corpo, dois corações. Essa é a nossa maneira.
Eles olharam para Marco que ficou apreensivo ao vê-los se aproximarem, um foi de cada lado, e segurando em seu rosto deram-lhe um beijo suave nas bochechas coradas. 
          — Por que o beijo foi em mim!? — Marco gritou corado.
          Os dois foram cobertos por um brilho intenso que ofuscou a visão de todos ao redor. O fluxo de energia no corpo dos guerreiros se conectaram, e quando eles deram as mãos pareceram juntar-se novamente. A capa de Vista balançava ao vento, quando Marco se tocou pôde ver que em sua frente estava apenas a boa e velha Wiki, vestida de sua maneira convencional e desafiadora. Tinha o sorriso sempre espontâneo da garota e os olhos do rapaz.
— Bem, podemos voltar para a guilda agora? Estou muito cansada e quero terminar de acertar algumas coisas com o Marco.  A pedido do Mozilla — sorriu ela — Só que dessa vez espero que o Vista se junte a nossa festa, não é?
 — Não participo de festas. Não gosto de gente feliz. — respondeu ele.
— Ah, quer parar de bancar o machão? E por sinal, tire logo esse capuz, eu quero ver seu rosto!! Tira ele, Mecha-boy, eu quero ver!!
— NO.
Wiki riu percebendo que teria de deixar aquilo para outra oportunidade.
Foi até Marco e segurou-o no colo, carregando o garoto com a mesma facilidade de um homem. Marco corou um pouco sem graça vendo que Wiki se aproximava muito de seu rosto. Ele esperou por um beijo tentador da mulher, mas assim que  fechou seus olhos percebeu que recebera um beijo na bochecha de Mozilla que agora o encarava e ria.
— Argh!! Você me enganou!! — gritou Marco.
— Todos nós temos nossos planos. Se continuar lá em casa lavando minhas roupas e cozinhando posso te dar outro desses de presente. — riu o homem.
Marco sorriu, acenando com a cabeça ainda que muito acanhado. Os dois preparavam-se para descer e sair da guilda destruída, mas seria uma longa caminhada até a Fire Tales e já escurecia. Vista parou, virou-se para Glory e encarou-a.
— E a propósito, eu trouxe um presentinho — disse o espectro, chacoalhando uma caixinha de metal com um estranho relógio de inúmeros dígitos que rolavam mais rápido que os olhos poderiam manter o controle. — Esse aqui fui eu que fiz, só para vocês aprenderem como se faz uma bomba de verdade. See ya, fools.
Glory arregalou os olhos e deu um salto de cima da pirâmide para reunir seus exércitos restantes e fugir dali o mais depressa possível. Vista agarrou Mozilla e Marco com seu braços de ferro e não esperou nem um segundo, saiu da fortaleza com a velocidade de um torpedo e destruindo tudo feito um tanque de guerra.
Não demorou muito para que logo uma explosão imensa fosse sentida, o castelo móvel da Pink Anarchy e todos os arredores na floresta estavam destruídos pela capacidade nuclear daquela caixinha de bombons. Agora eles teriam de procurar outra base, mas a Fire Tales tinha certeza que não teria problemas com Glory e sua prole tão cedo, enquanto Marco pensaria duas vezes antes de aceitar uma missão de Rank C.

- Copyright © 2011-2017 Aventuras em Sinnoh - Escrito por Canas Ominous (Nícolas) - Powered by Blogger - Designed by Johanes Djogan -