Posted by : CanasOminous Oct 17, 2014

Ilustrações do Mangá feitas por Nyx.

E havia a opção de fraquejar? Àquela altura do campeonato, pensar em desistir não era sequer uma das opções. Luke Wallers alcançava a Quarta Casa, considerada a mais desafiadora dentre todas que antecedem a casa do campeão pelo fato de que as lutas eram realizadas em duplas, tendo como protetores dois treinadores que dominaram as artes de Fire e Water-type, elementos opostos que se completam e os tornam uma equipe difícil de ser surpreendida.
— Olha só quem chegou — comentou Kyle, ajeitando seus fones de ouvido.
— Por que não olha você mesmo? — respondeu Lins com certo tom sarcástico.
— Você entendeu o que eu quis dizer — o parceiro respondeu, diminuindo o volume de sua música e preparando-se fisicamente como se fosse ele quem entraria em uma luta. — Vou te contar que eu não me lembro de quando foi a última vez que alguém alcançou a nossa casa, ultimamente o único capaz de apresentar algum desafio para minha equipe de Pokémons em chamas eram as suas criaturas aquáticas, e que mesmo com vantagem, ainda conseguiam perder.
— Vantagem? Caro Kyle, você trapaça com seus golpes inesperados cheios de TMs e habilidades imprevisíveis.
— Jovem Lins, você é quem não sabe ser surpreendido!
Os dois se entreolharam, devolvendo o olhar para Luke Wallers que erguia-se do outro lado, ereto e com uma Net Ball em mãos.
— Bem, podem falar o que quiser, mas nossas equipes se completam — comentou Lins, dando de ombros.
— Certamente, e eu vou ficar feliz em demonstrar algumas técnicas novas que aprendi nos últimos anos, aperfeiçoando-as em ilhas distantes, preparando-me para o momento em que minha carreira seria colocada à prova — continuou Kyle, sendo interrompido pelo companheiro.
— Posso te odiar, meu parceiro, mas quando se trata de batalhas, eu não poderia pedir por alguém melhor.
— Digo o mesmo.
Cada um dos membros da Elite escolheram suas pokébolas premiadas, e com as vozes unidas, anunciaram:
— Bem vindo à última casa da Elite dos 4 — disse Lins de modo convidativo.
— Prove sua perícia, supere os desafios, trabalhe seus contrastes e não tropece no último degrau antes de chegar ao desfecho de sua história — respondeu Kyle. — Mas ao menos lhe daremos uma certeza. 
          Na sequência, fogo e água disseram ao mesmo tempo:
          — Nós vamos fazer o possível para te derrubar.

Pokémon P.O.V. (Point of View)




Os pequenos bloquinhos erguiam-se como um castelo intransponível. Como alguém poderia superar aquela barreira de brinquedos maciços? Eles haviam sido construídos com o único intuito de estarem ali, e sob a vigilância permanente de Elba, julgava que só cairiam por opção dela. Aos olhos da criança, eles eram indestrutíveis.
Era difícil explicar como a autossuficiente e independente Bonna Party conseguira ter uma filha tão linda quanto a pequena Elba. Ninguém nunca soube quem era o verdadeiro pai, e a mulher brincava ao dizer que certo dia acordou grávida sem nem saber o motivo, mas a verdade estaria para sempre trancada à sete chaves onde ninguém pudesse alcançar, nem mesmo os seus amigos mais íntimos.
Depois de um abraço caloroso, a responsável pelos Remarkable Five deixou o quarto de Elba. Do lado de fora estava o velho Davy Jones, trajado em suas vestes desgastadas, mas sempre pronto a acompanhar uma dama, especialmente quando ela precisava de apoio. A mãe parecia pensativa, refletindo sobre o que viria a seguir. Estava pronta para a batalha que batia à sua porta, agora simplesmente não havia mais volta, e esperava impressionar seu chefe, iDie, com a vitória. Soltou um longo suspiro quando sentiu alguém lhe afagar a cabeça, como se fosse um bichinho de pelúcia.
— Ei, o que houve? Não gosto de ver a minha bundudinha triste dessa maneira. Aconteceu alguma coisa? — indagou Davy Jones, com todo aquele seu ar extrovertido que a tirava do sério, ao mesmo tempo que também a confortava tanto.
Bonna tinha de olhar para cima para enxerga-lo, como um alpinista que se prepara para escalar alguma montanha.
— Chegou a nossa hora, Jones — alertou Bonna num tom sombrio que logo foi alterado. — E quem você está chamando de baixinha bunduda?!
— Foi você quem incluiu baixinha. E se você continuar cabisbaixa dessa maneira vai acabar ficando menor ainda, sabia?
A Magmortar deu de ombros, seguindo seu caminho pelo corredor principal do castelo da Liga. Convocara os melhores guerreiros dentre todos os capitães de sua guilda, não convidara soldados ou meros visitantes, ali estavam somente os melhores. Jones a acompanhou de perto, com a face oculta sob o chapéu largo e os olhos sempre vigilantes. Quando tinha tempo para atazanar a mulher ele não perdia a chance, mas agora parecia que o peso do mundo caía sobre os ombros dela, e tudo que ele podia fazer era tentar amenizar o impacto.
— Acha que está bem mesmo? — indagou Jones.
— Sim, estou — respondeu Bonna, ainda muito aflita. Estava com a mão na maçaneta do portão, mas jamais mostraria desconfiança. Entraria ali como a verdadeira comandante que era, e lideraria seus companheiros como sempre fizera. — Estou perfeitamente bem, e pronta para jogar.
Com ambos os braços, a mulher empurrou as portas de ferro sem ajuda de mais ninguém. Elas rangeram como pedras que não querem sair do caminho, mas foram completamente abertas, dando espaço para outros quatro cavaleiros que imediatamente se levantaram e ficaram de pé.
O maior e mais temido deles, um Houndoom, ergueu a fronte e bateu continência.
— Estamos todos prontos, minha senhora. Atendemos ao seu chamado, apenas aguardando as suas ordens.
Os quatro cavaleiros que ali estavam eram os Pokémon mais poderosos do tipo água e fogo na região de Sinnoh. Thanatos era o nome do Houndoom, um guerreiro sinistro que vestia armadura em detalhes prateados esculpidos com crânios e ossos, acompanhado de uma magnífica capa vermelha e uma espada longa de duas mãos. Era também um dos guardiões do submundo e, certamente, um velho conhecido de outro de sua mesma espécie que perdera a visão. O segundo no comando era um Camerupt que atendia pelo nome de Astaroth, carregava consigo armadura completa, um enorme machado de dois gumes e mantinha a fronte ocultada por um elmo de rocha magmática forjado nas profundezas da Stark Mountain sob uma temperatura que faria inveja ao mais engenhoso dos artesões e ferreiros, fazendo com que calor e fumaça saísse dos aparelhos ligados ao seu corpo para mantê-lo funcionando.
Do lado aquático, quem estava um cargo abaixo de Davy Jones era um Sharpedo, também conhecido Megalodon. Em seu corpo aquele homem trajava diversas facas tão afiadas quanto dentes de tubarões, e carregava no rosto uma cicatriz. Ria como alguém que está pronto para guerrear a todo instante. O último guerreiro era um homem imenso, gigantesco; ele mal cabia nos corredores e precisava espremer-se para passar pelas portas. Trajado em uma enorme roupa de mergulho, ele usava um capacete cheio de musgo e estava todo enferrujado. No mistério de seu rosto, um par de olhos brilhavam como lanternas. Mantinha-se em seu profundo silêncio, como as profundezas do oceano que apenas aguardam o que quer que atinja seus domínios inacessíveis. Ele parecia impenetrável com sua armadura grossa, enrijecida feito músculos de concreto. Na mão esquerda utilizava uma furadeira, ameaçadora por si só. Seu nome era Big Daddy, o Wailord. Estes eram os quatro guerreiros que participariam da batalha na Quarta Casa.
— Estão todos reunidos — Bonna Party afirmou, e mesmo que fosse a única mulher no recinto, conseguia causar impacto e transmitir mais respeito que qualquer outro. Ela respirou fundo antes de falar: — O que tenho a lhes dizer, além do que sempre digo, meus caros?
— Façamos desta batalha a maior de todas, seja a primeira ou a última — respondeu Thanatos de maneira séria. — Estamos aptos a segui-la até o fim mais uma vez, pois sempre que a acompanhamos, a senhorita nos trouxe de volta.
Bonna sorriu para o homem, retornando a atenção aos demais.
— Companheiros, o soldado não julga, ele entrega o julgamento. Estamos todos aqui hoje com a mesma função, servimos a um bem maior, e o faremos com êxito e glória. Não pelos outros, mas por nossos próprios atos, nossos próprios feitos.
Ela encarou cada um deles diretamente nos olhos após seu breve discurso, e depois sorriu com compaixão em seus olhos. As marcas de expressão em seu rosto eram quase imperceptíveis, mas quando ela sorria, notava-se a voz da experiência em cada linha de seu rosto perfeito.
— Vão mesmo querer ficar ouvindo essa velha falar um monte de baboseiras, ou preferem entrar lá e acabar com alguns novatos que estão causando problemas?
— Eu poderia ficar aqui ouvindo você ler um dicionário o dia inteiro — respondeu Davy Jones num ar sorridente, o que arrancou certo riso dos demais. Bonna bateu palmas e os liberou para seguirem adiante enquanto faria os próprios preparativos. Jones guiou os demais rumo à entrada da arena principal, mas Thanatos ficara. O cavaleiro infernal aparentava ter algo preso em sua garganta que só poderia ser dito em segredo. Bonna ajeitou seu colete e preparou suas pistolas e guardou-as no cinto, quando virou-se, o Houndoom entregou o chapéu em suas mãos educadamente. Ela ergueu a voz para o homem que mantinha-se firme ao seu lado.
— Nesta noite seremos todos julgados, como irmãos — comentou Bonna, observando atentamente cinco projéteis vermelhos que colocaria em suas armas. Balas que foram forjadas para matar qualquer um que as recebesse.
Thanatos não pôde deixar de perguntar:
— A senhorita tem uma filha, estou certo?
— Tento manter minha vida pessoal longe do trabalho, companheiro — respondeu Bonna Party, tentando não parecer rude. — Mas sim, tenho uma adorável menininha. O nome dela é Elba. É o meu maior tesouro, e o motivo pelo qual desejo retornar para casa todos os dias.
A Magmortar notou que o cavaleiro estava estranhamente pensativo.
— Você também tem família, não? — Foi quase que uma afirmação.
— Uma linda esposa que está esperando um garotinho, e que provavelmente irá suceder-me em meu cargo quando crescer. Combinamos que o nome dele seria Minos — contou o Houndoom com um sorriso discreto.
Bonna respirou fundo. Como era difícil transmitir confiança quando ela também falhava para consigo mesma. A mulher não tinha mais certeza de que seria capaz de voltar viva, não sabia se veria sua Elba e nem se Thanatos teria tempo de ver o pequeno Minos crescer, mas ainda sim, resistiu, e agiu como um líder deveria agir: Sem nunca fraquejar ou deixar de transmitir a confiança e esperança que seus homens precisam.
Thanatos compreendeu aquele sinal com um simples olhar. Levou a mão até o peito, do lado do coração, e falou o mais alto que pôde:
— Eu a seguirei até o inferno se preciso, minha senhora!
— Então prepare as malas. A viagem é só de ida e vai ser bem dolorosa. Nada que nunca tenhamos lidado.

• • •

Havia chegado a sua vez. Só não sabia se os demais estariam preparados. Sentia-se pronto e disposto a lidera-los, mas e se fraquejasse? E se os deixasse para trás, sem líderes e sem ter alguém para inspirar-lhes esperança? Era esquisito como aquele pensamento retornava a cada etapa que eles superassem, como se olhos vigilantes e famintos apenas continuassem a encará-los de longe, esperando vê-lo cair. Em cada casa foi a mesma coisa... E se falhasse quando todos dependessem dele?
Mas Aerus não cairia. Tinha fé em seus amigos. Ele os protegeria, e eles retribuiriam o mesmo.
Aerus enxergava seu próprio reflexo em sua lâmina lateral quando viu que Mikau aproximava-se de longe, de ombro ereto e queixo erguido. Se o Kingdra dera as caras ali, nos corredores finais de um dos últimos desafios, é porque finalmente chegara a sua hora.


— Eu lhe disse que só deveria me chamar quando fosse para matar — disse o atirador com certo ar cínico.
— E creio que hoje precisaremos mais desse seu orgulho pretensioso do que em qualquer outra hora — respondeu Aerus, sério e inalterado.
O dragão levantou-se, ficando frente a frente com seu amigo. Os demais membros da Fire Tales apenas aguardavam o chamado final para quando eles finalmente adentrassem a arena dos mestres de Fogo e Água. Já havia chegado aos ouvidos do Kingdra: Esta seria a sua vez de brilhar. Com General fora de batalha e os esforços de Aerus sendo guardados para os momentos finais, o integrante mais habilidoso e versátil da guilda seria encarregado em proteger todos.
Mikau podia não ter muitas habilidades como líder, mas era ousado. Muito ousado. Suas estratégias podiam funcionar, caso seus próprios amigos não se colocassem contra ele até lá.
Estava com 100% de sua força e disposição, parecia um jovem que toma suplementos e continua com energia total após horas de treino. Poderiam colocá-lo em qualquer equipe que ele funcionaria bem. Talvez não para guia-los, mas para inspirá-los a não desistir, porque sempre era o último a cair, isso se conseguissem derrubá-lo.
— Já escolheu seus cinco componentes? Esta será uma luta 6x6 — comentou Aerus.
— Sim. Temos uma ligeira vantagem para cima dos Remarkable Five — respondeu o atirador. — Temos praticamente nossa guilda inteira enquanto eles possuem apenas duas de suas fortificações em pé. Destruirei a Quarta Casa completamente, e alcançaremos o campeão com verdadeira glória.
Mikau tocou levemente no ombro do companheiro, mas sentiu que Aerus agarrara seu braço com tamanha força que chegara a machucar. Os dois eram amigos, amigos de verdade, mas o Garchomp sabia que ali deveria agir como um pai de família, muito mais do que um líder ou um guerreiro prestes a entrar em batalha. Era a sua família em jogo.
Os olhos dourados e azuis de piscina se encontraram, formando um verdadeiro céu.
— Faça-me o favor de cuidar de cada um desses caras como se fossem seus filhos. Eles são meus, mas estou os passando para você porque confio que será capaz — disse o Garchomp.
O Kingdra apenas riu e balançou a cabeça, afastando o braço de Aerus com um ar de plena tranquilidade, ainda que envolto em certa confiança sobrepujada.
— Está vendo aquele portão? Eu lhe garanto que todos seus amigos vão entrar e sair por ele — respondeu Mikau. — E se um deles não voltar, UM, nem mesmo eu voltarei e terei coragem de encará-lo diretamente nos olhos, entendeu? É uma promessa.
Aerus relaxou os músculos e deixou-o ir. Se a promessa era verdadeira ou não, pelo menos cumprira com sua função. Mikau não olhou mais para trás, não estava muito disposto a ter longas conversas sobre táticas e estratégias como General sempre fazia, preferia apenas entrar lá e fazer o que sabia de melhor. Aerus perguntava-se a todo instante se aquela fora a decisão certa, mas estava falando de seu melhor amigo, tinha que confiar.
          No caminho, o imenso ciborgue repousava em um canto escuro, aguardando sua chegada.
          — Sabe que não vou participar — disse Vista num tom sarcástico.
          — Eu não ia chamá-lo de qualquer maneira — Mikau respondeu com escárnio, como de costume. Foi seguindo seu caminho, mas antes deu um breve olhar para trás, apotando a arma na testa do Cavaleiro Negro. — E quando eu voltar, você vai admitir de joelhos na minha frente que eu sou o mais forte de todos.
          — Admitir? Kid, aposto que você não vai nem voltar! — Vista disse com uma risada, mas logo fez  um cumprimento com a mão para ele. No fundo, ainda se preocupava com uma das únicas pessoas capazes de encará-lo frente a frente. — Só trate de dar o seu melhor, e assim eu farei. Se for a melhor decisão, que morramos com honra! Eu odiaria não ter alguém para brigar.
         — É... A gente se vê no inferno, grandão.
          Mikau acenou com um braço, e não mais virou para despedir-se de seu velho rival.
Ao chegar na sala com os demais membros, todos se levantaram. Os cinco que foram escolhidos estavam prontos e preparados. Mikau dirigiu o olhar para cada um deles.
— Beliel. Chaud. Yoshiki. Jade. Coffey. Vocês foram os meus escolhidos, e se eu os escolhi, sintam-se honrados por lutarem ao meu lado.
A respiração de Chaud ficou mais pesada. O Bastiodon provavelmente comparava o estilo de liderança de Mikau e General, visto que ele tivera a oportunidade de guerrear sob a supervisão de ambos, e já começara com alguns pontos negativos para o atirador. O Kingdra não era, e nem nunca seria, um líder de verdade. Não estava em seu sangue, não estava em suas capacidades e nem em seu ego. Por sorte aquela batalha não era por Mikau, e sim, por toda a guilda.
Milena aproximou-se do rapaz sem dizer nada. Os dois já tinham tido longas conversas, e despedidas não cairiam bem naquele momento. Mikau apenas a encarou solenemente, mas não muito disposto a abraça-la ou aliviar sua dor. Ele apenas sorriu como sempre sorria, com a sensação de que voltaria mais tarde, se ela ainda o estivesse esperando.
— Mikau — a mulher chamou por seu nome. Naquele milésimo de segundo, todas as lembranças de sua infância ao lado daquele pequeno Horsea tão amável passaram por sua mente. — Em algum instante você se arrepende da vida que teve?
— Como posso me arrepender da única vida que tive?
Ele levou uma das mãos junto ao rosto dela e chegou bem perto de beijá-la na bochecha, mas sussurrou palavras que saíram quase que como uma confissão:
— Não me espere.
Os demais membros também foram muito breves em suas despedidas. Nada de palavras ou abraços, mas Tom Sawyer não se aguentou. Enterrou-se nos braços de Chaud e desejou-lhe toda a sorte do mundo, enquanto Eva, desesperada mas contida, segurava-se para não abrir o berreiro.
O ferreiro estendeu-lhe a mão.
— Não esqueceu que quando tudo isso terminar nós vamos viajar o mundo, não é? — disse Chaud, que mesmo usando aquela máscara de ferro, era claro que sorria. Tudo que Eva mais desejava no mundo era ver aquele sorriso um dia.
— Se a mãe dela deixar — respondeu Sawyer, segurando algumas lágrimas. — Olha, não sou muito de me preocupar, mas acho que minha espécie é boa em sugar tudo as coisas do mal ao nosso redor, e eu estou com uma sensação tão ruim, mas tão ruim...
— Por favor, não pensem no pior. Quero que desejem apenas que estejamos sempre juntos.
— M-mas, Chaud... Você já está tão machucado desde a luta contra o Atômico, e essa é a única casa que ficaremos na aflição, pois não podemos ver nada que acontece além desse portão! Apenas sons, barulhos e gritos... É terrível, terrível... Eu já posso sentir, minha mente não para de pensar no pior — lamentou Eva, de modo que o ferreiro a segurasse com mais força para perto de seu coração.
Aqueles dois eram seus pupilos, eram o tesouro mais precioso que lhe pertencia. Seu cachorrinho e sua gata, que lhe davam ânimo para querer chegar em casa quando o trabalho era exaustivo, que o recompensava com carinho mesmo quando não lhe sobrava muitas forças para retribuir, e ainda assim, sempre estariam ali.
Beliel encarava aquele momento solene de uma família que nunca tivera. Não podia ver, mas sentia. E era um saco. Não tinha ninguém que se preocupasse com ele, Lyndis ficara na Segunda Casa. Se olhasse para Seth, tudo que via era um homem respeitável que esperava que ele fosse tão poderoso quanto, e o máximo que o Dragão Dourado poderia lhe fazer era acenar com a mão e dizer: Meus parabéns por sobreviver, amigo. Continue assim.
Ouviu alguém tossir bem baixinho ao seu lado, como se tentasse esconder algo.
— Jade, você está bem?
A menina virou-se para ele com os olhos arregalados.
— Sim, perfeitamente bem. Por que? Pareço tão desesperada assim para entrar em uma das lutas mais difíceis da minha vida? E a propósito, como sabia que era eu?! Ahhh, desculpa! É que eu realmente estou tentando esconder essa agitação, mas está sendo bem difícil, é muita coisa pra minha cabeça!
Beliel só queria que ela falasse mais devagar.
— Essa sua tosse — ele afirmou, voltando ao assunto. — Quando começou?
— Tosse? Do que você está falando? — Jade tentou sorrir, mas era difícil interpretar aquela garota. — Eu estou bem, só estou um pouco cansada, a Liga está sendo bem mais desafiadora do que esperávamos, não? Espero que a pior parte já tenha passado!
Jade logo caminhou para mais perto de Yoshiki que escolhia as armas que utilizaria na luta. Ela nunca havia conversado com Beliel, devia ter ficado extremamente assustada quando subitamente o Cão do Inferno decidira puxar assunto com ela, mas a garota não esperava que por trás dos olhos brancos do homem houvesse um poder sobrenatural que enxergava coisas que os outros não podiam ver.
Beliel pôde ver, mas preferiu manter-se quieto.
O horário havia chegado. Mikau convocou todos seus integrantes ao portão. E era imenso, a sala que antecedia a disputa da Quarta Casa era provavelmente a mais bela de todas, com decorações de tempos antigos e esculpidas pelos melhores artistas dos tempos renascentistas. O teto inteiro trazia uma ilustração que não tivera tempo de ser apreciada, e as paredes traziam vitrais de diversos Pokémon Lendários de todas as regiões.
Coffey olhava para cima, admirado com toda a grandiosidade do palácio da Liga, mas seu temperamento ainda era indecifrável. Recebeu um empurrão de Mikau que chamou-lhe a atenção.
— Assustado? — o atirador caçoou.
— Como eu poderia estar assustado com algo tão belo quanto este lugar? — indagou o gigante.
— Estou falando da luta mais sangrenta que você está prestes a participar — Mikau respondeu com aquele tom sarcástico que fazia qualquer um odiá-lo. — Você sabe que suas chances de sair vivo dessa sob minha supervisão são mínimas, não é? Hah! Tô brincando. Preciso que aguente firme, ou o idiota do Aerus me mata.
Coffey parecia não entender.
— Não se preocupe, chefe, eu vou te proteger. Mas só porque a Milena pediu.
Mikau revirou os olhos, apenas insatisfeito por não ter conseguido assustá-lo como queria.





Os tambores rufavam. Não era possível saber de onde vinham os sons, e por mais que a sala fosse fechada sob quatro paredes tão altas quanto montanhas, o teto ficava alcançava as alturas de modo que não pudesse sequer ser avistado. Eles estavam na base da central da Liga, e dali só poderiam subir as escadas intermináveis aqueles que fizessem seu caminho pela última casa da Elite dos 4, o último degrau antes do mergulho.
Mikau certificou-se de que sua entrada seria mais triunfal do que a de seus inimigos, como se eles fossem os donos da casa ao invés do contrário. Empurrou os portões com ambos os braços e de mãos estendidas.
— Saudações, caros compatriotas que almejam a derrota! Contemplem a equipe mais poderosa do universo, liderada por ninguém menos que o melhor atirador que já pisou nessas terras!
Suas palavras ecoaram interminavelmente. Chaud apenas fechou os olhos, impaciente. Talvez o maior desafio daquela luta fosse aguentar o novo líder.
Foi então que um trovão foi ouvido.
Mikau olhou para cima, e uma gota de chuva caiu bem no meio de sua testa. Misteriosamente começou a chover dentro daquela sala fechada, era difícil explicar como o fenômeno acontecera, e ainda mais estranho era compreender o que havia além daquele teto profundo e interminável, parecia um buraco de outra dimensão.
As gotas de água eram frias, começaram devagar, mas logo ganharam mais força como se desejassem perfurar a pele de qualquer um que entrasse em domínios proibidos.
Jade encolhia-se em seu canto, protegendo os braços avulsos e pulando de um lado para o outro. Yoshiki tentou abriga-la com seu kimono, mas não ajudava muito. Foi Chaud quem levantou seu escudo para proteger os dois da chuva, e na sequência Coffey ergueu seus enormes braços para proteger todos, inclusive Chaud e Beliel que estavam por perto.
Somente Mikau permaneceu lá na frente, todo molhado.
Do lado oposto do cenário, tudo que enxergaram foi um colosso. Se Coffey já era visto como um gigante, então aquele oponente deveria ser o Adamastor de seu tempo. Sob o pé da montanha estava aqueles que realmente deveriam ser temidos. Bonna Party foi quem deu a resposta que Mikau esperava.
— Desculpe-me, mas o cargo de melhor atirador de Sinnoh está sob minha posse. Escrito, registrado e comprovado.
Mikau arqueou uma das sobrancelhas. Já identificara seu alvo.
— Então, você é Bonna Party, a Magmortar. Presumo que preciso apenas derrota-la para tomar este seu cargo para ser coroado como devidamente mereço.
— Não será tão fácil — a mulher mantinha-se firme. — Seus feitos já chegaram aos meus ouvidos, Mikau, o Atirador. Mas sua má fama o precede, me surpreende que tenha entrado aqui como líder e representante.
A chuva parou. Todos olharam ao redor, não compreendendo o fenômeno rápido e repentino, então foi a vez de Davy Jones tomar frente.
— Um guerreiro Water-type para testarmos a nossa força? Vocês irão adorar o cenário que preparei. Creio que essa batalha será realmente de tirar o fôlego!
O chão começou a ruir, Mikau recuou alguns passos e viu as rachaduras formarem-se em sua frente. Um enorme abismo tomou forma ali, rocha e concreto caíam no vazio e deixavam apenas um caminho de uma ponta à outra, mas resistente o bastante para que uma batalha fosse travada ali. Jade aproximou-se do penhasco e olhou para baixo, vendo que se um redemoinho se formara girando com voracidade, as ondas batiam com mais intensidade contra as paredes e davam a clara impressão de que quem caísse ali não voltaria mais.
— O cenário está preparado — disse Bonna Party. — Esta é uma batalha livre, sem regras ou limitações. Todos atacam, todos protegem, todos destoem. Sintam-se livres para fazer a primeira jogada.
Mikau estalou seus dedos. Tinha um projétil de gelo preparado na ponta de seus dedos. Estava mirando no meio da cabeça de Bonna Party enquanto ela estava ocupada demais fazendo explicações, e não hesitou. O primeiro disparo foi seu, mas incrivelmente ela ergueu suas armas antes como se já tivesse previsto o ataque antes mesmo dele ter se concretizado.




Três tiros foram disparados e as balas se chocaram no meio do caminho como se tivessem vida própria, travando suas próprias batalhas entre fogo e gelo. Mikau olhou de relance sob seu ombro e viu que falhara em defender-se, havia um raspão ali, sua pele queimava. Teve receio até de que o tiro tivesse levado seu brinco junto, mas era claro que fora apenas um aviso. Bonna Party nunca teria errado.
Os membros da Fire Tales imediatamente colocaram-se em posição de ataque. A equipe da Flamboyant Passion e do Flying Duthcman não mexeram sequer um músculo sem o comando de seus líderes.
A mulher rodou o estojo de munições de uma de suas pistolas, e colocou exatamente cinco balas ali.
— Cinco balas. Cinco tiros. Cinco acertos — Bonna comentou com tranquilidade, olhando em direção de cada um de seus adversários. — Este é o meu golpe mais poderoso, o Fire Blast, e ninguém sobreviveu para contar história. Vocês são em seis, então provavelmente permitirei que só um saia vivo. Isso se eu não mudar de ideia.
— Acha mesmo que um pouquinho de fogo pode ser capaz de superar meus golpes aquáticos? — indagou Mikau, sendo surpreendido pela resposta.
— Minha vida inteira treinei contra aquilo que tenho desvantagem, então já sou perita em lidar com homens que se julgam superiores e prepotentes como você.
Davy Jones apenas balançou a cabeça, rindo e confirmando tudo. Ele colocou a mão na cabeça da mulher que mais parecia uma espécie de anão de jardim no meio de tantas figuras monstruosas ao seu redor.
— Minha belíssima e perfeita musa inspiradora, você me daria a permissão de começar esta onda de ataques? — Jones perguntou com todo seu jeito galanteador.
— Esteja à vontade. Pra mim você é um homem insuportável, mas acabo de encontrar alguém pior, então estou louca para liquidá-lo antes de mais nada.
— Não permito que você odeie alguém mais do que eu! — gritou Davy Jones, sacando sua espada e olhando em direção da ponte. — Vamos começar pelo modo mais difícil.
O homem andou lentamente, coberto por sua capa suja e desgastada e com um caminhar torto, meio desengonçado, parecia até bêbado. Ao chegar no meio da ponte, jogou ali um baú de ferro com desenhos de Pokémons Fósseis na lateral, e olhou atentamente para seus inimigos.
— Já ouviram a lenda original de Davy Jones? O capitão temível, imperador dos sete mares, que inspirava medo até nos mais corajosos dos guerreiros. Tornou-se um mito, uma lenda dentre os piratas, principalmente quando navega em seu navio amaldiçoado e leva as almas daqueles que morreram no mar para o fim do mundo.
— Um monte de merda — argumentou Mikau. Só ele ousava pronunciar-se, os demais mantinham-se em silêncio, observadores. O novo líder queria partir logo para a ação ao invés de ficar na conversação, mas os demais sabiam muito bem que quando o inimigo fala é porque ele tem algo que deve ser ouvido.
Davy Jones apenas empurrou o baú mais para frente com uma de suas pernas de pau. Quem quer que fosse que tinha arrancado aquela perna, era digno de respeito.
— Bem, não estou dizendo que sou o Davy Jones em pessoa como as lendas dizem, mas chego bem próximo.
— Então, sugere que seu coração está palpitando aí dentro? — perguntou Yoshiki. — Isso é excitante, keh, heh, heh...
O velho apenas sorriu, revelando suas marcas de expressão de um modo cansado e diria até que com compaixão. Ele revelou uma pequena chave que guardava no bolso da camisa.
— Os senhores gostariam de participar de um jogo? A lenda diz que Davy Jones é invencível. Ele não pode ser morto, a menos que alguém apunhale seu coração, que no caso, está guardado dentro deste baú.
Ele jogou a chave da ponte, como uma donzela joga com delicadeza o lenço no chão. O abismo era tão fundo que nem foi possível ouvir o barulho da chave em encontro com o redemoinho que girava com força lá embaixo.
— Ops. Acho que derrubei — disse Dav Jones. — Sintam-se livres para pegar este baú e tentar abri-lo como quiserem, mas vai ser inútil. Se não puderem derrotar a mim e aos meus companheiros bem depressa, eu lhes prometo que traremos uma morte bem lenta e dolorosa para cada um de vocês. Bem, a conversa acabou. Eu só queria tentar dar-lhes um vislumbre de esperança!
Em um exército composto somente por guerreiros extraordinários, leva um tempo até que um dos lados decida-se por investir, mas o primeiro movimento veio por parte de Yoshiki que saiu da retaguarda sem mais ninguém perceber e atacou Davy Jones com uma katana. O velho foi extremamente habilidoso em defender-se, revelando um sorriso de canto por deparar-se com outro espadachim capacitado.
— Acho que encontrei meu adversário — disse Jones.
— Adorei a sua história idiota sobre um coração no baú, mas pra ser bem sincero estou mais empolgado é para arrancar o verdadeiro órgão que está no seu corpo só para ter certeza de que essa sua historinha de criança não passa de um monte de besteira — respondeu Yoshiki com uma risada maliciosa.
Jade apressou-se em acompanhar o amigo, colocando-se em posição de batalha. Jones devolveu-lhe um olhar sedutor que a fez intimidar-se.
— Hm, então vocês também tem uma fêmea no time? Isso é bom, eu adoro garotinhas.
Jade preparou quatro facas e atirou-as em um golpe que aprendera com Yoshiki, jogando-as no ar em direção de seu inimigo, mas todas foram bloqueadas por um ataque rápido que partiu do campo oposto, onde um Sharpedo apressou-se em colocar entre ela e Davy Jones, sorrindo de maneira ainda mais assustadora que até o próprio Yoshiki fazia.
— Shhhhhh, hih hih hih... Vou adorar fazê-la em picadinhos — disse Megalodon.
Coffey também avançou, pois não podia permitir que seus amigos lutassem ali sozinhos. No instante que o gigante fez seu movimento, foi a vez da outra montanha também mover-se. Big Daddy, o Wailord, apenas deu um passo pesado em direção da ponte e indicou que entrava na luta. Toda a estrutura da Liga tremeu, se ele subisse ali parecia que a ponte iria despencar, mas o chão aguentou firme. Com sua presença, os três guerreiros aquáticos da Elite entravam em ação, e a primeira parte da batalha começava a ser travada.
Beliel falou baixo para Mikau.
— Se tentarmos nos mover, a atiradora vai nos matar. Ela está supervisionando a batalha.
— Posso bloquear os tiros dela — respondeu o Kingdra, sem tirar os olhos da mulher.
— Mas não todos. A questão é que ambas as arenas são separadas por este imenso abismo, e não podemos nos dar ao luxo de esperar que nossos companheiros lutem enquanto os olhamos.
— Você tem algum plano, Beliel? — indagou Chaud.
— Posso criar um portal negro e enviar-nos para o lado deles sem que percebam. Bonna Party é uma atiradora, ela funciona melhor com distâncias, assim como Mikau. Chaud  e eu pertencemos a ataques diretos, precisamos alcança-los.
— Não será necessário — uma voz surgiu ao seu lado.
Ao se virarem, os três perceberam que um portal negro começava a se formar, e dali surgiam dois guerreiros do tipo fogo. Enquanto Beliel cogitava um plano para ser posto em prática, o inimigo fora mais rápido em ter a mesma ideia, já estavam bem habituados àquela estratégia. Eram dois Houndooms, uma espécie, pensamentos semelhantes. Beliel sabia que já sentira aquela energia em algum lugar.
— Thanatos — afirmou o cego. — Um dos comandantes do inferno, assim como um dia já fui.
— Se conheceram no inferno? Que coincidência — disse Mikau, irônico.
Junto de Thanatos estava Astaroth, o Camerupt, e Chaud imediatamente reconheceu que ali estava o seu adversário. Mikau olhou para o outro lado da arena e percebeu que Bonna Party continuava ali, parada, com os olhos fixos nele. Os dois não precisavam chegar perto o bastante um do outro, e provavelmente ficariam com suas chuvas de balas até que um deles errasse e seu corpo fosse perfurado. Bonna era honrada demais para atirar em alguém que estivesse de costas ou ocupado demais em defender-se de outro inimigo, e se Mikau tivesse essa ideia, se desviasse a atenção da mulher por um segundo sequer, terminaria como um corpo caído naquele abismo.



Yoshiki e Davy Jones trocavam cortes e demonstravam habilidade incrível em manusear objetos cortantes. O Toxicroak guardara sua katana, fazendo uso das facas que Jade arremessara para sentir mais o gosto do coração de seu inimigo quando o apunhalasse.
Temia por Jade que lutava sozinha contra o temível Sharpedo, mas tinha confiança o bastante na garota para permitir que ela lutasse sozinha, precisava apenas concentrar seus pensamentos no que requeria mais sua atenção no momento. (Afinal de contas, suas seções de psicologia haviam lhe ensinado bastante!) Eram seis guerreiros para seis adversários, ninguém podia ficar de fora. Quando Yoshiki tentava desviar o olhar para assegurar-se dos demais, Davy Jones revidava e balançava a cabeça negativamente como um velho repreende uma criança.
— Seu adversário está aqui, concentre-se em mim.
— Eu estava só decidindo quem vou matar depois de acabar com você — Yoshiki respondeu com uma risada, ainda nem começara a suar.
— Você não ouviu minha história, moleque? Que desrespeito, quando os mais velhos falam os novos devem sentar e ouvir... — Davy Jones fez uma pausa. — Eu sou invencível.
— Cada vez que você fala que é invencível me dá mais raiva de você e mais vontade de perfurar o seu coração. E provavelmente seria na sua frente, para ver sua cara de espanto e sofrimento, descobrindo que tudo que acreditava não passava de uma farsa.
— Eu o mataria envenenado, também aprecio mortes lentas e dolorosas, mas vejo que você é um guerreiro especializado no mesmo tipo que eu — Davy Jones riu.  Então, foi você e seus amigos que derrotaram Tashiki e Atômico na Primeira Casa! Dou-lhe as minhas sinceras congratulações.
Yoshiki tentou golpear a perna manca de Jones, empurrando-o de modo que ele tropeçasse no próprio baú que rolou para longe. Por sorte o artefato não caiu no abismo, ou teria sido o fim. Podia dizer o quanto quisesse que não acreditava naquela história sem sentido, mas ainda tinha curiosidade em saber o que de fato havia dentro do misterioso baú. Mesmo caído no chão, o velho foi ágil em esquivar-se e recobrar o equilíbrio, retomando sua conversa.
— Mas você sabe que nunca é possível sair de uma batalha contra um Pokémon venenoso sem sofrer as consequências.
— Sou imune a veneno, velho burro — respondeu Yoshiki.
As marcas de expressão surgiam no rosto de Jones quando ele sorria, fosse por estar feliz ou por simplesmente descobrir algo novo.
— Mas eu não estava falando de você.
Os olhos de Yoshiki automaticamente foram em direção de Jade que esquivava-se com destreza e fazia uso de sua velocidade para combater o Sharpedo. Não teve tempo de pensar em qualquer coisa, pois Jones brandira sua espada chegando bem perto do rosto do rapaz, repetindo aquela frase que ele tanto odiava:





Yoshiki utilizara-se de seu próprio corpo para defender-se de uma facada inesperada por parte do inimigo. Jade percebeu que seu companheiro passava por problemas, e conseguiu distrair o Sharpedo para aproximar-se do Toxicroak. Os dois podiam ser frágeis separados, mas quando se uniam, revelavam-se como uma dupla e tanto.
— Yoshiki, seu pé está sangrando!! — disse Jade, ao mesmo tempo espantada e admirada.
— Você quis dizer que meu está com uma faca enfiada no meio — ele respondeu com um ar irônico, de certa forma gostando da maneira como poderia usar aquilo como arma. — Já que tenho só duas mãos pra atacar, nada melhor do que usar um pé como arma também, não? Keh, heh, heh...
— Essa gente é esquisita mesmo... — argumentou Megalodon, lambendo os beiços e olhando em direção de Davy Jones. — Então, chefia, posso continuar a perseguição de minha vítima? Estou louco por um lanchinho! Ou o senhor vai ser guloso e querer os dois só para si?
— Tubarões não gostam muito de repartir sua presa, mas sinto que essas duas não fariam muito bem ao seu estômago, caro Megalodon — comentou Davy Jones. — Acredito que seja melhor simplesmente descartá-los, pois o nosso prato principal está sendo aquecido no forno!



Mikau sentiu uma gota de suor percorrer seu rosto. Quando foi a última vez que não teve tempo de brincar com um adversário? Lembrava-se somente de inimigos inúteis, estava tão convicto de suas vitórias que julgava ter alcançado o próprio limite da força natural. Nunca imaginou que alguém poderia sequer chegar perto de seu poder.
E aquilo o motivava. Finalmente encontrara a primeira do rank, e aquele lugar logo seria seu.
— Já está ficando sem munições, garoto? — gritou Bonna Party do outro lado da arena.
Odiava que o chamassem de garoto, sentia-se como o Horsea estúpido que um dia fora e lembrava-se do dia em que Ereon o fizera beijar a terra por argumentar justamente pelo mesmo motivo, então dessa vez se mantivera calado. Tinha munições de sobra, e poderia continuar defendendo-se dos tiros da Magmortar enquanto desferia mais alguns, mas aquela batalha não ia a lugar algum. Quando será que ela começaria a utilizar o Fire Blast? Ele também estava ansioso para disparar um Hydro Pump.
— E então? Vai ficar com medo de me encarar muito de perto, e por isso vai manter a distância? — caçoou Mikau.
— Se eu me aproximar, temo que a disputa acabará mais rápido. Não quero machucar seus amigos, ainda.
— Por que não me mostra um pouquinho de sua capacidade total? Vamos lá, cinco tiros, cinco acertos? Só acredito vendo. Poderei acha-la uma total fracassada se estiver enganada e eu conseguir provar?
Bonna franziu o cenho, sentindo-se claramente provocada.
— Como quiser.
A mulher ordenou que Thanatos abrisse um portal para que ela passasse para o outro lado. Agora ela estaria cara a cara com Mikau, seu principal inimigo. Além de precisão, Bonna também tinha muita agilidade, era boa em defender-se e contava com total apoio de seus outros subordinados. Thanatos e Astaroth lhe davam cobertura. Mikau, Beliel e Chaud tentavam manter-se unidos, mas sem muita sincronia.
— Ei, muralha de ferro, não vai ficar na frente? — indagou Mikau.
— Eu protejo aqueles que precisam — respondeu Chaud com certa grosseria, ainda mais impaciente com as ordens imperativas do Kingdra.
Bonna ergueu sua pistola, ativando a primeira das cinco balas mortais.
— Já perdi a paciência com homens como você há tempos — disse a mulher, mirando em Mikau. — Defenda-se, se puder!
Finalmente Mikau havia conseguido o que queria. Com a Magmortar liberando seu golpe mais forte, ele também poderia se testar. Preparou o Hydro Pump, mas todos foram surpreendidos por algo que acontecia. O chão começou a tremer. Olharam ao redor, e viram que Coffey e Big Daddy travavam uma luta com punhos de aço, recuando para fora da ponte, onde um desfecho ainda mais perigoso se aproximava.




Yoshiki e Jade pararam sua batalha. Davy Jones permaneceu sozinho na ponte enquanto seus dois companheiros recuavam para a arena segura, longe do abismo. Do outro lado da ponte estava Coffey, que derrubara o Wailord e apoiava-se no chão com uma das mãos, e por mais que sua face parecesse assustada, ele sabia que faria se necessário: O Earthquake. Um dos golpes mais temidos de todas as gerações, se o Rhyperior de fato o usasse a ponte não suportaria. Quem estivesse ali cairia nas profundezas do esquecimento e o único método de travessia seria destruído.
— Pela primeira vez, o grandão está usando a cabeça! — gritou Mikau.
— Então vocês possuem um usuário de Earthquake? — indagou Bonna, impressionada, mas ao mesmo tempo demonstrando claro desapontamento. — Não temem os resultados deste golpe na própria equipe de vocês? Um terremoto não escolhe vítimas, ele destrói tudo, estão mesmo dispostos a arriscar tudo?
Mikau devolveu um sorriso de canto para a mulher que fez um arrepio percorrer pela espinha. Talvez fosse por esse motivo que aquele homem era mais conhecido por suas maldades do que por ser um membro da Fire Tales de fato. Há tempos Mikau deixara de construir uma boa reputação por ser um exímio atirador, as pessoas se lembravam dele por sentirem, simplesmente, medo.
— Farei o que for necessário. Minha vez de jogar, Bonna Party.


      

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  1. "Começaaaa a Quarta Casa" _Bueno,Galvão.

    E cara, eu vou amar um líder egocêntrico como o Mikau.Manda ver,atirador!
    Eu vou amar também essa Casa, Água e Fogo, é tão oposto, mas tão incrível.

    Chaud em mais uma batalha?! Tô de olho nos Supports. Vai lá, muralha <3

    Vai ter Call of Dutty aqui gente, vai ter mais tiroteio que o próprio jogo, se bobiar.
    Adoro ver Yoshiki em açao, o jeito sanguinário dele sempre me atraiu, e argh, esse sorriso cínico.

    Vai ter briga de gigantes também? Imagino já aqueles dois como nos filmes, lutando em câmera lenta.Tipo Godzilla :v

    Acho que descobri onde ta o One Piece, tá no bau do Davy Jones.Ja podem pegar seus barcos.

    Não posso deixar de citar : Nhaaw, Elba, sua fofa :33
    Digo, essa casa vai ser cansativa e bastante movimentada, to ansiosa pelas habilidades de Bonna e Mikau, que são opostas e iguais ao mesmo tempo, serem colocadas em pratica *o*

    E que começo digno de admiraçao né? Aguardando continuaçao *--*

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    1. Diga ae, Star! Também estou aprendendo muito com o Mikau como líder, principalmente pelo fato de que até então só o General é que assumia as rédeas, está sendo muito esquisito deixar todo mundo meio perdido e disperso, o Mikau funciona mais como o campeão ou guerreiro mais forte de um exército, aquele que intimida, mas nunca o cara que vai liderá-los. Bem, vamos ver como isso se desenrola! kk

      Além dos Supports que eu já trouxe tenho um do Mikau aqui guardado ainda, é um romancezinho bem bonitinho. Pode ser que eu tenha enganado vocês com toda essa história de supports serem um mal presságio, será que Adolphinho estaria errado? kkkkkkkkk Os leitores também já estão preparados para o que essa casa trará, tomem cuidado para não serem enganados, no final vou chegar e falar "HÁ, PEGADINHA DO MALANDRO!" kkkk E tudo mundo volta a viver feliz para sempre.

      Enfim, eu quis justamente trazer algo tranquilo e não lotar vocês de informações de uma vez, afinal, se todos morrem em um só capítulo os leitores se assustarão neh kkkkk De qualquer maneira, obrigado por sempre estar aí curtindo e comentando nos capítulos tão depressa. Sempre que posto algo eu fico atualizando a página o dia inteiro pra ver quem dará as caras, e você sempre aparece :3 Beijos, depois nos falamos mais!

      PS: Depois temos que trocar uma ideia sobre o encontro da Aliança no skype, aquilo foi hilário! kkkk Aposto que vocês gamaram na minha voz de locutor :v -sqn kkkkkkk See ya!

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  2. Deixa eu apenas comentar que meus colegas do PreVest (onde eu estava até agora) saíram comentando que iam descansar, festejar, relaxar, e eu apenas rindo por dentro pq olha pra onde eu venho :''D
    Enfim
    Indeed, essa combinação é algo difícil de conseguir harmonia, mas quando consegue.... Sai da frente que vai dar merda :v
    (mas eu queria é saber como esses dois conseguem ser ameaçadores juntos, nem conseguem recepcionar o Luke sem estarem a ponto de discutir .--. )
    Caro Kyle, você trapaça com seus golpes inesperados cheios de TMs e habilidades imprevisíveis > não gostei disso >.>
    NÃO
    ESCUTA AQUI
    ATÉ PRA TU ISSO É BAIXARIA, MANO
    COMEÇAR COM A ELBA
    A ELBA
    ELBA E BONNA EM CENINHA MÃE E FILHA
    ESSA DROGA MAL COMEÇOU E JÁ TO NO CHÃO GRAVEMENTE FERIDA
    Ç____________Ç
    algo me diz que esse segredo a sete chaves escapa antes dessa casa terminar..... só acho....
    (btw, vamos falar sobre como eu simplesmente esqueci sobre a existência do davy jones :v (e espero que assim continue, se em três caps tu fizer eu me apegar a esse cara só pra depois matá-lo: i won't have mercy of your soul))
    Ai, gente, bbza Bonna insegura, eu to desmoronando junto ç___ç
    mais um houndoom, olha isso já é sacanagem com a minha cara pq adoro esse poké e agora são dois pra eu ver se ferrar eu to quebrada largada no chão soluçando ç______ç
    FODEU
    ELE PROMETEU QUE GERAL VOLTA
    JÁ TO LISTANDO TODOS COMO BAIXA :''''D
    Eu percebo que continuo sendo a fã nº1 do Mikau quando o Chaud lista os pontos negativos dele e eu já ESCUTA AQUI (mesmo sabendo que ele está certo (mas é meu bb, o impulso de defendê-lo é mais forte que eu /q))
    A MILENA SE APROXIMANDO
    E LEMBRANÇAS SOBRE QUANDO ELE ERA UM AMÁVEL HORSEA
    SE TU TÁ OUVINDO GRITOS: SIM SÃO OS MEUS
    ASDKASKDSADKSAKDSAKDKASDKASKDASKDAKDKASDKASDKASDKASKDAKSDSKAD
    E SINCERAMENTE "NÃO ME ESPERE" FOI DEMAIS PRA MIM
    DE TODAS AS PALAVRAS QUE PODERIAM SER ESCOLHIDAS Ç__________Ç
    Ai, a promessa de Chaud e Eva de sair para conhecer o mundo quando isso terminar...... apenas deixa o gosto completo de que ninguém vai voltar dessa droga ç_ç
    O SAWYER DIZENDO QUE TÁ COM MAL PRESSENTIMENTO, REALMENTE JÁ TO CAVANDO OS TÚMULOS
    E PERA COMASSIM NENHUM DOS DEMAIS VAI PODER VER NADA??? isso é tortura das bravas, mano o_o
    NOSS MANO E EU REALMENTE NÃO PRECISAVA LEMBRAR SOBRE O QUANTO MEU BB É SOLITÁRIO
    VEMK BELIEL, EU TE ABRAÇO (E FUJO CONTIGO PRA NADA DE MAL ACONTECER)
    e por que nunca tem liferuinin o bastante................ eu sabia que ia dar merda aquele veneno lá da primeira casa que pegou na jade, eu sabia ç____ç

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    1. Espero que a pior parte já tenha passado! > AI, AI, QUERIA AINDA TER ESSA ESPERANÇA :'''D
      A MILENA FITANDO O MIKAU ENTRANDO PRA ESSE DESTINO SANGRENTO, EU TO
      e permitam-me dizer que mikau é de uma beleza que ~suspira~
      eu às vezes me pergunto se o ego de alguém realmente pode ser tão enorme ou se mikau é só burro mesmo .-------.
      A BONNA AKSDAKSDAKSDKSADKADKAKDKDAKDKSAD e agora que não sei se grito INDEED ou ESCUTA AQUI ????? (os dois atiradores são bbs do meu coração, não dá pra escolher >>: )
      e outra dúvida no momento: a arena, eu devo gritar FODAAAAAAAAA ou apenas sair choramingando pelos destinos horríveis que previ?? ç_ç
      ESSA LUTA, ELA VAI ACABAR COM AS MINHAS ESTRUTURAS
      I MEAN, DOIS BBZOS DA MINHA VIDA, E OS DOIS SÃO HIPER FODAS
      NÃO SEI LIDAR ASKDAKDSAKDSAKDSAKDSAKDASKDAKSDKSADKASD
      Este é o meu golpe mais poderoso, o Fire Blast, e ninguém sobreviveu para contar história. Vocês são em seis, então provavelmente permitirei que só um saia vivo. > Quanta bondade da sua parte, Bonna :'D
      Minha vida inteira treinei contra aquilo que tenho desvantagem, então já sou perita em lidar com homens que se julgam superiores e prepotentes como você > YOU BETTER HAVE A BURN HEAL literally nesse caso /q
      miga também não ofende, Mikau pode estar um mané mas Davy Jones é um tarado detestável tipo sempre e-------e
      Jones: dane-se a chave. Sou capaz de entrar aí e quebrar o baú com as mãos só pra te ver morrendo :v
      VAI LÁ, YOSHIKI, ARRANCA O CORAÇÃO DELE *^^^*
      eu tava indo gritar todo meu orgulho por bb beliel aí esse fdp rouba a glória da ideia, vsf
      vamos falar sobre como bonna vs mikau é ainda mais tenso do que eu esperava pq né morte súbita :''D
      Cada vez que você fala que é invencível me dá mais raiva de você e mais vontade de perfurar o seu coração > Yoshiki traduzindo meus sentimentos por Davy Jones, yep
      "— Mas você sabe que nunca é possível sair de uma batalha contra um Pokémon venenoso sem sofrer as consequências.
      — Sou imune a veneno, velho burro
      — Mas eu não estava falando de você." FAZ DE CONTA QUE NÃO TO ME DEBATENDO Ç___Ç
      MANO ELE USOU A ARMA FINCADA NO PÉ??? LOL YOSHIKI TE ADORO MANOLO <33
      Ai, Mikau. Ai, Mikau. Essa sua prepotência ainda vai custar caro >>>>:
      E PUFAVO O DESTAQUE NA MYSTIC WATER ASKDSAKDSAKDSAKAKSDSAKDKSADKSADKASDKASDKAKD
      (eu já elogiei os desenhos da nyx hoje? então xô parar e dizer: nindezas da minha vida <333)
      Aimds. AIMDS. AI.MDS. O lado negro do Mikau vai se erguer, e lá se vai meu coração junto ç____ç
      E NOSS BEM AGORA TU TERMINA, VAI SE FERRAR

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    2. Preciso sempre me preparar psicologicamente antes de responder seus comentários, são muitos surtos e reflexões que preciso seriamente considerar antes de trabalhar em qualquer outro capítulo ou personagem kkkk Mas são elogios e pensamentos jogados muito bem vindos, Anne! Sem contar que me divirto muito com seu twitter (yeah, praticamente sempre dou uma passada lá quando sei que há algum anúncio fodástico kkkk) Às vezes penso se não escrevo parágrafos desnecessários e irrelevantes que fariam os leitores nem notarem, mas quando você encontra exatamente o que eu menciono e que devia ser notado, já me sinto mais aliviado por atingir meu objetivo. Acho que tudo que é escrito em um livro ou história está lá por um motivo, então devo continuar trabalhando nesse aspecto.

      Ainda estou vendo se trago um Support da Bonna, ela é uma personagem que também me identifiquei muito! Com toda certeza colocarei a Elba no meio, ela é tão adorável :3 Acho que se algum dia existisse um Sinnoh 2.0 na fanfic, a Elba seria uma daquelas personagens que estariam mais crescidas, maduras, e que provavelmente começariam do mal para depois se juntarem à equipe principal. Ahh, droga, preciso parar de pensar nessas sequências e colocar um fim em tudo logo!

      Mikau fará sua parte, e fará bonito. Não é por qualquer motivo que eu deixei para o final, uma das casas mais importantes. Em breve trarei um Support dele e da Milena para a sua felicidade, mas lembre-se das falas do vídeo da senhorita Star-chan: Supports não são um bom sinal kkk ZUERA. Ou não, gosto de falar ZUERA pra dar um ar de zuera, mas a vida de personagens é imprevisível kk

      Olha, não creio que eu vá fazer você gostar do Davy Jones até o fim, ele não é o tipo de personagem que ganha o carinho do público, e ele é basicamente feito de coisas que você odeia kk Mas o fato dos outros ao redor dele serem legais, como a Bonna, acaba fazendo ele legal também. É o tipo que tá no grupo e se dá bem por causa dos demais, rs. Mas a luta dele contra o Yoshiki está ficando show de bola! Ele está se comportando bem, mais sério do que costuma ser, e mesmo que você o odeie como personagem quero ver se consigo ao menos fazer as pessoas ficarem tristes por ele. Bom, é melhor eu também parar de falar antes que saiam alguns spoilers kkkk

      Essa casa está dando um trabalhão pra Nyx, tanto que teremos de separá-la em 4 partes ao invés de 3 como foram as outras. Será que vamos conseguir fazer a galera chorar de novo? *risada maligna* kkkkkkk Zuera, vou tentar não judiar muito de vocês. Valeu pela presença, Anne! *-*

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  3. Prevejo grandes catastrofes no próximo cáp.Bom,agora,cara,o cáp ficou bom demais!

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    1. No próximo, e no próximo, e no próximo depois desse, e assim seguirá até o fim da Liga Pokémon kk Digamos que esta primeira parte tenha sido o respiro final antes do mergulho, como nosso caro Gandalf diria. Agora é que a porra fica séria kkkkkkk Fico feliz que tenha curtido cara, até a próxima!

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  4. O Kyle e o Lins são talvez os meus favoritos da elite. São bem carismáticos, e é engraçado como são competitivos um com o outro, mas sabem que funcionam como ninguém juntos. Deve ser um imenso desafio dividir um cargo desses com alguém, é preciso conhecer muito o parceiro para não correrem o risco de anularem as estratégias um do outro. E esse tchau para a Elba abrindo o capítulo foi sacanagem HAOSDAHEUHSJASH :'DDD

    Cara, lutar uma guerra liderado pelo Mikau é no mínimo assustador. O General e o Aerus trazem aquele sentimento de conforto, de família, mesmo com a rigidez. O Mikau é imprevisível, mesmo fazendo uma promessa, ainda tenho medo do que pode acontecer. Quando as coisas fugirem do controle e a autoconfiança não sustentar ele, todos podem ficar em apuros. Fiquei intrigado com a tal tosse da Jade, e fico suspeitando se não é algo a ver com a primeira casa. Sinto que essa será a batalha mais difícil e com mais perdas, mas só resta mesmo torcer. E aquele golpe surpresa do Yoshiki, deu uma aflição, mas foi fiel pra caramba ao próprio personagem. Show!

    Outra coisa incrível são os personagens inimigos. A Bonna e o Davy são personagens que já apareceram em cenas divertidas e se mostraram como personagens muito carismáticos. Agora, na Liga, os dois trouxeram frases tão épicas que deu até um arrepio IAHDSAISDAJS Sério, bateu um medo quando cada um falava, mostrando como podem ser intimidadores e como não ocupam seus cargos por acaso. A gente esquece que eles são gente como a gente, mas mesmo assim são alguns dos mais fortes Pokémons de Sinnoh. Serão os dois últimos obstáculos até a última casa (além dos outros quatro guerreiros, que também parecem ser personagens incríveis. Fico imaginando o Gijinka desse Wailord! IJDAIUSHDIAU), e isso não é pra qualquer um!

    OBS: Você comentou sobre terminar a fic em 2017... Quem diria que nós CHEGAMOS REALMENTE EM 2017!! Esse tempo...

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