Posted by : CanasOminous Jan 13, 2014


Eu já conhecia faz um bom tempo o Nintendo Club, um programa de lealdade dos consumidores que pode ser acessado fornecendo alguns pontos a cada compra de jogo original feito. Através dele, é possível comprar algumas coisas bem bacanas pela internet. Bem, mas como o Brasil sempre é deixado de fora nessas novidades, quem sai perdendo somos nós. Não tive interesse de me inscrever até mês passado, mas outro dia ouvi que de fato era possível conseguir alguma coisa e sai à procura. Descobri que era possível comprar alguns jogos antigos para download no 3DS e que eu tinha em casa uma bela quantia de pontos a serem usados.

Já que eu não poderia pedir nada pelo correio, ao menos era possível comprar algum jogo através desses pontos, e naquela semana em especial Metroid estaria sendo distribuído. Há algum tempo eu consegui comprar meu Super Nintendo, e embora minha busca pelo Nintendinho ainda não tenha trago resultados, vim compartilhar com vocês a experiência de jogar um game do bom e velho NES pela primeira vez.

Em 1986, várias das maiores franquias da Nintendo estavam estreando no Famicom, mais conhecido no Ocidente como Nintendo Entertainment System ou NES. Era estranho para os jogadores da Nintendo não ver reinos ou castelos no novo mundo de Metroid, acompanhado de uma trilha sonora icônica e criaturas bizarras para todos os lados. Não havia personagens fofinhos ou bichinhos inofensivos. Só ruínas, planetas devastados e um [até então] herói solitário.
Metroid foi o primeiro jogo da série, lançado em 1986 para o NES. A história se passa no Planeta Zebes, onde Samus Aran tenta recuperar os Metroids que foram roubadas pelos Space Pirates. É até estranho imaginar que aqui dávamos início nessa história, até porque durante muito tempo me perguntei: Como exatamente começar algo? Esse deve ser um dos estágios mais difíceis de todos, escrever o primeiro capítulo, começar o primeiro empreendimento, fixar o primeiro jogo de uma nova franquia no coração dos fãs. Metroid tinha uma fórmula até então nunca vista nos games da Nintendo, bem, e que pelo visto deu certo.


Tive uma experiência muito agradável quando consegui baixar Metroid em meu 3DS. Admito, não seria a mesma coisa de jogar em um NES, mas por um tempo daria para o gasto.
Foi uma experiência muito bacana, primeiro porque é o precursor de uma série que adoro, e segundo, por toda a nostalgia e importância que o jogo tem para alguém que cresceu e aprendeu a amar este universo [Minha Samus de Papercraft está ali na sala para provar!]. Não vou mentir, não é um jogo fácil e muito menos que faça o meu estilo. Para quem está acostumado com histórias longas, botões para todos os lados e um save em cada canto, tive que treinar um pouco minha mente e intuição para ver o que conseguia descobrir.

Com sua tecnologia da época, me surpreendi logo nos primeiros minutos do jogo quando eu já estava perdido, sem um mapa, e sem saber o que fazer. A história de Metroid é simples e direta. Há apenas duas falas no jogo inteiro: No começo e no fim. Como um bom apreciador de histórias, para mim chegou a ser estranho jogar algo que fosse o tempo todo em silêncio, sem explicação, sem guias, nada. Tudo funcionou através da boa e velha intuição, descobrindo os segredos sozinho ou procurando algumas dicas na internet e no Youtube quando necessário. [Agora me pergunto, como as pessoas faziam naquele tempo? kk] Posso dizer que jogar o Metroid de 1986 certamente realçou alguns velhos instintos de gamer que tinham desaparecido em mim.




Fico imaginando como deve ter sido para a galera descobrir que, pela primeira vez, o aparente herói do game na verdade era uma heroína! Não tem como um verdadeiro fã da Nintendo não conhecer a Samus, mas essa revelação foi um choque e virou de cabeça para baixo o que as pessoas sabiam sobre videogames. E justamente por causa disso, Samus Aran tornou-se um dos poucos modelos femininos positivos da indústria na época. Segundo Fernando Mucioli do site Kotaku, o legado mais importante deixado por Metroid foi como ele pegou a fórmula humilde dos games de plataforma 2D e criou uma experiência incrível a partir dela.

Em uma época em que a Samus ainda era apenas uma máquina de destruição ou um ciborgue matador de alienígenas, imagino como deve ter sido essa surpresa de descobrir que por baixo daquela armadura existia uma mulher, [que mais tarde foi se tornar essa beldade ao lado. Abençoados polígonos!] Tive a chance de de enfrentar Kraid e Ridley, dois dos maiores inimigos de Samus e criando uma rivalidade que começou lá em 1986. Apesar de todos os meus esforços, tudo que consegui fazer é que a Samus tirasse o capacete... Acho que ainda não estou apto a zerar o game em menos de uma hora para ela ficar só com as vestes de baixo. [É nesses momentos que a internet nos salva. Aposto que naquela época eu ficaria tentando... *risos* Já tenho a mesma paciência de antes.]

Que a verdade seja dita: Eu apanhei muito, passei algumas horas loucas atrás de respostas para uma parte em que eu não conseguia passar de jeito nenhum, e no fim das contas fui dar uma olhada em alguns Walktrough. [Mas só alguns, rs.] Por um instante eu me perguntei: O que fazia um jogo ser divertido antigamente? Seria o desafio? A jogabilidade e inovação? Ou era justamente o fato de que não tinha como encontrar dicas consultando o Google? Creio que o único método possível era comprar algumas revistas, ou conhecer alguém que já tivesse jogado, ou na raça mesmo... Ahh, que saudade de comprar uma revista de games só para passar daquela bendita fase!

Atualmente vejo muito daquela briguinha de gráficos e diversão, onde cada fã de console defende o seu ponto de vista. Então, qual é a verdade por trás de um jogo antigo? O que o torna tão incrível? Acho que a resposta se deve simplesmente à pessoa que o joga. De volta a um tempo que não era uma história super bem bolada que contava, e nem a mecânica de jogabilidade, e nem os gráficos em ultra high hd mothafuckin definition. Era o simples fato de estar ali, sendo desafiado. Você e o jogo.

Com outros games tão interessantes e recentes esperando em minha estante para serem zerados, por que o Metroid de NES me prendeu na tela do 3DS por tantas horas? Acho que agora eu entendo. Isso vem daquele velho orgulho gamer, de querer zerar o jogo depois de alugá-lo na locadora [quem mais é dessa época? Pois é, galera, estamos ficando velhos, rs.] e levá-lo para o seu histórico de conquistas. Não é preciso uma história de três horas e nem gráficos de filmes para um jogo ser bom, nunca foi. Admito que os tempos são outros, e quem não gosta de jogar na sua televisão LED enquanto fala com gente de outro país num piscar de olhos? Poxa, eu não trocaria isso por nada, não devemos abandonar esse espírito de jogador que ainda vive dentro  de nós.

E àqueles que ainda gostam de apreciar um bom jogo antigo e sabe dar o seu devido valor, por que não tirar o seu console amigão do armário ou da prateleira e tentar zerar aquele amaldiçoado jogo que você não conseguia de jeito nenhum quando era moleque? Juro que você irá se surpreender com o resultado, e no fim das contas, haverá mais uma conquista para o seu legado de games zerados. Congratulations! But your princess is in another castle.

Keep playing.

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  1. Nem preciso dizer que quando vi o nome "Metroid" eu animei!(ok talvez até um pouco demais..)
    Metroid é Metroid! Cada vez que coloco as mãos no jogo é uma sensação unica!Como começar exatamente? Você está sozinho num lugar desconhecido e possui uma missão. Tem estilo unico e diferente =3
    Walktrough.... <3 Não quantas vezes vc me ajudou(um pouquinho) mas não somente em Metroid. S2
    Metroid é especial para mim, isso nunca vou negar =3(Meus vizinhos amo vcs 4ever)
    Aliás Canas vc tirou uma duvida de mim!(assim dizendo) O que torna o jogo tão especial? "O que o torna tão incrivel? Era o simples fato de estar ali, sendo desafiado. Você e o jogo."
    Keep Playing
    WV

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  2. Opa, diga ae, WV! Quando eu consegui comprar o Metroid de 86 eu lembrei de você, então trabalhei nessa postagem porque eu sabia que alguns leitores achariam interessante uma matéria sobre uma série antigona e que até hoje tanto adoramos, não?

    Eu só consegui compreender o que tornava esse jogo tão especial depois de zerá-lo após umas 6 ou 7 horas. Não foi muito tempo, mas foi o suficiente para que eu fosse teletransportado ao passado para experimentar essa experiência kkk Sério, e que negócio difiiiiiici dos infernos! Quando joguei Metroid Prime e esses outros atuais nunca fui de dar muitos Game Overs, mas nesse aqui nos primeiros minutos eu devo ter morrido umas 20 vezes até pegar o jeito dos comandos (Lê-se dois botões kkkkk) Depois vou ver se baixo ou compro o Super Metroid do SNES que falam que é um dos melhores, porque agora estou ansioso por continuar minha jornada com os games da geração passada kk Fico feliz que tenha curtido a postagem, beijos!

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  3. Eu gostaria de jogar, mas... EU NÃO TENHO SUPER NINTENDO. Eu tinha. Mas não tenho mais... AAAAH, MAS PRA QUE SERVEM OS EMULADORES? <33333333 E falando em 3DS... EU VOU GANHAR UM, TEM UMA CHANCE ALTA. *We are champion de fundo.* E vou capturar TODOS OS POKÉMONS DE AVENTURAS EM SINNOH QUE SEJA POSSIBRU! <3

    Enfim. Acho que eu vou jogar esse jogo quando eu for pra casa do meu pai e poder jogar no emulador de SNES dele... Sou um lixo em Street Fighter mesmo :3 (Eu sou ruim em Street Fighter e sou boa em Mortal Kombat. Explica essa, Ateus!) Parece valer a pena, de qualquer forma... Ei, e eu já tenho um jogo pra jogar quando ganhar meu 3DS <3 (Ou 2DS, dependendo do caso)

    Aaah, eu já ouvi falar dessa história da Samus. BABADO, ROSA XICRETE. O_O Ela é linda, gente <3 E tem tetas... Canas aprova muito fortemente isso. PWÃ PWÃ HAHAHA! Dizem que é um ótimo jogo... E eu vou acreditar. Só podia ser a Nintendo mesmo <3

    SAYO!

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  4. Isso Ender! Fique viciada em Metroid e junte-se ao clube :< s2
    Hey...vc vai ganhar um 3ds?Seria uma pena se...vc morasse perto da minha e eu fosse todo dia lá :<
    WV

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