Posted by : CanasOminous Mar 28, 2014

Ilustrações feitas por Nyx.

O corredor vazio conservava-se silencioso. Ecoavam distantes os sons de gritos e aplausos da plateia eufórica que já podia ser ouvida em algum lugar distante. Não sabia exatamente onde, mas ao fechar os olhos podia imaginar. Estava ansioso para começar, e dessa vez só precisava abri-los para estar lá.
Até aquele momento, sua jornada havia sido feita repleta de boas companhias. Seu irmão, seus amigos, família, rivais, e até mesmo fãs e admiradores. Mas, a partir dali, teria de confiar em suas próprias habilidades e na de seus Pokémons.
Luke encarava sério a imensa porta de metal em sua frente. Havia derrotado todos os seus adversários na Liga Pokémon e garantido o posto como vencedor da competição. Encontrou-se pensando em cada etapa de sua vida nos últimos anos, como quando derrotara Roark na cidade de Oreburgh, um dos jovens líderes de ginásio que mais tarde viriam a tornar-se um de seus melhores amigos. Esperava que ele estivesse lá assistindo, e gostaria de poder agradecer pessoalmente cada um que tirara algumas horinhas de seu dia só para ir vê-lo.
Imaginava se os outros líderes também estariam lá. Cheryl e Gardernia; Maylene e seu segurança Gerard; Wake e sua maravilhosa filha, Marine, será que algum dia ela iria perdoá-lo? Byron, Candice, Volkner... Seus pais também estariam ali? Era claro que estavam, não perderiam aquilo por nada. O mundo não perderia. Era um evento histórico de vital importância em sua vida para ser deixado de lado.
Seus dedos se mexiam a todo instante, fechando o punho ocasionalmente num movimento eufórico que continha seus músculos. Todo seu corpo pulsava, ele suava antes mesmo de começar. Sua mente pensava em tudo que ainda iria passar, e se de fato conseguiria sair inteiro dela.
Luke levou a mão ao bolso com o intuito de procurar seu estojo de insígnias que revelavam todas aquelas lembranças, porém, notou que o acessório não estava ali.
— Maldição, eu jurava que tinha deixado aqui...
O rapaz virou-se e olhou para seu Garchomp que fingia disfarçar. Luke virou-se para ele e deu um soco leve no ombro do dragão, sorrindo na sequência.
— Tá certo, companheiro. Decidiu voltar a guardá-las como fazia antigamente? — disse o jovem treinador com uma risada. —  Está na hora delas voltarem a ficar comigo. Devolve.
O dragão abriu a boca repleta de dentes e Luke observou seu estojo ali dentro, todo cheio de baba, mas ao menos suas insígnias estavam intactas. Todas brilhando.
— Puxa, obrigado — Luke respondeu irônico, recuperando seu objeto ainda que com um pouco de receio. — Sabe como é, eu queria ver essas insígnias só porque elas me dão segurança. É engraçado pensar como não servem para mais nada agora que sou o vencedor da Liga, elas não passam de... um monte de broches coloridos.
O rapaz segurou a insígnia do farol, recebida de Volkner, e por um instante todo o vislumbre daquela batalha passou por sua mente. Luke suspirou, sentindo em seu coração um acolhimento reconfortante.
— Será que um dia alguém vai se lembrar da minha história? — Encontrou-se rindo ao pensar. — São tantas aventuras que eu acho que deveriam escrever um livro sobre a minha vida, já estou até imaginando o título da minha autobiografia.
O dragão praticamente o ignorava quando pôde ouvir:
— E a propósito, eu te contei que encontrei a Titânia ontem, depois dos nossos treinos?
Agora o Garchomp o observou, interessado.
— Pois é, ela disse que estará nos esperando lá em cima, então vamos dar o nosso melhor para encontra-la e não desapontá-la em momento algum.
Um sinal soou pelos corredores vazios, e Luke viu uma lâmpada em sua frente mudar de cor para um tom azulado. Era o sinal de que ele poderia finalmente entrar.
Os dois respiraram fundo.
— Preparado? — Luke estalou os dedos.
O dragão rugiu e preparou suas garras como se fossem lâminas.
A porta de metal abriu-se, revelando ali um elevador sem paredes e com luzes que piscavam no chão. Luke e seu Garchomp deram o primeiro passo, mas se assustaram ao vê-lo subir tão depressa. Aparentemente o evento seria realizado em um lugar muito alto, talvez o pico do castelo mais esplendoroso da ilha da Elite, esperando que o desafiante chegasse depois de seu devido preparo.
Os dois mais uma vez trocaram olhares, mas nenhum deles disse nada. Nem precisavam.
Conforme a velocidade foi diminuindo, os gritos aumentavam. Luke respirou fundo e olhou para cima. Fechou o punho. Ergueu o braço para o alto e sorriu mais uma vez ao imaginar que as pessoas logo estariam gritando o seu nome. Nunca se cansaria daquilo.
Sentia-se como se estivesse no topo do mundo, e certamente estava. Muito além de onde o céu alcançava, e até mesmo do que as demais pessoas acreditavam que ele chegaria.
— Está na hora de nos tornarmos campeões.

O elevador parou e anunciou a sua chegada. Todos o aplaudiram e os narradores fizeram as devidas apresentações, mas Luke fervilhava de ansiedade para começar logo tudo aquilo. O local estava tão cheio que ele mal conseguiu encontrar seus amigos, nenhum deles. Queria ter encontrado Lukas para agradecer por todo o apoio do irmão, ou até mesmo Dawn só para olhá-la bem fundo nos olhos e dizer algumas coisas que estavam guardadas, mas não havia sinal deles.
Imaginou por um instante se todas aquelas pessoas estavam ali só para vê-lo cair. Será que estavam ansiosas por mais um showzinho da Elite? Queriam ver humanos e Pokémons se destruírem até que somente um ficasse de pé, ou talvez ali por laços familiares, quem sabe por simplesmente não terem o que fazer? De qualquer maneira, ali estavam, e queriam o seu espetáculo.
— Então, vamos dar um espetáculo à elas.
Enquanto os narradores faziam as devidas aparições, a mente de Luke continuou distante e completamente perdida do assunto. Ouviu seu nome ser repetido um monte de vezes, mas não estava a fim de ouvir a mesma baboseira de sempre. Queria mesmo era saber onde estariam seus oponentes. A Elite dos 4 se preparava para defender o campeão, Ike Smithsonian.
Seu Garchomp fez um grunhido baixo, e o rapaz o olhou.
— Ele está chegando, não é?
O narrador fez o primeiro anúncio, e o rosto de um rapaz apareceu nos telões do estágio. As arquibancadas vibraram, e o protetor da primeira casa surgiu vestindo suas roupas em tons púrpuros, chapéu na mão e microfone na outra.
— Eu sou Theo, especialista em Pokémons Poison-type. Sou o membro mais recente de nossa Elite, e serei o defensor da Primeira Casa nesta disputa.
Luke acenou com a cabeça, fazendo um cumprimento.
Sem dizer-lhe mais nada, seu Garchomp fez um rugido tão alto que toda a Liga estremeceu.
Fogos de artifício foram liberados dando início ao espetáculo de cores e luzes. A lua estava a pico no céu, indicando que aquela noite seria inesquecível. Não sabia direito o que pensar, mas afinal de contas, pra que deveria? Luke Wallers estava ali para batalhar, e se era um show que a plateia pedia, então teriam a honra de testemunhar o melhor deles. 

Pokémons P.O.V. Point of View

O primeiro adversário da Fire Tales seria a guilda Chernobyl, liderados por Tashiki, a Arbok de Theo. Não importava o quão próximo estavam de alcançarem seus sonhos, Aerus sabia bem que estava para entrar em um campo minado e que não conseguiria sair dali sem perder algumas coisas que eram importantes demais para ele.
Assim como qualquer outra batalha, cada integrante teria de entrar na competição sem a garantia de que poderiam retornar. Ninguém de fora tinha a autorização de interferir, a batalha contra os Remarkable Five tinha suas próprias regras, absolutas e inalteráveis.
Os membros da Fire Tales sabiam o quanto a vitória era importante para o jovem Luke, mas agora que estavam ali, frente a frente com o destino. Temiam que ele não fosse exatamente do jeito que haviam planejado, mas iriam encará-lo frente a frente mesmo assim.
— Esperamos muito tempo por isso, não é mesmo, Aerus? — indagou General com toda sua pompa, vendo seu companheiro tão diferente do dragãozinho impertinente que conhecera quando entrara na guilda.
— General, você já parou para pensar se... no fim das contas, este não é o nosso sonho?
— O que quer dizer com isso, meu caro? — indagou o militar.
— Nós vivemos, treinamos, lutamos. Somos Pokémons, somos guerreiros. Fazemos de tudo por nossos treinadores, e aqui estamos. Será que no fim das contas esse é simplesmente o fluxo de nossa vida, e alguma força superior já traçou assim? Ou porque realmente desejamos?
— Você quer mesmo explicar o sentido de toda nossa existência há poucos minutos do início de nossa guerra? — O Dusknoir riu. — Certamente não é uma boa hora para isso, meu caro.
— É. Tem razão. Melhor não pensar, e simplesmente fazer. Acho que eu penso melhor com os braços — Aerus estalou seu pescoço e sorriu. — Vamos entrar lá e detonar todo mundo.

Aerus e seus companheiros entraram na arena onde seria feita a batalha contra a Chernobyl, a guilda da radioatividade. Toda a Fire Tales estava presente, porém, somente 12 deles teriam permissão de batalhar, os 12 integrantes de Luke Wallers. Watt olhava para Aerus, desejando com todas as forças do universo que seu companheiro saísse dali com vida. Eva temia por Chaud. Karl, Al Capone e Lyndis preocupavam-se com Sophie. Milena sentia um aperto no coração por Coffey e Mikau, e sabia que aquilo não terminaria nada bem. Dentro da própria equipe General pensava em como seria capaz de defender sua querida Glaciallis se a um dado instante ele caísse em batalha, e como Jade e Yoshiki comportariam-se tendo que enfrentar uma velha conhecida como Tashiki.
Nenhum deles tinha bons pressentimentos daquela luta, e quando falavam com seus companheiros, vinha a aterrorizante sensação de que seria a última vez que os veriam. Todos organizavam-se em pequenos grupos, e conversavam como se quisessem dar esperança a si próprios.
— Não fique triste por nós, meu querido — disse Wiki em direção do pequeno Marco. — Quando tudo isso terminar, vamos juntos dar uma festinha só nossa!
— Minha filha, sei o quanto você ama o Chaud, mas você tem de me prometer que irá comportar-se e não invadir o campo de batalha na pior das hipóteses! — continuou Milady para sua pequena Espeon. Uma mãe nunca consegue deixar de preocupar-se com suas crias.
— Sophie, vá lá e dê tudo de si, capisce? Nós detestaríamos ter de ficar sem a nossa enfermeira nas Casas de Cura, — disse Al Capone com um sorriso — e também sem uma grande mulher que sentirei tanta falta quando a noite se aproximar.
Os membros da Chernobyl faziam suas devidas apresentações do outro lado, mas nenhum membro da guilda dos Contos de Fogo se importavam muito com aquilo. Haviam tido tanto tempo para conversar e rir com seus amigos, e por que agora sentiam que faltara tempo para tudo aquilo? Era um vazio muito grande em seus corações.
— Milena, eu gostaria de ter passado mais noites com você — admitiu Mikau.
— Aerus, dê o seu melhor lá em cima, não me desaponte — continuou Seth.
— Chaud, eu sei que você não vai cair. Você é a Defesa, jamais poderá cair, jamais será derrotado — dizia Eva sorridente, tentando esconder todos seus temores mais profundos onde não pudesse mais encontra-los. A pequena Espeon abraçava seu parceiro com força e mantinha-se ainda mais forte para não demonstrar as emoções. — Eu sei que você não vai, eu sei.
— General, você foi o homem mais importante em minha vida, e deu um sentido para que eu me mantivesse viva nessa existência conturbada. Por favor, por favor. Volte para mim — implorou Glaciallis, abraçando seu homem.
O sinal soou, e dessa vez era a hora da Fire Tales organizar-se no campo de batalha, selecionando cada integrante que participaria daquela luta.
Watt olhou para Aerus e segurou em sua mão.
— Você vai ganhar?
— Vou detonar todo mundo, vou chegar lá em cima vitorioso e acabar com qualquer um em meu caminho, para que todos nós possamos sair daqui juntos mais uma vez, beleza, irmãozinho? — Aerus acenou com um sorriso.
E ali estavam eles, no topo do mundo.

Aquela luta não seria nada como o Torneio das Guildas. Era um momento em que cada um dos lados estava disposto a proteger os seus ideais, custe o que custasse. Aerus sabia disso, e talvez por este mesmo motivo preparou-se como se marchasse em direção da guerra. Sabia o quanto repetira aquilo para todos os seus amigos, mas fora necessário. Eles entravam em uma guerra de humanos, e nas guerras muito se aprende e muito se leva, mas todos perdem alguma coisa.
Uma mulher de corpo escultural e cabelos emaranhados foi em direção dos desafiantes prestar-lhes os devidos cumprimentos. Ela vestia um kimono básico com imagens desenhadas, e na outra mão trazia um cigarro. Tragou fundo e soltou a fumaça no ar.
— Meu nome é Tashiki, sou a guildmaster da Chernobyl, e responsável por defender a Primeira Casa. Não esperem que peguemos leve, e se me permitem dizer, preparem-se para o pior.
— Daremos o nosso melhor — respondeu Aerus, esperando encerrar ali aquela conversa.
Naquele instante, uma gosma roxa surgiu no chão e foi tomando forma humana bem diante deles. O dragão recuou um passo, enquanto General franziu o cenho e temeu que aquele inimigo fosse exatamente que ele esperava.
O militar trocou olhares com Chaud, e uma voz rouca e assustadora pôde ser ouvida.
— É de conhecimento de vós que muitas vezes um guerreio não regressa com vida para tua casa, correto? Não estamos mais entre crianças, meus caros. Estamos aqui para lutar e morrer, e assim o faremos. Espera-se que estejam mais do que preparados para isso.
A gosma roxa tinha assumido uma forma contorcida, exalando um cheiro horrível que afastou todos os demais. Tashiki manteve-se quieta, sem demonstrar reação alguma. O monstro ergueu-se ereto, cruzou os braços e encarou todos como se fosse uma criatura superior aos demais.
— Atômico — disse General. — Enquanto alguns guerreiros perdem a vida tão preciosa, já aconteceu de outros tantos recuperá-la, mesmo depois da morte. Creio que eu você tenhamos passado pelo mesmo.
— Certamente — continuou Chaud, olhando para aquele inimigo em comum de ambos os guerreiros. — Você devia estar morto.
— Devia? — O monstro riu. — Ao fim desta guerra, veremos qual de nós deveria estar vivo.
Os comandantes da batalha retornaram para seus devidos postos, até que Chaud comentou:
— Derrotar este sujeito de novo não será fácil.
— Você ouviu o que ele disse? Que acha que alguns de nós podem morrer nessa batalha — rugiu Aerus, enfurecido. — Quero que saibam que eu não vou permitir que nenhum de vocês morram, ouviram? Nenhum. Se isso acontecer, eu vou até o inferno para buscar vocês, e não estou brincando, o Beliel está aí para provar.
— Não se preocupe, eu cuidarei dele — assentiu General sem olhar para trás, mas sabendo que Atômico o encarava com uma voracidade mortal.
Do outro lado, o primeiro adversário tinha sido escolhido. Quando Chaud e os demais chegaram ao seu campo, não esconderam uma ligeira surpresa ao ver um sujeito esquelético e de costas curvada. Sentiam que já o tinham visto em algum lugar... mas onde tinha sido mesmo? Ele tinha uma armadura leve, mas por baixo dela com toda certeza escondia jogadas perigosas e traiçoeiras. Tinha olheiras profundas, e quando encarou o ferreiro chegou até a esconder-se.
— Quem é aquele? — perguntou Eva, por ironia do destino.
— Um Drapion. É o homem que a sequestrou quando você nasceu, minha pequena. O nome dele é Doirakem — respondeu Chaud, voltando-se para seu comandante. — E se me permitir, Aerus, eu gostaria de ser o primeiro guerreiro a representar a Fire Tales nessa batalha.
Ele nem precisou esperar uma resposta. Chaud carregou o seu escudo e marchou em direção da batalha.
O telão lá no alto exibia de perto os dois primeiros guerreiros de uma batalha de três que certamente seria uma das mais surpreendentes daquele ano. Tudo estava liberado. Diferentemente do Torneio das Guildas, naquela batalha tudo era permitido; nocaute, envenenamento, deixar a arena principal, tudo. Não havia absolutamente nenhuma regra que os salvasse das mãos famintas de Giratina e seu mundo reverso, e justamente por isso os Pokémons a temiam tanto.
Doraikem enfiou as mãos no bolso e caminhou para seu encontro. Ele com toda certeza lembrava-se de Chaud, ou não teria ficado tão eriçado quando o avistou como seu oponente.
— O salvador de criancinhas decidiu aparecer novamente — disse Doraikem, cínico.
— Eu é que estou surpreso por vê-lo aqui. Pensei que tivesse retornado para os esgotos de onde veio — disse o Bastiodon. — Como conseguiu convencer uma guilda de tão alto nível como da Elite a aceitarem seus serviços?
— Um pouco de persuasão e mentiras, e eles pagam bem. Não importa o que aconteça comigo ou como entrei aqui, pois aqui estou. E acredite, eu sou a pior das ameaças que você encontrará nesse lugar.


Não houve mais tempo para preparos ou cortesias. Ao mesmo tempo que Chaud se mantinha sério ao enfrentar Doraikem, por dentro estava queimando de ódio por tudo que aquele homem repugnante um dia fizera com Eva.
O Drapion o atacou com facas e canivetes, e a forma como investia estava claro que não se importava de ferir, estava disposto a matar. Chaud vestia sua armadura completa e não encontraria problemas em defender-se dos ataques a curta distância do inimigo, mas também não poderia vacilar. Aquele Doraikem que conhecera há tanto tempo nos pântanos da Rota 212 certamente não era mais o mesmo, pois agora carregava em seus olhos um ódio muito mais cruel.
 Night Slash! — disse Doraikem, acertando sua faca na armadura de Chaud, e não recuando mesmo ao saber que aquilo não causaria dano algum.
Chaud protegeu-se com seu escudo, erguendo-o para frente e acertando o oponente no queixo, obrigando-o a distanciar-se atordoado. Doraikem sentiu um filete de sangue escorrer de seu rosto com a pancada que recebera.
— Dureh, dureh, dureh... Você também melhorou — disse o ladrão. — E me diga, como vai a sua menininha?
O guerreiro de armadura franziu o cenho, nem um pouco disposto a permitir que seu oponente brincasse com seus sentimentos ao falar de Eva, mas Doraikem já a havia notado. Ele podia parecer um sujeito pobre e imundo, mas era um excelente observador e esperto.
— Você está cuidando bem dela? Seria uma pena se alguém fizesse mal à garota ao término dessa batalha, não acha? Não vai perdeeeeer, hein? Dureh, dureh, dureh...
Chaud investiu novamente, atacando-o com seu escudo e atirando-o como se fosse um bumerangue que sempre volta ao seu dono. Doraikem esquivava-se depressa com várias manobras para os lados, e ria de sua maneira maldosa e repugnante.
— Escute-me, se eu perder essa batalha, sinto em lhe dizer que pessoas que são importantes para você irão sofrer também. Meus companheiros irão atrás de você e de todos aqueles que você ama. O que acha de entrarmos num acordo para decidir isso? — disse o Drapion.
— Você é uma criatura imunda, e não merece minha atenção — Chaud acertou um soco no abdômen de Doraikem que urrou de dor e caiu-se no chão ajoelhado.
— V-Você é bom... Bom mesmo — admitiu. — Mas será que é capaz de proteger os outros, mesmo estando tão ocupado?
Drapion sacou três adagas e cuspiu nelas um veneno negro. O ladrão atirou-as para frente de tal maneira que Chaud percebeu que ele tinha de ser muito ruim na mira para errar daquele jeito, mas quando olhou para trás, viu que Vista defendera a pequena Eva com seu braço mecânico, perfurado por três adagas negras.
 Are you all right? — perguntou o Cavaleiro de Metal.
— E-Eu estou bem... O que houve, senhor Vista? — indagou Eva, surpresa, notando então que o braço do ciborgue estava perfurado por três adagas que escorriam um líquido pegajoso.
Eva gritou, espantada. Nem mesmo seu companheiro Tom Sawyer havia notado, mas ser ferido por uma arma daquelas poderia ser fatal.
— Cruz credo! Quando foi que nos envolvemos na batalha...?! — indagou o jovem Lucario, espantado.
Don't worry. Esse tipo de veneno não afeta o meu corpo, mas em vocês essa pequena quantidade poderia ser fatídica — respondeu Vista, trocando olhares distantes com Chaud. — Nossos inimigos agora sabem como enfrentar nossas fraquezas. Stay alert.
O Bastiodon cerrou os punhos, furioso. Dificilmente mostrava seus sentimentos, mas Doraikem gostava. Ele deu de ombros e cuspiu no chão.
— Já estou produzindo mais daquele veneno agora — disse ele com uma risada maldosa.
— Como pode atacar alguém que nem está envolvido na batalha? Você não tem honra, ou... — Chaud parou e pensou no que iria dizer. — Com toda certeza estou enfrentando um tipo de adversário diferente.
— Exato, exato! — Doraikem riu. — O que estava esperando da Elite? Que fôssemos todos honestos com vocês? Todos irão morrer nessa batalha, caro amigo! Todos vocês, ninguém vai sobreviver! Ninguém! Escute o que eu digo e arrependa-se no final, todos vocês estarão mortos!
— Você fala demais.
Chaud ergueu seu escudo e atirou-o com toda força para frente em direção de Doraikem, acertando-o em cheio. O escudo retornou para seu dono, mas o ladrão caiu no chão, agoniando pelas dores do impacto, e Chaud continuou sua onda de ataques com o Iron Head e o Stone Edge em uma sequência impressionante de fúria e pressa.
Ele o chutou para longe, e Doraikem esticou a mão para frente, gritando:
— Tenha piedade de mim, amigo!
— Você não pensou nisso quando atacou a Eva agora mesmo — respondeu Chaud, chutando-o mais uma vez na cara a ponto de fazer o homem chorar.
— Mas foi porque eu precisava, não consegue entender?! — Doraikem gritou. — Eu estou lutando aqui contra minha vontade, ou não terei dinheiro para sobreviver! Eu roubei sua criança naquela época porque era necessário, mas nunca foi por querer! Por favor, me perdoe por tudo que eu fiz, posso provar que ainda sou um bom homem!
— Você é previsível demais.
Chaud chutou-o mais uma vez, onde Doraikem permaneceu esticado, completamente destruído.
— Me perdoe, me perdoe — ele repetia, cobrindo a cabeça. — Me perdoe.
Chaud sentiu seus músculos relaxarem e caminhou em direção do homem. Doraikem continuava espremido em seu canto quando viu uma mão ser esticada em sua direção. Olhou para ela, esperançoso, e sorriu.
— Seu idiota — falou Doraikem.
O Drapion deu um salto, e sacando mais uma adaga envenenada do bolso enfiou-a na região do pescoço de Chaud onde ele notara que não haviam defesas. Glaciallis deu um grito de espanto, até mesmo Aerus colocou-se em posição de alerta, pois aquele golpe parecia ter sido fatal ao atingir a jugular. O guerreiro cambaleou pra trás. Doraikem saltitava de um lado para o outro, contente com sua astúcia.
— Dureh, dureh, dureh! Foi mais fácil do que tirar doce de criança! Quem é o previsível agora? Nem depois de todo esse tempo você aprendeu alguma coisa, moleque?
Chaud olhou para o ladrão e segurou a adaga enfiada em seu pescoço. Ao retirá-la, a arma estava entortada como se tivesse sido jogada em uma parede de ferro. Doraikem estava com os olhos esbugalhados.
— Como foi que você...
— Algumas pessoas dizem que eu tenho um coração mole hoje em dia, e creio que seja verdade. Em minha época, aprendi a não poupar e nem dar chances, mesmo ao mais amedrontado dos inofensivos inimigos. Nenhum deles era digno de misericórdia, todos deviam ser exterminados — disse Chaud. — E então, quando vim para esta geração, algumas pessoas especiais me ensinaram a ter compaixão pelo próximo, mesmo o pior deles. E não me arrependo disso.
Eva levou a mão até seu peito, agradecendo os céus por seu companheiro estar bem. Tom Sawyer abraçou sua companheira, devolvendo a atenção para Chaud que massageou a parte onde o veneno fora aplicado, como se não sentisse absolutamente nada.
— Eu lhe dei sua chance, Doraikem. E você não fez bom uso dela..
O guerreiro ergueu seu escudo e enfrentou seu oponente, acertando-o com socos e investidas como uma bola de boliche que é jogada nos frágeis pinos que nunca se dão por vencidos. Doraikem o feria em vão com suas adagas, riscando a armadura e tentando enfraquecê-lo, sem sucesso. Agora suas estratégias tinham acabado, e ele estava derrotado.
Chaud acertou um chute lateral que fez Doraikem ajoelhar-se no chão para dessa vez não levantar-se mais.
— Nós ainda vamos fazer vocês sofrerem muito, muito — disse o Drapion ofegante, cuspindo sangue. — E não apenas você, mas todos os seus amigos também, mesmo os que não participarão dessas batalhas. Todos vão chorar e lamentar até que essa guerra termine, e ninguém irá festejar no final.
Doraikem caiu para frente e Chaud o olhou com desgosto.
— É o que veremos.

Tashiki estudava cada movimento de seus inimigos, e ao seu lado Atômico mantinha-se de braços cruzados e a feição séria. A mulher tragou a fumaça de seu cigarro e a liberou, de forma que Atômico absorvesse tudo para dentro de seu corpo como se aquilo o alimentasse.
— Eles vieram com um único intuito, minha senhora — disse o Muk. — Derrubar os Remarkable Five, e serem consagrados os campeões. Nada irá detê-los, pois nem mesmo meus planos na Ilha de Ferro o impediram. Ao lado deles está Seth, o Guerreiro Dourado; Beliel, o Cão dos Infernos; Coffey, o Gigante Adormecido. Poucos são capazes de fazer frente a eles.
— E o que planeja? — indagou Tashiki, pouco interessada.
— Para que possamos derrotá-los, temos de atacar o ponto fraco de nossos inimigos. Destruir aqueles que são suscetíveis. Ouça-me, minha senhora, e podereis alcançar a vitória.
Tashiki devolveu um olhar sério.
— Isso é contra as regras do campeonato.
— Nosso nobre companheiro Doraikem também não tinha direito algum de atacar a pequena Espeon, e mesmo assim o fez. Viste como o guerreiro de armadura se desesperou? Mate os amigos, e eles serão derrotados na sequência — Atômico balançou a cabeça, compreensivo. — És a dona deste espetáculo, minha senhora. Regras? Sois vós que as criais.
Tashiki ergueu o punho e segurou o pescoço de Atômico com violência.
— Se praticar qualquer coisa fora do esperado, eu mesma te mato — ela falou. — Como você disse, eu sou a dona desse showzinho, e vocês obedecem. Estou pouco me fodendo para a merda dos outros, mas pelo menos eu sairei daqui de queixo erguido, tendo a certeza de que minha parte foi feita.
Tashiki sentiu sua mão ser envolvida pela gosma do corpo de Atômico que envenenaria e mataria qualquer um em questão de poucos segundos, mas ela não precisava se preocupar com aquilo, pois o seu veneno era mais forte.
— Como quiser — Atômico afastou-se, e todos os outros mantinham distância dele.
Antes de terminar seu cigarro, a mulher jogou-o no chão e apagou-o com um dos pés, olhando em direção da arena de batalha.
— Minha vez.
Entrando na arena, Aerus e sua equipe surpreenderam-se ao ver que a líder da guilda inimiga estaria entrando em cena antes do esperado. Tashiki não fazia parte integrante dos Remarkable Five, e mesmo sendo a mais nova integrante da Liga, era de se reconhecer que ela tinha um potencial a provar.
Com uma história desconhecida por muitos, tudo que sabiam sobre ela era que Tashiki viera dos buracos mais profundos da sociedade, onde cresceu até tornar-se um ícone como era vista hoje. Ela tinha um olhar ameaçador em tons amarelados, Aerus mal conseguia observá-los por muito tempo sem sentir-se perdido. E vestindo apenas seu roupão surrado, era claro que ela deveria ter uma velocidade impressionante.
O dragão olhou para trás ao sentir alguém tocar seu ombro.
— Keh, heh, heh... Chefe, é essa luta que venho esperando até hoje — disse Yoshiki com uma risada maliciosa.
— Você a conhece? — perguntou Aerus.
— É uma história chata e que provavelmente você não irá querer ouvir — respondeu o Toxicroak com a mesma risada, dando um pulo em direção da arena onde deparou-se com a Arbok à sua espera.
Tashiki respirou fundo ao vê-lo, e teve vontade de acender outro cigarro.
— Eu sabia que você estava no meio dessa gente — disse a mulher com um sorriso.
— Já eu me surpreendi quando a vi, pensei que tivesse morrido, ou apodrecido esquecida em algum canto. Vivendo neste padrão tão alto e diferente do que estávamos habituados, hm? Quem diria — comentou Yoshiki. — Que coincidência do destino. Voltarmos a nos encontrar depois de tanto tempo.
Tashiki tragou a fumaça de seu cigarro que já fora acendido.
— Onde está a minha garota?
— Logo ali — Yoshiki apontou em direção de Jade.
Tashiki não escondeu um sorriso de alívio, como uma mãe que já envelhecera muito e desde então não tivera notícias da filha perdida. Estava extremamente contente, mas não conseguia demonstrar, não queria que os outros reparassem, especialmente Atômico.
Acenou para Jade levemente com a mão, e a menina retribuiu.
— Ela está linda — disse Tashiki com a voz fatigada.
— Sempre foi — Yoshiki concordou.
— Você também — os dois trocaram olhares. — Eu gostaria de ter encontrado vocês num dia diferente, onde pudéssemos nos deitar em minha cama bagunçada e conversarmos a manhã toda naquele casebre bagunçado.
Yoshiki retirou sua katana da bainha.
— Eu também. Pena que agora não vai dar.
— Verdade — Tashiki respondeu, séria. — Não vai dar mesmo.



Yoshiki foi o primeiro a avançar com suas espadas a dançarem no ar com avidez, o apetite pela vitória e por memórias antigas onde tudo que ele esperava era mostrar para aquela mulher como havia crescido, como havia melhorado.
Mergulhou sua espada na lateral, e Tashiki esquivou-se como se tivesse previsto aquilo antes mesmo de começarem. A mulher acertou uma rasteira no rapaz, que, ao cair no chão, viu o rabo de uma serpente surgir por de baixo das vestes da mulher e deslizar por suas pernas, estendendo-se em direção dele como uma lança.
— Você muda de expressão quando está empolgado demais, pensei que tivesse aprendido a controlar melhor seus sentimentos — disse Tashiki.
A cauda de serpente mergulhou em direção de Yoshiki que teve de rolar para o lado para não ser acertado, e por mais que ambos os lutadores fossem do tipo venenoso, sabia que aquelas toxinas poderiam machucá-lo bastante e comprometer seu rendimento na batalha.
Yoshiki guardou sua katana com pressa na bainha, e fazendo um movimento rápido com as mãos conseguiu acertar uma sequência de socos em Tashiki, de forma que a mulher tivesse de defender-se para não sair ferida.
Ambos eram velozes, e da mesma maneira que as espadas de Yoshiki cortavam a cauda que se remexia com velocidade também era ferido como uma lâmina. O rapaz ativou uma faca oculta na manga de seu kimono e partiu para o contato direto, trocando golpes com Tashiki que utilizava-se de chutes para afastá-lo.
— A velocidade está decente, seus braços parecem mais fortes. Até que o tempo te melhorou, mas só um pouquinho — disse Tashiki. — Diga-me, como foi que encontrou o seu lugar em uma guilda como a Fire Tales?
— Eles nos acolheram — disse Yoshiki ofegante, esquivando-se de uma investida. — Eles apresentaram a oportunidade e nos aceitaram como éramos. Perdoe-nos, Tashiki, mas tivemos de abandonar sua casa para tentar iniciar uma vida melhor.
— Não se preocupe, eu não gostava daquele lugar mesmo — ela respondeu, impedindo Yoshiki de feri-la com sua espada usando suas próprias mãos. — Eu costumo pensar o que teria acontecido conosco se eu não tivesse aceitado o convite para a Chernobyl naquele dia.
O Toxicroark hesitou por um instante.
— Acho que nós ainda estaríamos todos juntos. Lutando um ao lado do outro. Eu, você, e a Jade.
Tashiki revelou um sorriso em seu rosto alterado.
— Não dá pra voltar no tempo e acertar esses erros, né?
Yoshiki riu.
— Não. E mesmo assim, aposto que você não mudaria nada.
— Mesmo depois de tanto tempo, alguém me conhece melhor do que eu esperava — admitiu Tashiki, surpreendida. — Eu só iria me certificaria de levar vocês dois comigo, e dessa vez, eu não os largaria por nada.
Eles continuaram a batalha com suas armas em mãos. Era impossível acertar Tashiki que se rastejava no chão como uma serpente, enquanto Yoshiki ficava cada vez mais eufórico conforme a luta prosseguia. Ele parecia preocupado com algo, ou estaria mais nervoso do que qualquer um por lutar contra alguém como Tashiki, uma mulher que o acolhera quando o mundo lhe dera as costas.
— Ela está nos olhando — Yoshiki falou, sem tirar os olhos de sua adversária.
Tashiki olhou para Jade.
— Vocês cresceram tanto...
A cauda da serpente acertou uma das pernas de Yoshiki, fazendo-o tropeçar e diminuir a velocidade. A mulher olhou em direção de Jade que segurava as mãos contra o peito e guardava na feição todos os medos e prantos que sentia.
— É uma pena que tenhamos de terminar desse jeito.
A cauda da serpente mais uma vez saiu de baixo das vestes da mulher, erguendo-se num rebolado rítmico e mirando em seu adversário. Yoshiki ainda sofria pelo golpe que levara na perna, com uma investida o rapaz teve seu ombro acertado, e na mesma velocidade Tashiki correu para segurar-lhe a garganta, erguendo-o para o alto.
— Yoshi-kun!! — gritou Jade, desesperada.
— Acho que me enganei. Você continua fraco — disse Tashiki, desapontada. — Como foi que chegou até aqui, virando-se nesse mundo caótico sem a minha ajuda? Pensei que o fato de eu tê-los abandonado lhes ensinara alguma coisa, mas pelo visto deu na mesma.
— É v-verdade — respondeu Yoshiki, tentando segurar a mão da mulher que apertava sua garganta. — Quando você nos abandonou, eu tive muita raiva de você. P-Pra ser bem sincero, eu queria te matar.
Tashiki riu com o comentário.
— Está tendo a chance agora.
— P-Pelo bem da Jade, eu dizia que um dia iríamos nos ver novamente, mas nunca coloquei muita fé... E agora, dói em mim imaginar que tenhamos nos encontrado dessa maneira.
— Essas são as suas últimas palavras? — indagou a mulher.
— Não. Keh, heh, heh... — Ele riu de uma maneira assustadora. — Eu ainda nem comecei.







Vendo que Tashiki tinha sua única forma de ataque imobilizada, Yoshiki ativou uma lâmina oculta em seu manto e fez um corte no peito da mulher, de uma ponta à outra, oposta ao local onde ela já carregava uma cicatriz antiga e esquecida.
Tashiki recuou e sentiu seu próprio sangue descer-lhe pelos braços. A mulher encostou um dos joelhos no chão, mas conteve a dor e não deixou transparecer-se pelas emoções.
Jade os observava, calada. Agoniava em seu próprio silêncio, e sentia a dor de seus amigos a cada golpe. Em seu interior, ela queria gritar:
Parem! Por favor, parem com essa luta, vamos voltar para casa!
Mas agora não tinha mais como parar, e nem casa para voltar. Tinha sorte de ter os amigos, mas temia que logo eles também seriam tirados dela. Yoshiki ainda se apoiava em seus joelhos, vendo Tashiki caída no chão, derrotada. A mulher olhou para os dois jovens e devolveu um sorriso cansado.



Com a guildmaster da Chernobyl derrotada, parecia que a vitória já estava nas mãos da Fire Tales, mas os guerreiros se surpreenderam ao ouvir uma voz familiar surgir das profundezas.
— Quanta... sutileza, minha doce Tashiki. Tu não foste capaz de lutar até o fim, e nem de esperar a conclusão de seu próprio espetáculo? A melhor parte da peça ainda nem começou.
— Vá à merda, Atômico — a mulher caiu na risada, ainda deitada no chão.
Aquele monstro horrendo ergueu-se em meio ao cenário com os braços esticados e o rosto erguido. Chaud preparou seu escudo, e até mesmo Yoshiki retirou suas duas espadas esperando o pior da presença daquela criatura horripilante. Seu peito sangrava, mas provavelmente todos os membros da guilda aguardavam a oportunidade de socar a cara daquele monstro ao menos uma vez.
— Então, quer dizer que guardavas certo carinho por esta mulher — concluiu Atômico, após assistir a batalha de Yoshiki contra Tashiki.
Ela ainda estava viva, e a maneira como aquele monstro falava parecia ameaçadora e imprevisível. Tashiki ainda estava caída, se recebesse os devidos cuidados poderia curar-se de seu ferimento e voltar a batalhar muito em breve.
— Fique longe dela — disse Yoshiki, trincando os dentes.
O monstro ergueu as mãos, irônico.
— Certamente, eu ficarei.
Porém, ao abri-las, Atômico disparou uma série de gosmas envenenadas para todos ao lados, contaminando tudo ao seu redor. Yoshiki esquivou-se, mas o golpe não havia sido lançado em sua direção, mas contra todos os demais membros da Fire Tales que assistiam tudo de longe.
— Que merda é essa?! — gritou Aerus. — PROTEJAM-SE!
Houve caos e confusão. Até mesmo membros da própria Chernobyl acabaram sendo feridos pelo veneno mortal. Yoshiki ouviu um grito, e virou-se para trás para ver o que acontecera.
— G-General!!
O militar envolvia Glaciallis com seus braços fortes, mas parte de sua capa fora acertada pelo veneno que queimava em seu interior. Chaud e Vista conseguiram proteger alguns de seus companheiros, enquanto outros se desviaram com sucesso. Sophie correu para ver qual era o estado daquele envenenamento, um dos mais fortes e terríveis de toda a região.
— De novo não, de novo não! — A enfermeira repetia. — General, desde a última vez que você enfrentou este monstro em uma batalha o veneno em seu corpo não curou-se perfeitamente. Ele destrói a sua saúde, limita sua força, e voltará mais forte agora que o veneno está reagindo.
— Eu posso me virar — respondeu General, rígido. — O importante é que minha Princesa de Gelo está bem. Vá olhar os outros, rápido.
Sophie correu para atender os demais que haviam sido feridos pelo envenenamento. Yoshiki estava furioso e prestes a cortar Atômico em mil pedaços. O monstro não ria, mas ali perto alguém parecia não aguentar-se com o resultado.
— Brilhante, brilhante! Que ataque sujo, inesperado, foi fenomenal! — gritou Doraikem.
Atômico voltou-se para ele, e mesmo que os dois fossem companheiros de guilda, o Drapion sentiu um frio correr na espinha quando a criatura o fitou fixadamente, sem desviar-se.
— Tu tens um coração perverso — disse Atômico. — És perfeito.
Yoshiki estava agachado junto de Tashiki, mas por sorte o veneno que agora pairava em seu corpo não iria feri-la tanto quanto o corte que ele mesmo fizera.
— Onde você arranjou um sub-administrador desses? — indagou Yoshiki para a mulher.
— Nós não temos o direito de contestar as escolhas de nossos treinadores... — respondeu Tashiki com a voz cansada, tentando conter suas dores internas. — Tomem cuidado com ele.
Sophie atendia seus companheiros e parecia que estavam todos bem, mas quando ela passou por Jade verificou que haviam pequenos machucados do veneno em seu peito. Era irônico pensar como uma das integrantes mais rápidas não tinha conseguido se esquivar do golpe, e para não desesperar ainda mais seus amigos a garota ergueu o indicador e fez um sinal de silêncio.
— Não conte para eles. Não vamos atrapalhar a luta por enquanto — pediu a Yanmega.
— Jade, isso é sério, precisamos tratar isso antes que piore! — respondeu Sophie, preocupada.
— Eu já estou acostumada com envenenamentos, acredite. Vivi a minha vida toda com o Yoshi-kun e a Tashiki-san, então estarei curada assim que essa batalha terminar — explicou a menina. — Obrigada por se preocupar comigo, mas agora temos algo mais importante. Continue ajudando os demais, Sophie-san!
Atômico não tinha o direito de atacar os Pokémons que apenas assistiam aquela batalha, e aquilo deixou Aerus furioso. O dragão estava pronto para entrar na luta e destruí-lo por completo, mas General sabia bem como funcionavam as estratégias contra aquela monstruosidade.
— Não temos como derrotá-lo com armas normais — disse o militar.
— E o que espera que façamos? — indagou Aerus.
— Espere que ele mesmo se destrua.
Doraikem ria, e Atômico movia-se com os braços cruzados num corpo ereto e sem pernas. General deu os primeiros passos em direção do Muk. O monstro de gosma aguardara ansiosamente que aquele mesmo guerreiro que um dia o enfrentara na Ilha de Ferro retornasse para encará-lo mais uma vez.
— Eu o estive esperando, General — disse Atômico. — Pude sentir a tua dor todas as noites, pois uma parte de mim foi-se com tua presença. Não é romântico? Estivemos conectados esse tempo todo, e você me fortaleceu enquanto eu sugava sua energia um bocado de cada vez.
— Talvez por este motivo eu tenha me sentido um lixo nos últimos meses — respondeu o fantasma com uma risada. — Mas nem por isso mais limitado desde quando eu o destruí pela primeira vez. Posso facilmente repetir tal proeza.
— Não serás capaz desta vez, General. Não desta vez.
Atômico concentrou suas forças, descruzando os braços e reunindo a energia necessária da essência ao seu redor. Tashiki sentiu seu coração doer, como se todas as toxinas dos anos em que ela vivera fumando agora começassem a deixar seu corpo para atender um pedido maior.
O corpo de Atômico começou a desmontar-se. Doraikem viu que a gosma aproximava-se de suas pernas e tentou afastar-se, mas logo aquele líquido pegajoso o agarrou, e ele percebeu que não conseguia sair.
— Ei, chefe, o que está fazendo? — o gatuno perguntou, preocupado. — Chefe, chefe! Chefe!!
O líquido subiu pelo corpo de Doraikem de tal maneira que suas pernas fossem imobilizadas, e depois seu tronco começou a ser coberto até que chegou à cabeça. O homem gritava de pânico, e todos o olhavam espantados sem saber o que Atômico preparava.
 Gaaaaaah, gaaaaah!! — O Drapion gritava, e mesmo sendo um Pokémon venenoso, aquilo o feria. — Socorro, soccorro! Alguém me ajude, me tirem daqui!! Guaaaaaaaha....
Mas ninguém se moveu, e logo o corpo de Doraikem pareceu desaparecer até que não sobrasse mais nada. Chaud o olhava pasmo, não acreditando como numa fração de segundos uma criatura pudesse deixar de existir como se sua carne fosse derretida.
Atômico drenou todas as substâncias malignas ao redor, todo o veneno, a maldade e as impurezas da plateia. O público ficou apavorado quando aquela monstruosidade começou a aumentar de tamanho monumentalmente, chegando aos dez, quinze, vinte metros de altura. Fumaça e toxinas eram expelidas do corpo daquele monstro que abriu sua enorme boca horripilante e emitiu um grunhido assombroso.
General olhou para cima, e dessa vez tinha certeza que ele não seria o único alvo daquela aberração.



Luke estremeceu ao ver um Muk tão grande como seu oponente, e por mais que estivesse preparado para tudo que viesse na luta contra a Elite, aquilo era uma novidade.
— E o que seria isso agora? Um Mega Muk? — O garoto tentou forçar um sorriso, mas estava nervoso demais para brincadeiras.
Foi por este mesmo motivo que o Doutor Marshall levantou-se de sua cadeira no mesmo instante, sabendo que aquilo não terminaria bem. Era claro que não era um Pokémon, e sim, um fruto da desgraça humana. O próprio Theo parecia não exercer controle da criatura. Walter e Glenn também assistiam ao espetáculo quando Marshall virou-se para eles e ordenou:
— Evacuem todos da Liga. AGORA!
Um alarme soou, e as pessoas começaram a se desesperarem. O monstro não tinha olhos, mas parecia ouvir os sons de pânico ao seu redor, e aquilo o alimentava. Ele ergueu um dos braços e destruiu um dos telões principais que mostravam o espetáculo. Pessoas começaram a correr por todos os lados e muitos outros Pokémons saíram de suas pokébolas para ajudarem na demanda de proteção.
O próprio Walter ergueu-se e agarrou a pokébola de seu Salamence.
— Senhores, protejam todos que puderem, essa apresentação não pode terminar em tragédia, ou este evento irá repercutir em todo o mundo.
— Mas Waltão, e como ficam os ingressos? Seu filho está aí, você irá interromper a batalha mais importante da vida do seu filho! — gritou Glenn Combs.
— Não irei. A diferença é que muitas pessoas vieram até aqui, mas somente as melhores ficarão para conferir o espetáculo de verdade — o homem sorriu. — Agora corram, se dispersem, e reúnam toda a ajuda de líderes de ginásio e os demais treinadores para evitarmos o pior. A batalha deve continuar!
Todos os grandes nomes da região de Sinnoh pareciam entrar em ação. Roark trouxe seu Rampardos para salvar pessoas de destroços, enquanto seu pai Byron utilizava o Aerodactyl para resgatar os que haviam ficado presos no camarote. Volkner e Riley também participavam do resgate, e até mesmo Lukas e seus amigos usaram seus Pokémons para ajudar as pessoas que corriam para todos os lados em pânico. Erick trouxe a sua Kingdra Shiny para controlar o fogo e limpar o veneno que começava a corroer o chão, reunindo ali um poderio suficiente para destruir qualquer coisa, os treinadores mais poderosos das últimas temporadas. Era difícil descrever o que acontecia, e por mais que quisesse ajudar, Luke continuou sério, encarando aquela monstruosidade em sua frente com apenas seus Pokémons ao seu lado. Ele sabia que aquela batalha em especial seria diferente, e que acabaria requerendo muito mais de si como um treinador do que qualquer outra.
          Sua guerra estava apenas começando.

      

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  1. q imagens, seria dahora todos os episodios desse jeito, tipo passar os capitulos pra manga =P

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  2. Canas! Puta que pariu, que capítulo bom!
    As imagens ficaram ótimas, parabéns NyX >.<. É muito interessante, realista e foda!
    Yoshiki é um personagem bom, que tira a dor sem se preocupar, um psicopata que joga do lado do bem, de fato. Tashiki é muito boa como antagonista também. É uma puta interessante (como Bellatrix, de Harry Potter). e você fez um uso enorme do Pokémon P.O.V, hein?
    A primeira parte do capítulo, entre as "feelings" de Aerus (Garchomp) e Luke me lembrar muuito Solucco e Night Fury (Fúria da Noite), de "Como Treinar o seu Dragão 2" e ah, ficou marcado. O dragãozinho e o humana que traçam a sua vida juntos. Interessantemente peculiar. Vale lembrar que a batalha de Aerus só o aguarda xD.
    A escrita é muito boa, como sempre, e me deu vontade de escrever fantasia (e acabei criando uma fanfic aleatória de Pokémon de aventura em minha cabeça o.O), ah impecável.
    Enfim, parabéns (não tenho muito tempo para escrever >.<) pelo capítulo e que continue assim! Espero pela continuação e por sinal, ótimo suspense no final.
    See ya.

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  3. AI MEU CORAÇÃO, AI MEU CORAÇÃO, AI MEU CORAÇÃO Ç_____________________Ç NÃO TO PREPARADA, MAS TO TÃO PREPARADA, E AI, ISSO NÃO VAI PRESTAR, SOCORR
    Enfim (voltando aos antigos reviews que comentam cada frase, yep)
    E, bem na hora em que o Luke está de frente para a fatídica porta que o separa da Elite, a playlist cai em uma das músicas que mais me arrepiam de todas. Santos céus <3
    O Aerus voltando ao velho hábito de guardar as insígnias do treinador.... To imaginando ele chegando com esse porta-insígnias na mão cheio de baba AHEAUEHAUEHAUEHUEHAUEHAEUAHUE
    — Será que um dia alguém vai se lembrar da minha história? > ah, vão, acredite em mim (nem tanto por você, sinto lhe informar -q) > — São tantas aventuras que eu acho que deveriam escrever um livro sobre a minha vida < ou uma fic :v tá, chega de zoera -q
    Tih <3 <3 )
    Ergueu o braço para o alto e sorriu mais uma vez ao imaginar que as pessoas logo estariam gritando o seu nome. Nunca se cansaria daquilo. > E tem como? Até o mais modesto não consegue não ficar feliz com isso, auto-estima todos tem e precisam de injeção de animo ~
    Muito além de onde o céu alcançava, e até mesmo do que as demais pessoas acreditavam que ele chegaria. > Essa última, essa dá a melhor sensação da vida <3
    Sem dizer-lhe mais nada, seu Garchomp fez um rugido tão alto que toda a Liga estremeceu > Deu pra ouvir daqui, se duvidar <3
    Aerus sabia bem que estava para entrar em um campo minado e que não conseguiria sair dali sem perder algumas coisas que eram importantes demais para ele > STAHP IT RIGHT THERE Ç_Ç
    a batalha contra os Remarkable Five tinha suas próprias regras, absolutas e inalteráveis > ......... oh shit. not good. not good. NOT GOOD AT ALL Ç_Ç
    Aerus filosofando em plena tensão pré-batalha, ai ai :v
    Aerus estalou seu pescoço e sorriu. — Vamos entrar lá e detonar todo mundo > Esse é o Garchomp que eu conheço! VAMBORA /O/
    Nenhum deles tinha bons pressentimentos daquela luta, > STAHP Ç_Ç < e quando falavam com seus companheiros, vinha a aterrorizante sensação de que seria a última vez que os veriam > STAHP STAHP STAHP Ç_______Ç
    — Milena, eu gostaria de ter passado mais noites com você — admitiu Mikau > MORTA MORRIDA, NÃO DIZ ISSO COMO SE FOSSE UMA DESPEDIDA, TU VAI SAIR DAÍ E FICARÁ COM ELA E DEIXARÁ MEU CORAÇÃOZINHO DE SHIPPER FELIZ (PLMDDS POR FAVOR Ç-Ç )
    — General, você foi o homem mais importante em minha vida, e deu um sentido para que eu me mantivesse viva nessa existência conturbada > MORTA MORRIDA PARTE DOIS ASKDAKSDAKSDKSADKASDKASKDAKDSK SOS
    EU REALMENTE TENHO UMA PÉSSIMA SENSAÇÃO VENDO ESSAS FALAS COMO SE FOSSEM DESPEDIDAS Ç______________Ç
    — Vou detonar todo mundo, vou chegar lá em cima vitorioso e acabar com qualquer um em meu caminho, para que todos nós possamos sair daqui juntos mais uma vez, beleza, irmãozinho? > AMÉM
    Tashiki <3 Por favor, saia viva, e não mate ninguém ç_ç E quanto ao Atômico, sua praga, espero que tenha uma morte dolorosa u-u
    Quero que saibam que eu não vou permitir que nenhum de vocês morram, ouviram? > ............. e todas as vezes que ouvi isso (ou algo parecido) alguém morreu. NOPE NOPE NOPE Ç_Ç
    DOIRAKEM AEHAUEHAUEHAEUAHEUHEUAEHUAEHUAEHAUEHUAE OH THE IRONY, ÀS VEZES ATÉ GOSTO DO DESTINO
    Mano, que cara nojento, tentando "negociar" pro Chaud entregar a batalha e----e
    PQP, QUANDO DISSE "TUDO TÁ LIBERADO", NÃO ACHEI QUE VALESSE ATACAR QUEM NEM ESTÁ NA BATALHA E___E SÉRIO QUE ISSO VALE? EVA É DA EQUIPE DO LUKAS, NEM DEVERIA ESTAR LÁ, E VALE ATACÁ-LA??
    TAQUIPARIU, COMASSIM ELE FEZ ESSE MIMIMI TODO DE FINGIMENTO, QUE CRIATURA MAIS NOJENTA E_________E ESPERO QUE O CHAUD ESQUEÇA DA BONDADE NO CORAÇÃO DELE POR UM MOMENTO E TE MATE, COISA DESPREZÍVEL U-U
    — Eu lhe dei sua chance, Doraikem. E você não fez bom uso dela. > BEM FEITOOOOOOO

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  4. Ai céus, o Atômico falando pra Tashiki pra usar da mesma tática do Doraikem........ (claro que ela não aceitou, ela sabe o que significa honra u-u ) Estou com medo de ele mesmo atacá-la por ela não ter acatado a ideia......
    ELA ENTRANDO TODA DIVA NO CAMPO DE BATALHA <3 E o Yoshiki logo dando um challenge accepted, ai ai....... por favor que nenhum dos dois se machuquem por favor pela Jade ç___ç
    Ela sorrindo por ver a Jade, ain <3 <3 (não sei se meu coração tá feliz ou triste por causa da ocasião do reencontro, help (e to com medo do Atomico atacá-la para baixar a defesa tanto do Yoshiki quanto da Tashiki, help² ç_ç ))
    Eu gostaria de ter encontrado vocês num dia diferente, onde pudéssemos nos deitar em minha cama bagunçada e conversarmos a manhã toda naquele casebre bagunçado > THIIIISS Ç_Ç
    TAQUIPARIU, A IMAGEM DELA SE LEMBRANDO DE QUANDO MORAVAM JUNTOS LOGO ANTES DE ENTRAR NA BATALHA, MORRI Ç______________Ç
    Tashiki falando sobre como seria se ela não tivesse aceitado o chamado da guilda, ai ai ai <3 )
    Mas agora não tinha mais como parar, e nem casa para voltar. Tinha sorte de ter os amigos, mas temia que logo eles também seriam tirados dela. > E É AQUI QUE A ANNE DESABA Ç_________________Ç
    O YOSHIKI FALANDO POR QUE NÃO A MATOU, EU QUE MORRI AGORA, SOCORR
    ATÔMICO TEU FELODAPUTA, QUERO A MORTE MAIS DOLOROSA POSSÍVEL PRA TU U______U (e por um terrível momento eu achei que ele tivesse mirado na Tashiki, god damnit)
    Ai não. AI. NÃO. NÃO NA JADE, NÃO NA JADE Ç__________Ç (e ela ainda diz "pode deixar que vou ficar bem!" NINGUÉM QUE DIZ ISSO FICA BEM Ç___Ç SOPHIE, NÃO ESCUTA ESSA PIRRALHA, VAI CUIDAR DELA, PELO AMOR DE ARCEUS Ç_Ç )
    pois uma parte de mim foi-se com tua presença. Não é romântico? > Não, isso é absolutamente nojento ç_ç ai, mano, realmente não to com bom pressentimento dessa luta ç_ç
    ............ eu sabia que não tinha sido boa coisa quando o Atomico falou que o Doraikem era "perfeito" e------e
    mano, eu realmente to me perguntando que tipo de magia negra FT vai ter que usar pra destruir essa coisa :'D
    AH MAS TÁ DE SACANAGEM QUE SÓ SEMANA QUE VEM VOU DESCOBRIR COMO ISSO FICA, MAS VÁ TE CATAR, CANAS Ç___________Ç

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  5. OH GOD! OH GOD! OH GOD!
    Nossa, depois que vi que ia lançar hoje cinco da tarde, reservei parte de meu dia para a preparação pro capítulo. Tinha de encontrar um canto bom para sentar, separar um suco bom, comer antes, ir no banheiro antes, tudo. Preparação mental também, obviamente. kkk
    Nossinhora, Canas chegou chegando, destruindo o mental de todos com esse capítulo super-mega-hiper-megazord-truper-giga-tera-fodástico. A ideia do mangá ficou mais foda ainda! Juntou as imagens perfeitas com o texto foda e, juntos, viraram uma obra-prima à parte. Parabéns. Arrisco-me a dizer que valeu a espera. kkkkkkk
    Mas que não tenha muito mais espera. kkkk
    Yoshi-kun, você é foda. Você é destruidor. Você já tinha ganhado meu coração quando começou a ensinar a química (linda), mas aí vc virar um ninja, cheio dos venenos e destruidor de Arboks fodástico, já é demais. kkk
    Tashiki, te amo. Só isso. kkkkk
    Chaud, meu caro, fez bem. Podia ter até matado o Doraiken, mas acho que uma porrada bem dada já fez efeito. Mas até eu fiquei com dó do retardado, malévolo e escroto Doraiken, quando foi engolido pelo Atomico. Mas fazer o que, né? kkkk
    Theo, controle seu Muk. Ele é o ser mais destruidor (não no bom sentido), sendo malvado, sem-coração e, além disso, usa o "tu" e o "vós". Nem o Chaud que é o guerreiro ancestral usa isso, logo assumo que a poça de gosma só faz isso para aparecer. Logo, General, destrua a raça dele. Defenda a Glaciallis (que ainda vai dar uma coça no presidente, mostrando que ela sabe destruir também kkk), e destrua essa lama tóxica sem dó. Faça ele se arrepender de ter cruzado seu caminho novamente. Faça ele se arrepender de ter feito você envenenado. kkk
    A, agora é recado pro Canas (Nicolete): ouse fazer algo de mal à Jade que você se arrependerá também. kkkk! Essa Jade é a menina mais destruidora, rápida e foda, e acredito que foi atingida só pq tava preocupada com seu amigo e sua mãe. Logo, não ouse fazer nada. Ela é linda (e ficou linda de maria-chiquinha tbm).
    Nyx, vc é foda. (objetivo, simples e sincero kkk).
    Vou agora já na esperança de ver o próximo capítulo nos próximos três meses. kkkkkkkkkkkk! Just kidding, independente de quando vier, só de saber que virá foda já acalma minha alma. kkk!
    E já, para não perder o costume, falei demais.
    Adios,
    Moacyr

    PS: Canas, não ouse mexer com meus sentimentos. Me faça odiar mais o Mikau, já fez isso muito tempo mesmo. kkkk

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  6. Vish, que loucura! kk Vocês falam da ansiedade de vocês, mas imaginem como a criança aqui ficou esperando o relógio bater 17:00h só pra postar o capítulo pessoalmente! kkkkkk E agora ficou apertando F5 só para esperar pelo feedback de vocês. Foi muito divertido, há tempos eu não sentia essa ansiedade para compartilhar algo. E olha, não foi nada fácil esconder que estávamos preparando um mangá esse tempo todo. Como o primeiro companheiro Anônimo perguntou, sim, nós teremos cenas ilustradas em todos os capítulos e batalhas da Elite, e como eu já temos tudo preparado, digo apenas que vai ficando cada vez melhor. Desenhar o esboço, fazer o acabamento, trabalhar na arte final e finalmente organizar o capítulo não é nada fácil, e mesmo que demore, vocês podem ter certeza que um irá superar o outro.

    Agradeço imensamente pelos comentários, galera. Isso ajuda tanto eu quanto a Nyx a nos empolgarmos ainda mais para continuarmos seguindo com a história. Às vezes precisamos desse empurrãozinho pra prosseguir, então agora é só um pouquinho de paciência pra podermos ver o Atômico tomando um soco na cara daqueles que vai fazer todo mundo vibrar kkkkkkkkkkk (Acho que desde a primeira vez que ele apareceu eu estou esperando alguém chutar a bunda desse cara! Ele fala "tu" e "vós" só pra aparecer mesmo, Moa. Merece apanhar! kk)

    Obrigado pela repercussão que vocês deram, por me fazerem rir com seus surtos (leia-se Anne e Gus kk) por estarem aqui de olho no horário marcado, e simplesmente por acreditarem nisso tudo! Estamos apenas na Primeira Casa, a batalha de verdade ainda nem começou. Abração ae, meus caros!

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  7. KYAH ! COMEÇOU ! COMEÇOU !!

    E começou com tudo ! TUDO !

    A começar pelo título que faz clara referência a MEnina que roubava livros, estou certa?
    Mano, tu quis me atingir agora, quase morri quando você descreveu a facada no Chaud,tá querendo que eu chore é só falar, ok ?

    Yeah, com certeza a melhor parte foi Yoshiki versus Tashiki, comecei a amar o Yoshiki a partir de hoje. E que jogo sujo é esse, atacar pessoas fora da batalha, tá querendo morrer Drapion maldito, ataca a Eva de novo e eu te mato! Não pera, Atômico matou ele...

    Falando em Atômico... PUTAQUELAMERDAOQUEFOIISSOQUEACONTECEU?! Como assim, Mega Muk ?! Mutação genética?! Prevejo um capítulo 95 F-O-D-A e turbulento!

    De verdade, cara, ilustrações, texto, TUDO se complementou aqui! Deixou um ar de luta épica ! E...Esse é o começo do fim, né ? Pena...Canas, e se alguém da Fire Tales morrer ? É matar para não morrer agora né? VISH,FODEU!

    Enfim, excitante, aguardando o capítulo 95. Abraços e beijos !

    E, glória e sorte a Fire Tales !

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  8. Diga ae, Vanessa! Eu já li A Menina que Roubava Livros, mas não foi exatamente uma referência. Não me recordo exatamente de uma cena que falasse algo do tipo, a menos que você se refira à questão da Dona Morte e seus trocadilhos, ou a maneira fúnebre como ela fala sobre a vida de cada criatura kkkkkk Nisso o capítulo até tem algumas coisas em comum. Vamos preparar o cenário pra aí começar a matar! kk #brinks Não quero machucar os feels de vocês, já tá ótimo, por enquanto! kk

    Vou ir sempre dando esses sustinhos em vocês, quero que sintam desespero pelos personagens, quase como se eles fossem parte do Hunger Games e a chance de saírem vivos fosse quase nula kk É parte de um teste de envolvimento do leitor, eu mesmo nunca matei nenhum protagonista meu, então... Será que dá certo? Sei lá, tenho receio de tentar, mas vamos ver o que futuro nos reserva. O Mega Muk estará aí causando muito estrago antes de alguém derrubá-lo, e pode ter certeza que se o Atômico cair ele eva alguém com ele. Certamente os desenhos da Nyx deram todo o" TCHAM!" necessário, e eu adorei o resultado depois de finalizado. Apesar de todo trabalho que dá, no fim é pra se orgulhar! (:

    O próximo Capítulo ainda será o 94, mas a Parte 2. Terei que dar uma segurada nos números para não ultrapassar os 100, quero que termine num número redondo kk Mas pensem bem, significa que haverão mais capítulos para aproveitarmos! Fico muito feliz que tenha curtido, vamos continuar desejando sorte à todos eles, porque certamente irão precisar. See ya!

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  9. Se não mata seus protagonistas , mata seus leitores do coração! KKKKKKKKKKKKKK

    Na verdade, acho que só o trocadilho foi o suficiente para eu relacionar com a Menina que roubava livros, Deus, eu amo aquele livro.

    E sim, números redondos são minha vida, mesmo eu odiando matematica e preferir história <3

    Ah, então ta bom, estarei esperando o capítulo 94, parte 2. Só espero sobreviver no final...

    Abraços e (milhões) de beijos !

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  10. SEM PALAVRAS. Épico, mas eu não tenho palavras pra descrever esse capitulo incrível eu vou pensar em alguma coisa pro próximo capitulo que seja bem épico também só tenho de parabeniza-los pelo capitulo

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  11. @--------------@
    WOW GENTE DO CÉU, ARCEUS SEILÁ TANTO FAZ!!!
    ESTOU SEM PALAVRAS (bem, só q não) FOI EPICO!!!!JURO QUE ESTAVA ANCIOSO PARA ISSO ACONTECER!
    Se os proximos forem como este ou melhor (eu sei que será) infelizmente to sem tempo aqui agora, caso contrario iria falar bem mais.
    Eu tinha um certo problema com o Atomico...Não gosto do tipo Poison..e agoraa éque não gosto mesmo!!!
    Abraço e tchau Canas ^^

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  12. Diga ae, galera! Se o capítulo foi tão bom a ponto de deixá-los sem palavras, então atingi meus objetivos. Vocês podem ter certeza que daqui pra frente fica ainda melhor, sem contar que essa reação de surpresa será apenas um dos fatores, aposto que muitos ainda verão o que aconteceu e pensarão: "Cara, cara, cara.... Eu não acredito que você fez isso." Já estou até me preparando pra fugir pro Nepal depois de lançar cada episódio kkkkkkk

    E ae, Barão Gengar! Vi que você começou a seguir o blog recentemente, acho que é a primeira vez que o vejo comentar. Sinta-s bem vindo, companheiro! Fiz o possível para que todos sentissem raiva do Atômico, creio que ele seja um dos piores vilões da fic no sentido de ser mal mesmo, sacas? Se você já sentiu raiva dele agora, é porque ainda não viu a segunda parte kkkkk Cada casa da Elite só tende a melhorar, mas cada uma delas se completam. No fim da aventura, vou querer que vocês elejam qual foi a melhor de todas! kk Abração ae, galera; Obrigado pelos comentários!

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  13. Novamente, você fez bem em ativar nosso modo nostálgico com esses primeiros parágrafos kkkkk O Garchomp escondendo as insígnias do Luke, quanto tempo faz que não vemos isso? Foi uma bela introdução, nos preparando pra fantástica batalha da primeira casa! De fato todos estão entrando me uma guerra, e é tenso imaginar que daqui a alguns capítulos pode não sobrar ninguém de pé. Só nos resta torcer para que nossos favoritos saiam vivos desse arco, mas pelos comentários que tenho ouvido sobre AeS, imagino que você não esteve muito disposto a deixar muita gente viva, cara kkkkk

    Eu curti muito que você conseguiu reunir o máximo de personagens atigos. O Doraikem, o Atômico, a Tashiki... Fica ainda mais emocionante lidar com personagens que já apareceram - e que foram alguns dos mais difíceis de se vencer. O Doraikem realmente fez sua parte mostrando que é um nojento em que não se pode confiar kkkkkk O que eu gostei de ver foi a Tashiki, que mesmo com seu jeito nada convencional, ainda tem honra, e não hesitou em contrariar o Atômico. A batalha contra o Yoshiki foi tensa, afinal, quando se tem laços, tudo fica pior. Mas imagino que ela ainda tenha algo a nos mostrar em breve.

    O retorno do Atômico foi uma ótima sacada! Ele não vai parar até destruir tudo e todos, e com certeza não hesita em acabar com sua equipe só para ter uma vingança da Fire Tales. Isso torna tudo mais emocionante. Agora não há regras, só há ideais, e o que cada um está disposto a fazer para alcançá-los.

    Deixo meus parabéns pra vocês, em ter essas ideias fantásticas para a Liga. Sério, não teria como terminar uma fanfic de Pokémon com mais estilo! Nyx, os desenhos estão maravilhosos, acompanhando o texto perfeitamente... Meus parabéns! Continuem assim XD

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