Posted by : CanasOminous May 30, 2014

Bom dia, caros leitores! Como anda a sexta-feira de vocês? Hoje não teremos nenhum novo episódio de nossa História Central, mas em compensação, durante o mês de Junho estarei repostando aqui no blog uma fanfic antiga minha conhecida como Heart of a Child.

Esta fic foi postada em 2012 na Arena Pokémon, todavia, o site saiu do ar e consequentemente levou todos os nossos capítulos juntos... Então venho aqui compartilhar esta trama dramática com os leitores interessados de Sinnoh. O enredo mostra uma garota adolescente tranquila que está enfrentando sérios problemas em sua fase pré-vestibular, e também em seu círculo de amizades na escola (que praticamente não existe). Ela se encontra profundamente mergulhada no universo de seus brinquedos que, no caso, são os Pokémons, e acaba por descobrir que chegou talvez um pouco longe demais... Tenham uma boa leitura, caros leitores! Um grande abraço, Canas Ominous.

CAPÍTULO 1
Rotina de Descaso

Era mais um dia banal. Daqueles que se você pudesse pularia de uma ponte e ninguém daria falta. Daqueles que sua presença passa despercebida aos olhos dos outros num mundo em que ninguém faz questão de saber quem você é.
A manhã de Helen havia sido erguida num tom mórbido de obscuridade e pesar, precisava lidar com mais um dia enfrentando as mesmas matérias, os mesmos professores, e a mesma lavagem cerebral de todos os demais naquela idade: Estude para ser alguém na vida.
Helen podia sentir o toque do vento em seu rosto enquanto caminhava até o portão do colégio, era uma garota que preferia chegar bem cedo e aguardar pacientemente o início de mais uma aula. Já havia algumas pessoas na sala, Helen pegou a terceira carteira da parede direita, e aguardou. Apenas aguardou.
Mais um dia de monotonia e estudos exagerados numa rotina que parecia não ter fim.
Aos poucos a sala começou a se encher, os grupos já se formavam e amigos ansiosos contavam as novidades do fim de semana. Helen continuava espremida em seu canto com as duas mãos sobre seu colo. Só queria que o tempo passasse logo, e ela pudesse retornar para sua casa.
Algumas vezes a menina passava a mão em seu cabelo, tentava dar uma ajeitada imaginando que alguém estivesse olhando, queria que algum rapaz bonito ligasse para ela e puxasse conversa a ponto de chamá-la para sair no mesmo instante, mas quando se deu conta foi agarrada pelos braços de um rapaz que ria do sufocamento da garota. Helen pediu para que a soltasse, ele soltou e coçou a cabeça enquanto ria e sentava-se em cima de outra mesa com os pés sobre uma cadeira. Alguém havia ido falar com ela, mesmo que não fosse exatamente o que ela buscava.
— Bom dia, Senhorita Helen! — disse o rapaz com grande entusiasmo.
— Oi.
— Não ouvi sua voz hoje. — continuou o rapaz.
— Não cheguei faz muito tempo — mentiu, ainda debruçada sobre a mesa. O rapaz não havia ouvido Helen falar naquela manhã, em compensação, ela já havia ouvido a voz dele o suficiente para umas três semanas.
— Já vi que você passou o fim de semana inteiro como sempre. Dormindo, lendo, ou jogando aqueles seus jogos esquisitos. Vida boa, não? — disse ele apoiando-se na parede com os braços sobre sua cabeça. — Ah, e a propósito. Fala aí, fez aquela lição de álgebra II? Não consigo entender nada que aquele Professor múmia fala.
— Não. Eu também não consegui entender...
— Beleza, então, vou ver se encontro alguém que tenha feito. Ciao, Helen!
A menina ficou com a cabeça apoiada na mesa enquanto observava o ruivo distanciar-se aos poucos. Seu nome era Wes, o rapaz mais popular da sala, talvez pelo fato de que ele já estava naquela escola dois anos a mais do que qualquer outro, pois já havia repetido duas vezes. Tinha por volta de seus dezenove anos, o mais velho da turma. E, esparramada na cadeira, jazia a singela Helen, com seus dezessete anos e seu olhar infantil de ingenuidade. 
Ter uma conversa daquelas com Wes não era bem o que a garota buscava; aquele sujeito sempre importunava todos os demais calouros, e se não gastava seu tempo fazendo macaquices e dormindo, procurava alguma garota que caísse por seus charmes. Helen não era uma dessas, até achava o rapaz divertido, mas ele nunca jogava seus charmes para cima dela. Talvez pelo fato de que Helen parecesse muito mais nova do que qualquer outra garota, muito mais imatura assim dizendo. Com sua aparência poderia-se presumir que estava no ensino fundamental, quando na verdade estava para concluir o ensino médio.
Era a triste realidade. Nunca tivera a chance de gostar de alguém. Na verdade, ninguém nunca havia dado essa chance a ela, e por isso era muito sozinha. Helen se achava simplesmente a garota mais esquisita do colégio, algo típico de adolescentes. Ficava em seu canto aguardando que alguém a consultasse, mas nem para copiar lições os outros se aproximavam, afinal, notas também não eram o forte da menina, e aquilo a mergulhava num abismo crescente:
Será que eu sirvo para alguma coisa?
As aulas foram passando, tempo e sono caminhavam lado a lado, sendo que o nome de Wes era o mais ouvido até o final da manhã. Algumas vezes Helen virava para trás vendo o rapaz deitado em sua mesa, quando ela virava para olhá-lo Wes fazia questão de chamar seu nome bem alto o que a fazia ficar enfurecida. Ele a divertia, pelo menos naqueles momentos o restante da sala descobria que havia alguma Helen entre eles.
Assim que a aula acabou, a garota arrumou sua pequena mochila e partiu. Wes já havia desaparecido, antes mesmo do sinal tocar. Ela caminhou sorrateiramente pelos corredores movimentados até a saída, sua presença passava quase despercebida pelos outros que achavam que aquela menininha do maternal estava perdida numa floresta de alunos robóticos que se concentravam para as provas de fim de ano. Um terço do dia, completo. Faltavam duas etapas agora, mas pelo menos aquelas duas passavam mais rápidas do que a primeira.
Sua moradia não se situava muito longe, mas era preciso um ônibus para chegar até lá. Era possível ir andando sem maiores problemas, só que o maior desafio era pelo fato de que Helen não se dava muito bem com o sol, tinha a pele clara e sensível, como uma boneca de porcelana que não recebe os cuidados de ninguém. Ela precisava se virar sozinha; pegou o ônibus e aguardou a chegada na rua de sua casa. Quando chegou ao seu apartamento deparou-se de imediato com a mensagem da tia na geladeira:

"Ellie, volto antes das 8 pm!"

A garota arrancou o papel da geladeira e jogou-o no lixo sem amassar. Teria um momento de sossego, embora o que realmente quisesse era conversar com alguém. Quando a manhã terminava ela ficava tão sozinha quanto uma caixa num porão abandonado, tudo que poderia fazer naquele apartamento era estudar, estudar, e estudar. E quando se esquecia era lembrada por seu pai que ligava de vez em quando para saber como a filha estava. Para lembrá-la de estudar, é claro.
A vida de Helen estava, literalmente, uma droga. Jogou sua mochila no canto de uma parede e deitou-se na cama, poderia passar o período da tarde mais rápido se desse um cochilo, como todas as segundas, quartas e sextas. Nas quintas e terças se dava no trabalho de passar um tempo no computador. E só então cochilava de novo.
Odiava a televisão, e sua tia voltava tão cansada a ponto de não ter tempo de ter uma conversa agradável com a sobrinha que parecia ser um incômodo em sua humilde residência.
O quarto da garota era pequenino, mas gracioso. Tinha um computador preto logo a cima de sua mesa de estudos, tendo um espaço com uma luminária cinza para que ela também pudesse desenhar, um dos poucos hobbies que achava que tinha. Mais acima da mesa havia diversos armários que se separavam em cubos, e neles, Helen deixava bichinhos de pelúcia, jogos, filmes e bonecos. Era seu maior tesouro, bonecos dos personagens que mais adorava.
Helen debruçou-se sobre a cama e enfiou a cara no travesseiro. Queria prender a respiração e terminar aquela monotonia naquele mesmo momento, mas não tinha ideia do que a segurava naquele mundo. Não esperava que a situação revertesse, era a garota mais pessimista que existia. Uma aura negra parecia rodeá-la todas as manhãs, e quem ficava próximo era gravemente contagiado por seus maus pensamentos.
Esse era o retrato de nossa amiga Helen.
— Tédio.
Aquela era a quarta vez que falava no dia. Quando a pessoa começa a viver sozinha sente que esquece o tom da própria voz, e costuma soltar grunhidos somente para saber se os pulmões não haviam se atrofiado nesse meio tempo. Helen virou-se na cama e cruzou os braços observando seu quarto, aqueles brinquedos traziam uma certa harmonia para sua pessoa, o único momento de satisfação que poderia ter.
Na segunda fileira havia um bichinho de pelúcia esboçando um sorriso sereno em rosto. Era um rato elétrico, uma criatura que havia feito um enorme sucesso em seu tempo, trazendo lembranças antigas para Helen dos dias em que era apenas uma criança e não precisava lidar com a pressão dos estudos. Tempos que não voltavam mais.
— Oi, Pikachu.
A figura do ursinho de pelúcia continuou lá, observando a garota. Helen deu um salto de sua cama e pegou o bichinho, deixando-o ao seu lado enquanto ligava o computador. Aguardou todos os programas serem iniciados e assim acessou seus sites costumeiros. Procurava alguns desenhos novos, via se algum dos seus amigo pré-selecionados nas redes sociais estavam disponíveis, e mesmo que estivessem ninguém iria falar com ela, e ela também não se daria no direito de “interromper” seus amigos procurando assunto.
Helen digitava lentamente pesquisando fatos sem utilidade e apenas esperando o tempo passar. Dois terços; agora faltava apenas um pedaço do dia para que sua tia chegasse e mais uma manhã terminasse para então recomeçar sua rotina de estudos. 
Assim que Helen desligou o computador pôde ouvir sua tia chegar, e como esperado, a Senhorita Berlitz parecia acabar de voltar de uma batalha terrível.
— Boa noite, tia. Como foi o trabalho? — perguntou Helen, já vestida com sua camisola.
— Muito cansativo, essa vida acaba comigo. Trabalhar sempre é muito exaustivo, e você em breve já terá que começar a procurar um emprego, não é?
Estudar para um dia ter que trabalhar. E trabalhar era sinônimo de desgaste físico e mental. Era seu destino a partir daquele ponto, estudar muito para trabalhar ainda mais e ser “alguém na vida”. Helen esboçou uma feição de tristeza quando ouviu aquilo, sua tia entrou no banheiro e ficou lá por um bom tempo tomando seu banho refrescante antes de ir dormir.
Helen praticamente se rastejou até a cama e lá permaneceu perdida em devaneios. O que ela mais queria era poder voltar a ser criança, a se divertir e fazer o que gostava sem problemas, jogar seus video games e se imaginar numa aventura sem fim. Aquele era seu maior sonho. A garota olhou para o Pikachu e mordeu os lábios em sinal de tristeza, e como desejava que alguém a resgatasse para um mundo melhor! Um mundo onde todos eram amigos e crianças não precisavam estudar freneticamente para depois virarem escravos do trabalho.
— Eu queria viver no seu mundo, Pikachu.
As palavras de Helen desapareceram entre as paredes de seu quarto. A menina olhou fixamente para o bichinho de pelúcia que permanecia quieto, mas por algum motivo soltou quase que automaticamente.
 E você pode, Helen.
Agora a garota começava a conversar consigo mesma. Seu nível de solidão já alcançava um estado de loucura. Helen soltou uma risada rasteira quando percebeu que aquilo era como brincar sozinha, da mesma maneira que fazia quando era criança. Ninguém estava vendo, ninguém estava criticando-a por aquilo, ela só brincava porque se sentia bem fazendo aquilo. Logo, a conversa se estendeu.
— Senhor Pikachu, como eu poderia fazer para ir até o seu mundo? — disse ela, em seguida engrossando sua voz.
— Ora, é simples, basta sonhar! O mundo Pokémon dá entrada para todos aqueles que acreditam, e você acredita. Pode entrar e sair dele quando bem entender.
— E se minha tia descobrir? Ela ficará assustada com minha falta...
 Bobeira! — A garota fez um som de reprovação, como se imitasse outra pessoa — Você não precisa sair daqui, é só me dar a mão e imaginar.


Helen agarrou o bichinho de pelúcia e saiu do quarto. Tinha seu Pikachu em mãos, sentia-se como uma treinadora Pokémon que fugia de seus estudos em busca de tornar-se um Mestre no assunto. Pikachu estava ao seu lado, e num piscar dos olhos uma sala virava uma imensa floresta. O ratinho elétrico saltou no ombro da garota que observou tudo com enorme empolgação, dizendo na sequência:
— Você pode vir para cá sempre que quiser, nós sempre estaremos de portas abertas esperando por você — disse o Pikachu.
— Tudo isso é muito lindo! Eu não quero mais voltar, nunca mais.
— E quem disse que precisa? More aqui comigo, conosco. Podemos ser amigos, amigos inseparáveis. Não é isso que você quer? — disse o Pokémon.
Por um momento Helen estava de volta à sala do apartamento com o bichinho de pelúcia em suas mãos. Ela havia acabado de falar... Amigo? Amigo de um boneco? Sorriu e pareceu adorar a ideia, precisava mesmo de um acompanhante. E agora, de volta à floresta.
— E como eu deveria chamá-la, minha senhorita? — perguntou o Pikachu.
— Pode me chamar de Helen. Helen Berlitz.
— Fascinante. Meu nome é William, mais conhecido somente por Will. E eu serei seu amigo.
— Sim, nós seremos grandes amigos!
De repente, Helen se deu conta de que a porta do banheiro de sua tia estava sendo aberta. Ela correu de volta para seu quarto e lá se escondeu, detestaria que alguém soubesse que agora ela falava com bichinhos de pelúcia, e o pior de tudo, brincava como uma criança. Aquilo parecia ser condenável na mente da menina, pena de morte. Um adolescente tentar voltar à sua infância? Bobagem. Poderiam achar que ela era uma lunática que tentava fugir da realidade, e aquilo era imperdoável.
Permaneceu quieta embaixo de sua coberta. Parecia proteger-se de algo realmente grande. O bichinho de pelúcia estava entre os braços da garota. A aventura continuava.
— O que foi isso? Um lendário guardião dentro daquela caverna? — perguntou o Pikachu.
— Não sei, mas devemos manter sigilo. Vamos ficar escondidos e esperar que ele vá embora, se não, seríamos facilmente derrotados — respondeu Helen.
— E que criatura assustadora! Pôde ouvir o rugido dela? Aposto que é mais forte do que um exército inteiro, você está sendo muito corajosa em enfrentar tal criatura sozinha — continuou o Pikachu.
— Obrigada, Will. Mas agora eu tenho você, e juntos poderemos continuar nossa busca amanhã quando o Pokémon tiver ido embora. O que acha da ideia?
— Perfeito, perfeito. Estaremos bem descansados e prontos para o segundo desafio de nossa jornada, Senhorita.
A garota riu sozinha e, em sua imaginação, o boneco também ria. Helen abraçou o Pikachu e desligou a luz, naquela noite dormiria abraçada com seu novo amigo e aguardaria o dia seguinte com tamanha ansiedade que nunca havia sentido antes. Ansiava por algo novo, por uma aventura como aquela, precisaria apenas enfrentar a manhã monótona da escola e em seguida viver mais um dia de aventura. Era exatamente aquilo que precisava.
— Boa noite, Will — disse a garota.
— Boa noite, Helen — respondeu ela da mesma forma.
Era penas um dia banal? Talvez, mas ele trazia os ventos da mudança. O toque suave da brisa em uma garota adolescente de volta aos tempos mais felizes de sua vida. Já que ninguém queria ser seu amigo, ela poderia começar a cultivar os seus próprios. Ninguém estava olhando, ninguém precisava saber.

{ 9 comments... read them below or Comment }

  1. bem legal...
    a personalidade da hellen é bem atrativa, e acho que vai ser bom ler algo em que alguém não está se aventurando apenas para ser o melhor treinador.
    espero que não demore pra postar, viu canas?
    abraços o/

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    1. Diga ae, Doritos Men! Fico feliz que tenha curtido esse episódio inicial, a fic é realmente bem diferente do que estamos acostumados a ver, nada de muitas aventuras ou batalhas estratégicas. Essa é uma daquelas histórias que nos faz sentar e pensar, ainda mais quando passamos por algo parecido e nos colocamos na situação da personagens em determinados momentos.

      Pode deixar que os capítulos sairão bem rapidinho, até porque já está tudo pronto! :D Vou lançar aqui em Sinnoh só para eu manter um controle maior de minhas fics, eu detestaria deixá-la morrer só porque a Arena acabou fechando... Bem, histórias foram feitas para serem lidas, e para mim é muito gratificante saber que vocês ainda demonstram interesse em ler e acompanhar. Obrigado por comentar, companheiro. Abração!

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  2. Canas, devo agradecer por essa incrível fanfic. Um texto excelente, gostoso de ler e, quando estamos presos ao capítulo, ele acaba, deixando aquela incrível vontade de ler o próximo. Parabéns amigo, incrível!

    (Trecho retirado da Arena Pokémon, 10/06/2012)

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  3. De cara já tenho que dizer que sou fã da Helen! Canas, você tem o dom de fazer seus leitores se apaixonarem pelos personagens, e isso é ainda mais forte se tratando de uma fanfic que poderia ser contada no lugar da vida de muita gente.

    É realmente complicado ver o tempo passar e saber que tudo que nos fez felizes um dia está sendo deixado para trás, para que nos tornemos apenas peças da enorme engrenagem chamada humanidade. Ser apenas mais um em meio a bilhões.

    Eu realmente estou perplexo com toda a temática que você deu para essa história. Posso dizer que é, no mínimo, revolucionário! Quando você divulgou a fanfic lá no Aventuras em Sinnoh eu já fiquei interessado, e agora só quero mesmo é o próximo capítulo!

    E tenho que dizer que o Will é engraçado. Imaginei ele como sendo um daqueles personagens bobos que aparecem para crianças inocentes e dizem: "Ei amiguinho! Vamos para um mundo de fantasia e diversão!" HAUHAUHAUHAUHUAHA Perfeito!

    Mal posso esperar pelos próximos capítulos. Se você mantiver o nível deste, você vai longe com essa história!

    (Trecho retirado da Arena Pokémon, 10/06/2012)

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  4. Geralmente não presto atenção nas postagens da Arena. Desço com o cursor do mouse até o xat e por lá fico. Nada me interessa. Mas, hoje, devo confessar que fui obrigado a parar e ler o primeiro capítulo de Heart Of a Child.

    Gostei do primeiro capítulo, mas o que mais me chamou a atenção foi seu cuidado em descrever o problema atual da nossa sociedade, em que se torna regra: "Nascer, Estudar e Trabalhar". Devo tirar o chapéu a você por isso.

    Para os próximos capítulos, só gostaria que você tomasse cuidado com a siruação emocional da Helen. Como estudante de psicologia, devo informa-lo que quando alguém se indentifica com algo, a pessoa começa a viver - literalmente - a vida da personagem. Então, dependendo do final que vocÊ esteja bolando (final esse que já imaginei de três diferentes formas), talvez seja de suma importância tomar cuidado nesse assunto, se tratando de um blog infato-juvenil.

    Nada mais tenho a declarar, se não parabeniza-lo. Até o próximo capítulo.

    (Trecho retirado da Arena Pokémon, 10/06/2012)

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  5. Hey Canas! Como vai cara?

    Essa estória é fantástica cara, cada pequeno detalhe da descrição nos faz capaz de imaginar tudo dentro de nossas mentes. Não apenas a parte visual, como também a crítica. Tem dias que estou igual a Hellen, que me sinto insignificante e sem propósito. As vezes tenho essa impressão, nós nascemos, vamos para a escola e querem que trabalhemos até nos aposentarmos e então tenhamos uma vida como idosos e fim. Quer dizer, acho que é para isso que os humanos nascem, não é? As vezes se preocupam tanto com o futuro que vivemos mais ele que o presente, sabe? Não é uma simples infância mais para a Helen, agora responsabilidades a aguardam e uma vida de estudos massantes. Para ser alguém na vida. Ponto. A essência de viver se vai, somos programados para um destino. Não é isso? Parece que se não seguirmos as tragetórias que nos prepararam seremos fracassados no futuro. Mas será mesmo? Ou é algo que apenas a sociedade impôs?

    Ehh cara, para um primeiro capítulo acho que eu viajei legal '-' kkkkk' exagerei um pouquinho, mas como você disse, essa história nos faz refletir. E é isso mesmo, o enredo parece ser ótimo cara, você está tocando tudo muito bem, essa fic será incrível, tenho certeza. A idéia da Helen descobrir sua imaginação novamente foi ótima, as vezes esquecemos que temos cada um um mundo próprio e livre para o que quisermos. O mundo da imaginação. Deixo meus parabéns, e estou no aguardo de um próximo! Flw Canas o/

    (Trecho retirado da Arena Pokémon, 10/06/2012)

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  6. Luiz Eduardo SouzaJuly 4, 2014 at 2:43 AM

    Primeiramente queria me desculpar por não conseguir fazer um comentário gigantesco como os outros fazem (ashuashauashu) mas vou tentar expressar tudo o que eu achei.

    Gostei muito do episódio e já esperava isso de você. Realmente o episódio não desgrudou de mim, não consegui parar de ler por nenhum minuto.

    Mas o que mais gostei foi a sua ideia de trazer a pura realidade, mesclando a imaginação. O mais incrível é que você fez uma história real, diferente das outras fanfictions que se baseam totalmente na ficção, mas mantendo a mesma. É muito difícil de explicar, mas acho que você entendeu.

    (Trecho retirado da Arena Pokémon, 11/06/2012)

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  7. Explosion#InfernapeJuly 4, 2014 at 2:44 AM

    Oi, Canas.
    Sinceramente, tenho que dizer, que você tem talento para escrever!
    Este capítulo conseguiu prender do começo ao fim, coisa que acontece raramente.
    Interessante a ideia de você abordar um mundo de imaginação de uma garota isolada. Eu mesmo adorei a história dela e a fanfic lembra muito a realidade.
    Tudo que tenho pra dizer é que estou muito ansioso para ler o próximo capítulo!

    Heart of a Child merece um 10!

    (Trecho retirado da Arena Pokémon, 11/06/2012)

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  8. Canas, depois que eu não pude acompanhar Burning Love fiquei decepcionado comigo mesmo, mas prometo que um dia lerei a fic, quando me adiantar nas fics da aliança. Bem, o título me chamou a atenção e como o esperado você me surpreendeu. O primeiro capítulo simplesmente me prendeu dentro da história e eu acabei amando! Devo concordar plenamente com o Renan, você ressaltou um enorme problema da sociedade atual. Você sabe que adoro as disciplinas humanas e você parece ter grande conhecimento sobre elas. Senti que a fic tomou, desde os primeiros parágrafos, um rumo mais maduro, visando retratar a nossa própria realidade. Seria interessante caso você mostra-se um fim mais realista, já que nem tudo são flores. Mas para descobrir isso tenho que aguardar até a última linha, pois sei que você vai me surpreender.

    Ao ler esse capítulo relembrei minha infância, com meus amigos e os sonhos de um mundo mágico. Mas tudo passa, não é mesmo? Hoje sou uma pessoa mais centrada no meu futuro. Sei que você fará um ótimo trabalho, parabéns!

    (Trecho retirado da Arena Pokémon, 11/06/2012)

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