Posted by : CanasOminous Jul 25, 2014

Ilustrações do Mangá feitas por Nyx.


Luke Wallers estava diante da Terceira Casa, comandada por Mark, o membro da Elite que liderava os espíritos do além através dos Ghost-type. O som fúnebre de seu piano era ouvido mesmo de longe, e o rapaz não parou de tocar mesmo quando seu desafiante chegou. Apalpava cada tecla como se fosse o corpo de uma mulher que requer um cuidado especial para ser manuseado, sua melodia transmitia a triste melancolia de um homem que tinha tudo para ser feliz, mas escolhera um caminho obscuro e solitário.
Dado o som de sua última nota, ele ergueu os olhos em direção da única luz dispersa na escuridão.
— Eu lhe disse para que recrutasse os melhores, se quisesse ser o melhor — disse Mark com a voz séria. — E você cumpriu sua tarefa com perfeição. Enfrentou gigantes, derrubou fronteiras, perdeu amigos, e expandiu sua experiência.
Ao virar-se, ajeitou suas vestes brancas que mais pareciam ter saído direto de um hospício. Cruzou as pernas, e Luke permaneceu firme do outro lado. Temia seu adversário pelo simples fato de no passado ele ter sido alguém muito importante para ele, mas não mais. Não mais.
— Fiquei sabendo que você despertou uma doença rara, conhecida como megalomania. Me diga, você se fez de doente, ou isso realmente evidenciou-se dentro de você como uma vontade para conseguir tudo o que queria? — Mark deu uma risada. — Você reuniu todas as peças necessárias para chegar até aqui, e agora está na hora de provar se é realmente merecedor.
Àquela altura do campeonato não adiantava tentar intimidar Luke Wallers com palavras. Um duelo de olhares se formava, não apenas para passar adiante e seguir sonhos; mas por força, objeção, superioridade.
Mark tocou levemente sobre uma Dusk Ball em cima do piano e virou-se para o lado. O salão da terceira casa era nefasto, sem cor, sem vida.
— Diga-me, o que tem a contar de sua viagem até aqui? Como foi derrubar tantas outras pessoas que compartilhavam o mesmo sonho que você, só para chegar até este ponto? O que sentiu ao destruir mil oportunidades em busca apenas daquilo que você buscava? Vamos lá, prove para mim que valeu à pena.

Pokémon P.O.V. (Point of View)

Ei, Sophie! Traz mais uma rodada de bebidas, por minha conta!
Aerus despertou de seus pensamentos quando sentiu uma mão suave tocar-lhe o ombro. Estava sentado em um canto vazio dos corredores que levavam até os limites da terceira casa. O dragão olhou para cima e deparou-se com o esquilo de pé ao seu lado. Watt o fitava, e parecia ter sentido tudo que seu amigo sentira, como se de alguma forma estivessem conectados da forma mais íntima possível.
O rapaz voltou a cruzar as mãos e encarar o chão, sem expressão ou reação alguma.
— Eu não quero perder mais nenhum de vocês, irmãozinho. Eu não suportaria, eu não posso, simplesmente não posso — repetia Aerus, claramente assustado.
Aquele majestoso Garchomp, que parecia não ter medo de nada, mostrava que dentro dele ainda existia a fraqueza de um Pokémon como qualquer outro. Watt apoiou-se para ficar na altura do amigo.
— Faremos o possível para que isso não aconteça, certo?
Aerus sorriu.
— Você está cumprindo com a minha função. Eu é quem deveria estar motivando meus companheiros — respondeu.
— Sim, e justamente por isso eles pedem para que você se levante e os guie — disse o Pachirisu. — Mas quando você não aguentar mais seguir em frente, lembre-se que eu sempre estarei aqui.
O dragão encostou lentamente a cabeça na parede. Watt distanciou-se, e não demorou muito até que Aerus se levantasse também e o seguisse.
Alguns membros da Fire Tales haviam ficado para trás. Nem Al Capone, nem Lyndis e nem Karl ultrapassaram os limites da Segunda Casa. Preferiram ficar por não encontrarem mais forças para seguir. Aerus respirou fundo e estufou o peito. Olhou para os lados, pois sabia que tinha de mostrar forças para seus amigos.
Só não sabia como seria difícil.
— General. — Sua voz chamou o vazio. Ele era o único que saberia o que fazer. — General, onde está você?
Encontrou o homem sozinho, perdido em seus próprios pensamentos. O cenário era um lindo palácio que se encontrava atrás de cortinas de cor escarlate, mas uma sensação fúnebre era transmitida daquela arena. Difícil dizer se o militar bolava estratégias de guerra para a batalha que se formava, ou se simplesmente estava afastando todos os pensamentos de sua mente em um raro momento onde poderia ter paz.
Aerus aproximou-se dele com a fronte baixa e as esperanças abaladas. Por algum motivo ele sentia que precisava ter aquela conversa com General, pois não suportaria a ideia de que eles pudessem perder qualquer outro amigo naquela guerra. Ele não iria suportar. E General era sempre tão... tão... forte! Quando a esperança desaparecia para todos à sua volta, ele a trazia de volta amarrada por correntes de aço para que nunca mais fugisse.
Aerus o admirava, acreditava nele mais do que em qualquer outro, pois aquele homem não era apenas um revolucionário, e sim, o líder dos líderes. O seu líder.




Sempre carregando no olhar o brilho de um homem que caminha para a vitória. Não importava o que estivesse escondido por baixo da visão que lhe fora retirada, General espantava todos os temores e só permitia que os outros vissem aquilo que ele quisesse. Seriam vencedores. Seriam os campeões, e nada poderia impedi-los.
O Dusknoir continuou caminhando rumo ao seu destino, e Aerus nada pôde fazer além de ficar para trás e observar o que quer que esse tal de destino planejara.
Logo uma mão tentou tocar-lhe por trás, mas fraquejou e quase foi ao chão se General não tivesse tomado-a em seus braços. Surpreendeu-se ao ver ali Glaciallis, a moça olhou fundo para o homem amava e falou com a voz temerosa:
— Não me deixe — disse ela.
— Não deixarei — ele respondia com a convicção de que aquilo jamais iria acontecer. Tão calmo, tão compenetrado...
— General, eu não suportaria a ideia de perdê-lo...
— E isso nunca acontecerá, minha querida — respondia o homem com paciência. — O que realmente me aflige é a ideia de que você saia ferida, e isso eu não posso permitir.
A Froslass levou as mãos até as do homem em um inesperado ato de tristeza. Eles já tinham tido aquela conversa semanas antes, dias... Mas a cena se repetia na véspera da batalha. Não importava o quanto tivesse se preparado para aquilo, Glaciallis jamais poderia aceitar.





— Mas que doce ironia do destino, não?
A voz soou fria e melancólica. Quase que uma provocação, do jeitinho mais maléfico que Mikau poderia se dirigir com falsidade a alguém que não conhecia, e mesmo assim já odiava. Ali estava um dos maiores temores de General até então. Se os fantasmas não sentiam medo, então o homem em sua frente os faria mudar de ideia.
Vinha se preparando para o que teria de enfrentar na Liga há muito tempo, e cerca de um ano antes de chegar ali, conhecera um homem digno de ser respeitado e temido.
Ele era belo, tremendamente belo. Um dia deveria ter sido um dos maiores e mais sensacionais revolucionários de seu tempo, até que o sabor amargo da solidão tirou-lhe a vida. Cicatrizes, marcas, queimaduras, nada lhe atormentava mais, se não a triste visão de algo que nunca encontrara. Talvez por isso aquele homem parecesse o tempo todo angustiado, emergido em seus pensamentos, sofrendo por... amor.
Ouviu-se a palavra amor ecoar diversas vezes no salão vazio.
— Amor em pleno campo de batalha? Isso é tão doce... Há quantos anos não me deparo com uma cena dessas? Ainda existe o amor nos tempos de hoje? Meu final foi triste, frio e solitário...
O militar fez uma reverência.
— É um prazer revê-lo, Presidente Vargas. Temo que seremos adversários nesta guerra, como havíamos previsto — disse o General Castelo Branco.
— Nada tema, meu bom homem. A guerra é ampla e não escolhe lados. Ela seleciona quem vai e quem fica, e se o destino nos trouxe até aqui, que seja — a voz de Vargas tinha a tonalidade suave de uma cantiga de ninar. — Não é justamente por isso que estamos aqui?
Haviam papéis de balas espalhados por todos os lados. O pirulito que estava nos lábios de Presidente ia de um lado para o outro, o que fez Glaciallis pensar como um veterano de guerra conseguia distrair-se com doces em um momento tão sobrecarregado. Manteve-se escondida e intimidada atrás do manto de General, preferiu nem prontificar-se, detestava guerras e batalhas, odiava tudo aquilo. O palácio ao seu redor deixava o ar mais denso, aquele ambiente cheirava à morte.
Logo, Presidente levou as mãos para trás e começou a andar de um lado para o outro. Era o mandante da Terceira Casa, não tinha pressa para começar e tão menos para acabar com aquilo.
— Eu o estive esperando, General. Eu sabia que um dia viríamos a nos encontrar — dirigiu-se a ele com a maior sinceridade possível. — E vejo que também trouxe companhia. O doce e terno amor... Quem é a sua dama?
Aquelas palavras soavam com o ar de ciúmes. Presidente perdera sua mulher há muitos anos, e por conta disso odiava qualquer casal feliz, especialmente quando a mulher tinha cabelos longos que lembravam tanto os de sua falecida esposa.
Glaciallis esteve escondida por trás do manto de General todo aquele tempo. O homem viera escondendo-a, não gostava que seus adversários tivessem conhecimento de que ela era a sua fraqueza, e muito menos que poderiam utilizá-la contra ele, mas a reação de Presidente acabou sendo completamente diferente do esperado.
O pirulito caiu de sua boca ao deparar-se com aquela cena, direto para o chão. Os olhos estavam arregalados, as marcas de expressão se evidenciaram, e seu coração acelerou.





— Glade? — Presidente hesitava em seus passos, suas botas pareciam não querer se moverem. — Glade, é você mesmo?
Glaciallis recuou a mesma quantidade, e General colocou-se em frente dela. Poderia se dizer que o Presidente era naquele instante um maníaco que faria de tudo para ferir o amor entre eles, mas em seus olhos cansados não havia maldade, e sim, um sentimento que muitos já sentiram, mas esqueceram da sensação. Uma paixão antiga, dos tempos de infância, onde prevalece a ingenuidade e o alívio.
— Glade? Do que o senhor está falando? — perguntou General, precavido.
As mãos do Presidente tremiam. A batalha nem começara, e ele agia como se tivesse levado uma facada no peito.
— Glade, meu amor, sou... eu... Seu marido, seu homem...
General franziu o cenho. Presidente elevou uma de suas mãos enluvadas para tocar nas da moça, mas Glaciallis recuou assustada. Não conhecia aquele homem, nunca o tinha visto, e ele falava com honestidade e carinho como se a conhecesse há muito tempo.
— Desculpe-me, mas... O senhor deve estar a confundir com outra mulher.
Os lábios de Vargas tremeram numa alegria incontida. Queria tocá-la, mas não podia. Queria abraça-la, mas não chegaria perto. Afinal, ela estava acompanhada de outro homem
— Glade. S-sou... sou eu.
— Do que você está falando, Presidente? — General colocou-se em frente de sua mulher mais uma vez, elevando o tom da voz. — Como pode conhecê-la? Como pode dizer-se amante dela se o tempo todo Glaciallis esteve acompanhada de minha presença?
Em momento algum o militar pensou que o amor de sua dama pudesse ter sido uma mentira. Glaciallis jamais o teria traído, ela estava claramente confusa, então porque aquele homem, perdidamente apaixonado, dizia palavras tão suaves como um jovem que finalmente cria coragem para declarar-se diante de seu amor platônico?
Presidente ainda não encontrava palavras para dizer. Ficava só repetindo a mesma coisa de sempre, como se só o fato de estar ali junto dela já o fizesse bem.
— Glade. Glade. Glade. — Ele sorria, ignorando completamente a presença de qualquer um entre eles. Havia apenas Glade ali. Sua amada e falecida esposa.
Glaciallis recuou dessa vez assustada, balançando a cabeça negativamente.
— Desculpe-me, mas eu não o conheço...! Não conheço mesmo, me desculpe!
Presidente afastou-se, comovido. Levou a mão até seu rosto e soltou uma risada bem baixinha, que logo tornou-se alarmante. Caminhou em direção de um dos pilares e retirou dali uma rosa que nascia do concreto. Examino-a com carinho antes de voltar a atenção para seus ilustres convidados.
— Uma vida inteira. Eu a esperei por uma vida inteira. E quando este tempo acabou, ainda esperei por toda a eternidade. Eu nunca parei de procurá-la, Glade. Eu nunca perdi a esperança.
Ele amassou a rosa, o que fez General colocar-se em posição de alerta. Aquela conversa já estava tornando-se estranha até demais. Presidente suspirou então e olhou para o alto.
— Nossa, quem diria... Eu encontrei.
Castelo encontrava-se tentado a não perguntar o motivo, mas sabia que seu oponente esperaria uma indagação.
— O que o leva a pensar que esta mulher é mesmo a Glade que procura?
— Falas como se não conhecesse o amor, General! Ame para entender, é o que dizem. Você se encontra enfeitiçado, diz as maiores besteiras, faz tudo por essa pessoa e encontra-se conectado de tal maneira que ambas correspondem aos sinais — disse Presidente. — Não conseguem entender? Glade é minha, e você a roubou de mim.
Glaciallis segurou mais forte no braço de General quando viu o homem caminhando na direção de ambos com claros sinais de que sua serenidade se esvaíra.
— Ela é minha! Minha. Você a roubou de mim, homem!! Eu devia tê-lo matado na primeira vez que nos vimos, eu o teria torturado por tantos anos que até mesmo a morte se esqueceria de leva-lo!! — O republicano voltou sua atenção para a dama de gelo. — E quanto a você, minha rainha. Eu teria lhe dado a vida pós-morte mais magnífica que alguém poderia imaginar. Por que não me procurou? Por que não zelou por nosso juramento? Por que?!
A mulher levou as mãos até sua cabeça tampando os ouvidos, sem entender o que acontecia com toda aquela conversa.
— Pare, pare, por favor! Eu não entendo, do que o senhor está falando?!
— Eu te amo, Glade, você sempre soube! — admitiu Presidente.
Pare. — Foi a vez de General agir, e dessa vez, seu adversário intimidou-se. — Falas de amor como alguém que realmente amou por muito tempo, mas se isso for verdade, como poderia obrigar uma dama a amá-lo como se fosse sua prisioneira?
Presidente meneou a cabeça de leve, sorrindo ironicamente. Apontou-lhe o dedo e então falou:
— Acho que já estendemos nossa apresentação tempo demais em nossa introdução, meus caros. Irei mostrar-lhes que o amor sempre vence, e Glade retornará para meus braços, onde sempre pertenceu.

Dois exércitos tomariam formação para iniciar a batalha. General e Glaciallis viram Presidente distanciar-se e subir as escadas, onde parou no topo dela e logo duas sombras surgiram ao seu lado. Ele havia escolhido dois de seus melhores campeões, uma saudosa Mismagius e um áspero Spiritomb que foi invocado de uma das tumbas ali presentes. Os dois tinham a aparência austera e certamente vinham de tempos antigos, sabiam o peso de uma guerra e principalmente como lidar com ela.
Presidente voltou a sentar-se em seu trono calmamente ao falar:
— Sua vez de jogar, General. Prepare seus melhores campeões, mas escolha bem, pois ambos vão morrer.
— Entendido — o militar respondeu, voltando junto de sua companheira para onde os membros da Fire Tales os aguardavam fora da arena.
No caminho, General chamou a atenção de Glaciallis.
— Querida — General falou tocando nos ombros da mulher com mais força e preocupação do o de costume, pois prezava por sua segurança. — Não deixe que as palavras desse homem a iludam. Eu não sei qual era a história do passado em vida de vocês, mas... se tudo der errado...
Ela levou sua mão fria e macia em direção do rosto cicatrizado do militar.
— Não se preocupe. Eu não sei o que o Presidente quer, mas não deixarei que nada de ruim aconteça. Sei como me proteger, você me ensinou bem.
Mais calmo e aliviado, não demorou para que Aerus e os demais viessem no aguardo de notícias.
— E então, cara? O que nos espera adiante? — perguntou o Garchomp.
— Diga para que todos se preparem — respondeu General. —  E quero que Beliel e Wiki compareçam aqui imediatamente. Eu vou entrar nesta batalha, mas fiquem tranquilos, trarei a vitória em mãos.
Do segundo andar do palácio, Presidente comandava os seus exércitos com uma única função, clara e objetiva:
— Matem todos. Mas não ousem tocar um dedo na mulher.
A sua batalha estava prestes a começar.

Wiki e Beliel compareceram ao salão, pois haviam sido os escolhidos pelo próprio General a participar daquela batalha. Diferentemente das duas etapas que vieram antes, Presidente tinha seu próprio estilo de se resolver uma disputa. Na terceira casa, uma verdadeira guerra era travada onde três guerreiros mais poderosos de um lado eram escolhidos para enfrentarem os três campeões do campo oposto.
— Só me pergunto onde está o exército de vocês — comentou Wiki já animada, ansiosa por sua estreia na Liga e por começar a descer tiro para todos os lados.
— Ele já vai chegar — respondeu General com toda calma possível. — Estamos preparando-o.
— Espero que tenha uma boa estratégia ou muita confiança em suas habilidades, pois convidou uma mulher e um cego para seu campo de batalha — brincou Beliel, uma vez que o Houndoom sabia bem que aqueles três estavam entre os mais fortes membros da Fire Tales.
General realmente fora ousada ao escolher Wiki, uma Porygon-Z Normal-type em uma casa do tipo fantasma. Sua presença ali poderia ser irrelevante, colocando-a em grave perigo, mas o militar tinha suas próprias estratégias e sabia bem como lidar com elas. Não haviam contestações. Wiki e Beliel foram chamados para fazer o que faziam de melhor: Destruir tudo ao seu redor.
— Ah, eles chegaram — comentou General. — Nosso exército está aqui, assim como o de nosso inimigo?
— Onde? — indagou Wiki já interessada. — Não estou vendo nada, espero que tenha alguns homens bonitões vestidos de farda, seria muita sensualidade para um lugar só!
Beliel podia não enxergar, mas tinha a audição melhor do que ninguém.
— Tem algo vindo por baixo de nós.
O chão começou a tremer, e dali saíram corpos e esqueletos como se o próprio tártaro abrisse uma fenda e libertasse seus mortos. Wiki arregalou os olhos, espantada. Beliel sentiu-se em casa e provavelmente deve até ter reconhecido alguns rostos por ali, General fora sábio, ninguém melhor do que o próprio Cão do Inferno para assumir a linha de frente.
General mantinha-se sério, pois Presidente também reunira seu próprio exército. Corpos de homens de todas as épocas, desde os períodos da revolução até a primeira e segunda guerra mundial. Trajes característicos, vestes desgastadas e costumes regionais. Mortos como grandes homens que ressurgiam com a mesma autoridade de seus tempos em vida. Fadados a guerrearam para sempre e jamais descansarem, todos os espíritos e esqueletos ali presentes responderam ao chamado daqueles que um dia os liderou.



Além de Wiki e Beliel, o militar providenciara seus próprios líderes para comandarem seus exércitos. Dois deles aproximara-se de General e bateram continência, faziam décadas que não se viam, mas todos aqueles anos eles esperaram o chamado quando fossem requeridos.
Um deles vestia uma máscara de gás e atendia pelo nome de Manstein, mantinha as costas curvas e não demonstrava emoções, sempre em silêncio e observador. O outro trajava farda militar e também usava um tapa olho, mas na visão oposta à de General. Era conhecido como Rommel, seus dentes podres presos ao crânio permaneciam sorrindo enquanto ele tragava a fumaça do charuto que vazava por todos os buracos de bala que recebera no dia em que fora executado.
General recebeu todos seus soldados com um gesto de afeto.
— É bom tê-los ao meu lado mais uma vez, meus caros.
— Você não mudou nada mesmo, seu bastardo! — disse Rommel com uma risada oca, fora um dos principais e mais influentes de seus capitães. — Castelo, você perdeu algumas boas guerras nas últimas décadas, sofremos tantas baixas em nossas guerras do submundo que agora lutamos em cima dos corpos daqueles que já deram sua vida e continuam nesta tormenta!
— Uma matança a mais é sempre bem vinda — acompanhou Manstein, o segundo capitão no comando.
General não perdeu tempo tendo de dar explicações ou ordens àqueles mortos-vivos. Eles sabiam o que fazer, e o faziam muito bem: Estavam ali para matar. Wiki era a única mulher presente, e mesmo que gostasse da ideia de estar sendo rodeada de tantos homens, ainda sentia-se estranha por eles serem zumbis.
— Gente, melhor não ficarem me olhando por muito tempo, não quero ser presa por necrofilia! — Wiki realmente estava começando a sentir que logo não conseguiria se conter.
— Apenas segure bem esta sua arma e dispare para todos os lados. Nada que você nunca tenha feito, uma hora você acerta — respondeu Beliel com os punhos em chama.
— E você é um dos meus candidatos, bonitão? — ela perguntou com um sorriso gracioso, mas o Houndoom apenas balançou a cabeça e voltou sua atenção para o exército que se formava do outro lado.
Presidente foi descendo as escadas degrau por degrau, sempre pressa alguma. Seus soldados do período revolucionário mantinham-se eretos e com a espingarda em mãos, aguardando as ordens de seu comandante. Vargas era seguido de seus dois melhores guerreiros, Wiki já ficava de olho na Mismagius enquanto Beliel mal podia esperar o momento de enfrentar aquele Spiritomb.
General e Presidente encaravam-se de longe. Ambos por motivos tão semelhantes, e ao mesmo tempo tão distantes. Não precisaram de nenhuma ordem ou comando para dar início, as guerras simplesmente começavam quando menos se esperava... E não demorou muito para ouvir-se um disparo alarmante no silêncio que se encontrava. Wiki enfiara uma bala no meio do crânio de um esqueleto da linha de frente. O corpo vazio caiu para frente e desfarelou-se, restando apenas cinzas.
— Já chega de enrolação, galerinha. Eu quero ver é esse lugar pegar fogo!



E assim, a batalha iniciou-se. Certa vez General ouvira que nenhum relato era capaz de narrar uma guerra por completo. Nenhuma história contaria o lado dos soldados que deram a vida para morrerem desconhecidos, tornando-se apenas mais um número nas estatísticas, um mero acréscimo para as grandes nações.
— “De que servem os nomes em uma guerra, que não seja decorar um túmulo de mármore?” — General pensava, mantendo-se em silêncio a cada passo que era dado e cada amigo seu que sucumbia.
Ah, sim, já passara por isso tantas vezes... Chegava a pensar se seu coração não era feito de pedra. Dezenas caíam ao seu redor, mas ele já não olhava. Não fazia diferença. Mantinha visão fixa em Presidente, que residia do outro lado provavelmente com pensamentos semelhantes. Ninguém os atacava, e se tentavam chegar perto eram destruídos no caminho.
Wiki realmente disparava tiros para todos os lados, mas logo percebeu que suas balas não fazia mais efeito.
— Droga, por que será que o General me chamou para um lugar cheio de fantasmas? Meus golpes nunca acertam! — A mulher resmungou, desviando-se de uma espadada e dando um chute forte na cabeça de um esqueleto que voou para longe. — Vou ter de me concentrar no Ice Beam e no Thunderbolt, pelo menos desse jeito eu causo algum dano.
Beliel usava de seus poderes de fogo para incinerar muitos dos inimigos. Os mortos detestavam as chamas e temiam, no inferno aquele Houndoom conseguiria facilmente encontrar um emprego e ele nem fazia questão de esconder que estava adorando aquilo. Do Fire Blast ao Dak Pulse, nada escapava de sua perseguição.
Pursuit — seus inimigos tentavam correr, mas não iam muito longe. Logo sua alma era drenada para fora, e apenas um corpo vazio caía no cenário.
Eram tantos sons diferentes que Beliel não conseguia parar de sorrir. Estava amando tudo aquilo, queria muito mais.
— General — chamou Manstein, o seu comandante que vestia a máscara de gás. — Tivemos oitenta e seis baixas até o momento, mas os reforços estão chegando. Saímos na vantagem.
— Excelente — o militar apenas assentiu.
Mantendo-se de pé no campo de batalha, não demorou para que um dos soldados de Presidente tentassem disparar um tiro surpresa contra ele. Manstein virou-se e entrou na frente da bala, de modo que o projétil entrasse em sua mão e simplesmente desaparecesse em uma novem de fumaça que se formava.
— Quando é que esses imprestáveis irão entender que não se deve lutar contra pessoas de um nível superior? — Manstein balançou a cabeça negativamente. De dentro de seu próprio corpo, a bala retornou com a mesma força e acertou o olho esquerdo do esqueleto inimigo que já caiu desfazendo-se no chão.
Manstein bateu continência e retirou-se para a batalha, deixando General para trás. Ele não precisou mexer nem um músculo.
Wiki disparava tiros de gelo para congelar os pés de seus inimigos. Com uma rasteira ela era capaz de quebrar os ossos dos inimigos e derrubá-los no chão, mas seus corpos continuavam movendo-se, tentando agarrar espadas ou subir nela. Wiki sentia um arrepio por todo o corpo, mas não hesitava ao meter chumbo no crânio dos mais abusados.
— Saiam daqui, seus parasitas! Será que sentiram tanta falta de mulher assim? Vão para o inferno, depois nos encontramos lá! Hahah, hah!
De repente, uma intensa descarga elétrica subiu em seu corpo. Wiki gritou e caiu no chão, largando sua arma enquanto os esqueletos formavam um círculo em volta dela. De fora da arena, surgiu uma mulher de chapéu pontudo, maquiagem reforçada e uma nítida expressão de deboche.
— Ora essa, pelo visto encontrei uma das campeãs do time inimigo, isso vai sr fácil demais — disse a Mismagius.
— Ah, não... Lá vem a mulher chata e arrogante da equipe inimiga, como todo time sempre tem! — resmungou Wiki, levantando-se com dificuldade. — Bem, eu sou a mulher chata da Fire Tales, então vamos acabar logo com isso para não ficar repetitivo.
Quando preparava-se para pegar sua arma que estava caída ali perto, a Mismagius chutou-a para longe. Wiki continuou na mesma posição e apenas piscou, reunindo toda a paciência que lhe restava.
— Olha, eu gosto muito dessa arma porque foi um amigo que fez para mim, mas isso não quer dizer que preciso dela para acabar com você.
— É mesmo? E o que vai fazer para me derrotar aqui? Vejam só, rapazes, acho que essa mulher caiu no lugar errado! Talvez devêssemos mostrar para ela o lugar onde pertence.
Wiki colocou-se em posição de ataque, mas sabia bem que estava em apuros. Esta no domínio dos Ghosty-type, ali não adiantava tentar manobras, socos ou chutes. Nada os afetaria. Precisava e muito daquela arma. A Mismagius ria alto enquanto os esqueletos iam chegando cada vez mais perto da mulher que tentava golpeá-los, mas nada acertava além de panos vazio.
— Sua bruxa miserável! — resmungou Wiki. — Por que não vem você mesma resolver as contas comigo?
— E sujar minhas mãos com alguém como você? Me poupe, eu esperava mais dos escolhidos do time adversário, mas pelo visto já conseguimos a vitória sem grandes esforços!
— Ei, seu bando de zumbis mongoloides, conseguem me ouvir? Por que não atacam aquela gatona do outro lado também? Aposto que nós duas poderíamos muito bem satisfazer todos vocês com o maior prazer!
A Mismagius devolveu uma expressão de completo constrangimento.
— Que parte você não entendeu de que esses caras são zumbis? Eles não têm cérebro, eles se alimentam de cérebros, se é que você tem um! Não adianta tentar cantá-los, muito menos conversar. Você já era, mocinha!
Wiki fazia o possível para retirar aqueles monstros de cima dela, mas eles subiam cada vez com mais voracidade e chegavam a machuca-la. Foi quando ela viu uma enorme sombra pular ali perto, e com um golpe lateral de uma espada despedaçar todos aqueles esqueletos que logo se desfizeram em pó.
Os olhos de Wiki brilharam quando ela gritou:
— Beliel!!
Mas ao virar-se, reparou que aquele sujeito não era quem pensava. Tratava-se de um esqueleto que tinha um bigode e charuto na boca.
— Ué, você não é Beliel — concluiu Wiki, completamente sobressaltada.
— Mas para você eu posso ser tudo, minha donzela — respondeu o esqueleto galanteador, apresentando-se com um gesto cortês e logo embainhando sua espada em mãos. — Meu nome é Rommel, e estou do lado de todas as magníficas mulheres que precisam de um resgate.
Ele estendeu a mão para Wiki, ajudando-a levantar-se.
— Bom, não é exatamente quem eu gostaria que fosse, mas admito que uma caveira de bigode é bem interessante.
— Muitíssimo obrigado pelo elogio, minha deusa futurística de habilidades desconhecidas até para mim! Lutamos no mesmo lado do exército, e não se preocupe, não sou um monstro sem cérebro como esses outros. Também tenho emoções, e por conta disso irei protege-la até o fim.
Wiki encantou-se com aquela atitude.
— Ohh, que lindo! Não se fazem mais gentleman como antigamente!
Ele logo a interrompeu:
— Mas com uma condição... — fez-se o suspense. — Posso ver a sua calcinha?
Parecia que a guerra inteira parou ao redor deles enquanto os dois se encaravam.
— Hãm? — Wiki indagou, insinuando que não tinha ouvido direito.
A Mismagius quase enlouqueceu do outro lado.
— E por um acaso você tem como se excitar, seu esqueleto hentai?! Ahhh, pior que não é a primeira vez que vejo isso acontecer, o velho Brook estaria realizado ao saber que seu legado pervertido foi mantido...
Wiki coçou a cabeça.
— Olha, eu até mostraria, mas é que.... justamente hoje eu estou sem!
Rommel mal acreditou no que ouviu. Sua expressão não mudou, mas ele riu ao comentar.
— Se eu tivesse sangue, eu tinha acabado de ter um sangramento nasal. MAAAAAH, HUH, HUH! SENSACIONAL!
— Augh, eu mereço ter que trabalhar com esse tipo de gente... — resmungou a Mismagius, inconformada.
Apesar das brincadeiras, Rommel sacou sua espada e colocou-se em posição de ataque, disposto a proteger Wiki a qualquer custo. Ele podia até ser um esqueleto tarado (como tantos outros), mas ali não estava um simples peão, e sim, um líder de confiança do próprio General.
— Sou um eterno apaixonado por todas as damas desse mundo, mas hoje terei de escolher um lado. Se eu ganhar, você terá de me mostrar sua calcinha!
— Eu já disse que estou sem! — Wiki reclamou bem alto. — Mas se você ganhar, vou pensar no seu caso...

• • •

Nada conseguia deter o cão do inferno. Beliel não podia ser impedido, com seus poderes de fogo e magia negra os fantasmas de Presidente não lhe faziam cócegas. Ele chegou a derrubar dois capitães de uma só vez, seus inimigos estavam todos dispersos e confusos. A morte pairava por todos os cantos, e aquilo o agradava.
Ao decapitar um dos esqueletos, sentiu que as sombras ao seu redor ficavam mais densas. Mesmo que tivesse os olhos ele não poderia ter visto nada, e naquele instante, agradeceu por ser cego. Na escuridão do vazio, um vulto surgiu completamente nítido. Ter a visão de algo quando todo o restante lhe é invisível foi uma experiência perturbadora, mas não era a primeira vez que acontecia. Tinha a impressão de que já o tinha visto, e não estava enganado.
— Você é o Spiritomb que protegia a prisão da Ilha de Ferro, quando meu atual mestre foi encarcerado.
A sombra acenou com a cabeça positivamente. Era apenas ele e Beliel na escuridão. Tudo ao redor não passava de sons, gritos e morte.
As mãos do cão chamuscavam.
— Creio que nós dois tenhamos sido despedidos, afinal, falhamos em nossa missão de impedir que o prisioneiro fosse liberto. E aqui, nos reencontramos. Eu de um lado e você do outro.
Um sorriso sinistro formou-se na sombra. A vida toda evitando cores e imagens, e agora, Beliel já se enjoara de vê-las. Preferia o silêncio do vazio sem forma.
Preparou o Fire Blast e imediatamente disparou-o em direção do Spiritomb, mas a sombra se desfez e mais uma vez entrou no escuro. Era difícil localizá-lo mesmo ali, não havia sons, não havia absolutamente nada. Estaria ele em sua mente?
Beliel tocou o chão e dali uma aura negra saiu, tão escura quanto o anoitecer. Se o Spiritomb estivesse por perto, as trevas o revelariam, mas até agora nada.
Sentiu um soco no pâncreas, e teve de cambalear. Um pouco de diversão lhe faria bem, afinal, até que enfim um adversário à sua altura!
— Somente um membro da Grande Criação seria capaz de derrotar outro membro. Mas me diga, creio que você deve ter ficado louco de raiva por ter sido deixado de fora, uma vez que o seu número foi completamente ignorado por nosso senhor Seth. O que acha disso, Número 11?
Um soco foi em direção de seu rosto, Beliel teve tempo de esquivar-se por pouco. Redobrou a atenção, mas levou uma rasteira e caiu no chão. Ficaria ali recebendo diversos golpes sem poder afetar seu inimigo? O Fire Blast não duraria para sempre, precisava maneirar, mas sabia que o Spiritomb não tinha fraquezas. Esta era sua maior vantagem.
— Conhecer bem seus inimigos, esta é uma das prioridades da guerra. Mas não basta apenas conhecer, é preciso saber como vencer — comentou Beliel.
Fazendo uso do Pursuit, o Houndoom conseguia encontrar rastos e golpear o Spiritomb desprevenido, mas os danos eram mínimos. Daquele jeito levariam anos para a luta terminar, Beliel era impaciente e a guerra continuava acontecendo ao seu lado.
— Depois de derrota-lo eu até pediria para o Seth me dar um aumento — Beliel riu. — Imagino que os números não nos representem mais nada, afinal, você é o 11, e nunca chegaria aos pés dos demais.
Uma sombra rastejou em direção dos pés do homem, puxando Beliel direto para o chão com o Shadow Sneak. Ele revidou, mas ainda sem acertar nada. Estava ficando cansado e impaciente, gostava mais de quando espalhava o caos destruindo esqueletos e queimando zumbis.
— Vamos ficar aqui para sempre?
Uma risada ominosa respondeu, e para sua surpresa, uma forma originou-se na escuridão. De pé em sua frente havia uma mulher ruiva de cabelo preso, ardendo em chamas que não a queimavam. Tinha músculos definidos, olhos brilhantes e uma clara expressão de desamparo. A ruiva disse:
— Beliel, por favor, não faça isso comigo... Devemos lutar do mesmo lado!
— Quem é você? — indagou o homem, fazendo um longo silêncio. — Você é... Lyndis?
Era a primeira vez que a via tão claro quanto a luz do dia. Um sorriso involuntário formou-se em seu rosto. No fim da luta deveria agradecer seu inimigo, pois ele lhe trouxera uma das melhores sensações que poderia experimentar em sua vida. Foi a primeira vez que pôde ver a mulher que lhe dava motivos para querer viver.
As chamas em suas mãos desapareceram, por um momento Beliel começou a agir como se fosse um cãozinho adestrado. Lyndis agachou-se em seus joelhos lhe esticou a mão, insinuando a aproximar-se.
— Venha! Eu estava te esperando esse tempo todo, venha até mim.
Beliel distraiu-se de uma maneira que nunca deveria ter feito, mas a verdade é que não ligava. Sabia que aquela não era sua Lyndis, a verdadeira, mas só o fato de ver uma imagem em sua frente depois de tantos anos em que sua visão lhe fora tirada... Afinal de contas, estava enfrentando um inimigo ou alguém capaz de realizar desejos?
— Você é ainda mais linda do que até mesmo minha imaginação poderia ter feito com sua imagem.
Lyndis esboçou uma feição maldosa, e suas mãos arderam em chamas quando ela investiu contra Beliel, acertando-lhe o peito e perfurando seu coração. O homem recuou a princípio, mas não cedeu. A mulher tinha atravessado em seu corpo, podia ver claramente o buraco e a mão do outro lado, e para sua surpresa, Beliel não conseguia parar de sorrir. Seus olhos brancos encaravam o vazio, como se estivessem encantados.
— Você nunca morre...?! — indagou ela, espantada.
— Eu não ligo — Beliel respondeu num tom sereno, segurando o braço da moça junto do seu e suspirando como se aquela ferida mortal não fizesse além de cócegas. — Eu não ligo.
Beliel continuava de pé com seu peito perfurado enquanto Lyndis queimava tudo por dentro, mas logo uma densa fumaça começou a formar-se na arena escura. Três disparos foram ouvidos, obrigando a mulher a assumir sua verdadeira forma monstruosa e desaparecesse nas trevas em questão de segundos. Assim que Beliel retornou a si, viu que havia um sujeito com uma máscara de gás ao seu lado e pistola na mão.
— Não pedi que viesse me socorrer — Beliel respondeu de modo seco.
— Não estou prestando socorro, estou destruindo meus inimigos — respondeu o homem. — Já nos conhecemos artificialmente no começo desta guerra, então saiba que estamos em campos semelhantes. Meu nome é Manstein, sou o segundo na liderança deste exército.
— Que seja, agora não vejo mais nada, pois você destruiu a mais linda imagem que eu poderia ver em minha vida.
Manstein ajustou sua máscara de gás, notando então a ferida no peito de seu companheiro.
— Isso parece sério.
Beliel olhou para o furo em seu peito, e logo começou a regenerar-se com as chamas ao seu redor, ignorando completamente a dor e qualquer cicatriz que ficasse. No fim, ele ainda teria dito: Valeu à pena.
— Imagino que ou você seja convencido quanto à sua própria força, ou simplesmente não sabe como agir em uma guerra... — comentou Manstein, discreto. — Nosso oponente trabalha com o medo das pessoas, ele consegue muito bem descobrir tudo que passou em sua vida e usar isso contra você. Não deixe que ele o engane com essas imagens falsas.
— Sendo elas falsas ou não, ele trouxe até mim um milagre que nem mesmo Arceus me concedeu — respondeu Beliel. — Lembranças do passado não são um problema para mim, não tenho nenhuma que seja relevante, e ele escolheu justamente uma que eu adoraria lembrar. Inevitavelmente terei de derrota-lo, mas creio eu que aproveitarei disso tudo um pouco mais.
Do outro lado da escuridão, a fumaça começou a dissipar-se e Lyndis ergueu-se forte e imponente, com os olhos em chamas e deixando claro em sua expressão de que não perdoaria ninguém.

• • •

General e o Presidente vinham apenas trocando olhares até então. Seus exércitos estavam cada vez mais debilitados, seus líderes se confrontavam, e chegara a hora das peças principais começarem a agir. Os peões deram suas vidas para que o tabuleiro se formasse; torres, cavalos e bispos se encontravam no campo de batalha eliminando um ao outro. Aerus jogava apenas com seus reis e suas rainhas, e dessa vez, General viu-se como uma peça, a mais poderosa de todas e que jamais poderia cair em combate.
Olhou para trás, e viu que Glaciallis o observava de longe junto dos demais. Esperançosa no aguardo de uma vitória, torcendo de todo o coração para que seu homem retornasse inteiro para o calor de seus braços.
Era a vez de Presidente jogar. Em seu turno, nenhum outro soldado moveu-se, nenhuma outra peça fez movimento algum. General viu que sua hora havia chegado, e colocou a maior de suas peças. O tabuleiro estava armado, e as jogadas eram feitas. Aquela batalha não seria decidida por sorte ou destino qualquer, dessa vez as habilidades estratégicas de cada lado entrariam em ação.
— O amor sempre vence, General. E eu vou provar isso para você — sussurrou Vargas.


      

{ 10 comments... read them below or Comment }

  1. E cá estamos nós *--* Acho que essa é a melhor casa até agora, pô, amor, fantasmas, ilusões, tem coisa melhor ?

    Aquele abraço do General com a Glaciallis :33 Fofo demais !

    What?! Presidente apaixonadao? Ah, esses romances melosos, dá nisso :v kkkk
    Melhor frase : "Falas de amor como alguém que realmente amou por muito tempo, mas se isso for verdade, como poderia obrigar uma dama a amá-lo como se fosse sua prisioneira?" UUUH BOY ! Mostra pra ele !

    Ai, ai, Wiki esta aí, vai lá diva ! o/ Ainda to tentando entender porque colocaram um normal contra ghosts. Estou aguardando uma surpresa

    Beliel tá sendo meu favorito dessa batalha, ele é tao fodao *-*
    A Wiki ta sendo cômica! Espera...Esqueleto querendo calcinhas ?! Em que mundo viemos parar :v

    E esse amor platonico de Lyndis e Beliel? saí Karl, abre espaço pros dois kkkk

    Devo destacar essa ideia de exercito, muito boa a ideia, e os esqueletos me lembraram um misto de Shadow Temple do Zelda com Soul Eater, mas eu amo essas guerras, me lembra aulas de história, só que mais foda !

    Aguardando essa continuaçao, vamos ver o que uma guerra por amor pode resultar o/

    ReplyDelete
    Replies
    1. Oiiii, Star! :3 Com um pouquinho de casa coisa, separo a Terceira Casa comoa mais intrigante por misturar tanto a vida quanto a morte, o passado e o futuro, o amor e a obsessão. Planejei a base, mas aqui posso dizer que recebi muita ajuda da Nyx, da Litos e da Leeca. Mulheres sabem bem como trabalhar com romance, tenho que me separar entre o General e o Presidente para que possamos ver no final qual lado realmente é o vencedor. Na verdade acho que o Presidente não levou em conta os votos de "até que a morte os separe" kkkkk Esses fantasmas apaixonados...

      A presença da Wiki foi muito inusitada até para mim, imaginei que o capítulo fosse deixar aquele climão pesado, mas acho que ela e o Beliel quebraram um pouco o gelo, além do duelo principal contra o Presidente teremos duas batalhas muito intensas para presenciar. Essa Wiki chama atenção por onde passa.

      Uma curiosidade interessante é que no começo eu havia separado a Wiki para enfrentar o Spritiomb e o Beliel para lutar contra a Mismagius. Isso acabou mudando um pouco, mas acho que seria até melhor para deixar tudo em seus devidos eixos, e com a ajudinha de alguns esqueletos zumbis, essa casa só melhora! kk

      O melhor de The Walking Dead, Shadow Temple, Ghostbusters e mais uma porrada de coisas você só encontra aqui, no Aventuras em Sinnoh! kkkk Obrigado pelo comment querida, e também por ter tomado conta de tudo certinho aqui em Sinnoh :3 Logo mais conversamos, aí te coloco a par de todos os assuntos! Beijos, see ya! :D

      Delete
  2. Muito bom o cáp!Ficou bem legal,principalmente a discussão no inicio entre General e Presidente!

    ReplyDelete
    Replies
    1. Obrigado, Omega! Creio que a discussão tenha levado bastante tempo, mas este era um encontro que todos aguardavam desde que o General e o Presidente se viram pela primeira vez, não poderia ser diferente kk Pode-se dizer inclusive que a discussão foi a batalha mais intensa desse capítulo, até agora o duelo foi feito através de palavras, mas quando as espadas armas em campo, sangue vai rolar... Espero por aqui na próxima rapaz, abraços! (:

      Delete
  3. Ficou bacana msm, mas acho que vc trocou o nome de um dos fantasmas, pq o que foi ajudar a wiki se chamava Rommel e o que ajudou Beliel tb

    ReplyDelete
    Replies
    1. Esta foi uma terrível falha minha, companheiro. Como cheguei a comentar nas notas, Rommel e Manstein foram criados de última hora quando a Nyx me mostrou o resultado final das páginas dessa semana. Criei os nomes para os dois, mas depois achei que não combinava muito e decidi inverter, o que colaborou para confundir tanto a cabeça de vocês...

      Peço-lhe desculpas por isso. Tive que sair nas pressas e esse errinho desastroso ficou para trás numa tentativa frustrada de fazer mil coisas ao mesmo tempo kk Não se preocupe, não vai mais repetir-se. Se você der um pulinho nas notas verá que apontei quem é quem, Rommel está com a Wiki e Manstein com o Beliel (: Muitos nomes confusos né kk Obrigado pelo toque companheiro, espero que continue acompanhando!

      Delete
  4. Só pra começar com coment inútil: Primeira leitura com meus óculos, olha que legal :v
    Enfim
    "Doce Destino" hahahahahaahahha imagino o quão doce -q
    Apesar de um tanto obsessivo, tem um quê de belo no amor do Presidente (after all, "um amor pelo qual vale a pena viver e morrer"). Mas tenho medo do que isso pode se tornar quando eles de fato se reencontrarem >.>
    MANOLO O CARA TÁ ESPERANDO UMA BATALHA E FICA TOCANDO PIANO mds Mark seu bb <33 (por que mesmo tenho que torcer contra ele? ;-; )
    sua melodia transmitia a triste melancolia de um homem que tinha tudo para ser feliz, mas escolhera um caminho obscuro e solitário > depois fico chamando de liferuiner e sou implicante MAS OLHA ATÉ NOS PEQUENOS DETALHES
    — Eu lhe disse para que recrutasse os melhores, se quisesse ser o melhor > Isso deu tanta treta, cara, era melhor nem ter falado -q
    perdeu amigos > NÃO PRECISA LEMBRAR Ç_Ç
    Como foi derrubar tantas outras pessoas que compartilhavam o mesmo sonho que você, só para chegar até este ponto? O que sentiu ao destruir mil oportunidades em busca apenas daquilo que você buscava? > .................eu nunca pensei por esse ângulo..............manolo to até me sentindo mal, dsclp criancinhas que pisei quando me tornei a Campeã em todos aqueles saves ç-ç
    NOSS MANO JÁ COMEÇA TACANDO A SOPHIE NA CARA, TU ACHA QUE EU ESQUECI POR ALGUM ACASO????? NÃO PRECISAVA Ç_________Ç
    — Eu não quero perder mais nenhum de vocês, irmãozinho. Eu não suportaria, eu não posso, simplesmente não posso > I KNOW THIS FEEL SO FUCKING MUCH Ç____Ç PLS LET'S STAY HERE AND NO ONE ELSE DIES Ç_______Ç
    o diálogo entre o aerus e o watt não dá gente eu to com a vista toda embaçada já askdaksdkaskakdaksd não sei se pela nindeza ou pela sensação de que aerus ainda vai ter que suportar mais perdas ç__ç
    Quando a esperança desaparecia para todos à sua volta, ele a trazia de volta amarrada por correntes de aço para que nunca mais fugisse > Que quote tão amorzinho <33 (mas algo me diz que a esperança aqui é um tanto arisca :''D )
    General, de fato, tem tudo o que necessita para ser um líder. Não só tem a mente de um, mas a postura. Emanar confiança é uma essência que qualquer líder deve ter
    e Aerus nada pôde fazer além de ficar para trás e observar o que quer que esse tal de destino planejara > não vai ser coisa boa, vai por mim :'D
    Apostando que a Glaciallis vai sair muito ferida dessa treta toda sim claro certeza (eu até apostaria mais no General, mas acho muito improvável ele sair. sem ele, a FT cai, seria um tiro no pé tirá-lo da jogada)
    ((e mds nyx teus desenhos eles são o paraíso de tão pftos socorr))
    O PRESIDENTE VENDO ESSA CENA SOCORR ah pera ele ainda não reconheceu a glaciallis??? oh god bless
    o que fez Glaciallis pensar como um veterano de guerra conseguia distrair-se com doces em um momento tão sobrecarregado > fía nesses momentos de tensão melhor coisa é ter doce por perto (inclusive to quase levantando pra pegar algum (até em honra do Presidente né -q))
    Oh. Agora ele reconheceu. Corram por suas vidas >.>
    ((((((xô dizer que presidente ficou uma delicinha nos traços da nyx okay voltemos pro roteiro original agora))))))
    mds gente o presidente em completo choque de encontrá-la quando ele se tocar que ela não só não se lembra dele como já tá com outro alguém mds não vai sair coisa boa >_>
    (e ainda por cima mercy começou agora oh shit this can't be good)
    Uma vida inteira. Eu a esperei por uma vida inteira. E quando este tempo acabou, ainda esperei por toda a eternidade > To dizendo. Tem algo de bonito no que ele sente (mas continua sendo um tantinho obsessivo demais, e nenhuma obsessão é boa)
    Ele amassou a rosa, o que fez General colocar-se em posição de alerta. Aquela conversa já estava tornando-se estranha até demais > agora que tu acha isso? -qq
    — O que o leva a pensar que esta mulher é mesmo a Glade que procura? > pq canas não seria tão bonzinho de deixar que fosse um confronto normal sem feels -qqq

    ReplyDelete
    Replies
    1. — Não conseguem entender? Glade é minha, e você a roubou de mim. > Já começou a ferrar.......
      Falas de amor como alguém que realmente amou por muito tempo, mas se isso for verdade, como poderia obrigar uma dama a amá-lo como se fosse sua prisioneira? > NÉ. Ta aí porque não posso dizer que o amor dele é realmente belo, e talvez nem devesse chamar de amor. Tornou-se obsessão. E pessoas obsessivas não tem atos sensatos....
      (pausa para: Mismagius *^* adoro, adoro, adoro <33 )
      Não se preocupe. Eu não sei o que o Presidente quer, mas não deixarei que nada de ruim aconteça. Sei como me proteger, você me ensinou bem. > isso não me acalma nem um pouco, Glaciallis :''D
      COMASSIM BELIEL JÁ TO SOFRENDO PORQUE PROVAVELMENTE UMA DAS MINHAS FAVES VAI SAIR FERRADA DISSAE E TU AINDA PEGA MEU BB????
      — Matem todos. Mas não ousem tocar um dedo na mulher. > this will not end up well ç____ç
      pufavo contestar estratégia do general é loucura ele /sabe/ como ganhar uma guerra
      espero que tenha alguns homens bonitões vestidos de farda, seria muita sensualidade para um lugar só! > HAEAUHEAUEHAUEHAUEHAUEHAUEHAUEHAUEHAUEHAUEHAUE SÓ WIKI PRA ME FAZER RIR AGORA PQP
      Beliel sentiu-se em casa e provavelmente deve até ter reconhecido alguns rostos por ali > por um momento imaginei Beliel dando um oizinho pra alguns esqueletos (minha mente normal nunca foi, ikr)
      Btw, a ideia do exército do General e do Presidente tá A+
      — Já chega de enrolação, galerinha. Eu quero ver é esse lugar pegar fogo! > AHEAUEHUEHAUEAHEUAEHUAEH WIKI EU TE ADORO NA BOA
      Certa vez General ouvira que nenhum relato era capaz de narrar uma guerra por completo. Nenhuma história contaria o lado dos soldados que deram a vida para morrerem desconhecidos, tornando-se apenas mais um número nas estatísticas, um mero acréscimo para as grandes nações > Isso me lembrou tanto da nota inicial do autor de Anjos da Morte, noss (que btw livrinho liferuiner do carai VLW POR ME LEMBRAR DESSA COISA (mas épico pra caramba também sim recomendo todo mundo ler))
      Beliel detonando tudo a base de chamas e sombras <3 <3 <33 mds ele é meu bb demais <33
      (e mds ele se divertindo no meio do campo de batalha imaginei um sorriso dele aqui que céus (melhor nem comentar yep apaga isso tudo -q))
      Mismagius já fazendo uma entrada ownante <3 (sempre terei meu fraco por eletricidade, yep)
      MAS OLHA DESPREZAR WIKI PODE NÃO NINGUÉM DESMERECE A FIRE TALES U-U
      AEHAUEHAUEHAUEHAUEHAUEHAUEHUEHAUEHAUEHA MDS MANO COMO POSSO ESTAR RINDO NO MEIO DE UMA BATALHA? AH SIM ROMMEL E WIKI AHEAUEHAUEHAUEHAUEHAUEHAUEHAUE
      Beliel ownando mundos inteiros sim sim siiiimm <333
      Oh. OH. COMASSIM AQUELE SPIRITOMB? tem como ter uma batalha sem reencontros por aqui? óbvio que não, né -q
      E COMASSIM ESSA DROGA CONSEGUIU ENCOSTAR NO MEU BB COMASSIM ESSA COISA NÃO TEM FRAQUEZAS mano detesto spiritombs nunca gostei mas agora é pessoal u----u
      POAAR BELIEL COMO TU CAIU NESSE TRUQUE BARATO É ÓBVIO QUE É ARMADILHA DAQUELA COISA MDS NÃO FAZ ISSO
      PORRA EU QUASE TIVE UM INFARTO AQUI DA PRÓXIMA AVISA QUE UM FUCKING FURO NO PEITO NÃO TE FAZ MAL BELIEL E_E FEAT. Ç_Ç
      Aquela batalha não seria decidida por sorte ou destino qualquer, dessa vez as habilidades estratégicas de cada lado entrariam em ação > até parece né o destino dissaqui é ser liferuinin não adianta tentar escapar disso ç_ç

      Delete
    2. Sempre que vou responder as suas mensagens preciso me preparar psicologicamente também, Anne! kkkkkkkk São muitos pensamentos, feels e mais feels que precisam ser interpretados. Mas você viu só que bonzinho eu fui? Não matei ninguém, está tudo muito tranquilo seguindo os passos que toda guerra toma. Ai, ai! Acho que eu até deveria receber uma medalha por tanta bondade kkkkkkkkkkk Zuera, estou só preparando a galera para tanta coisa que virá, mal posso esperar para começar a colocar minhas mãos nas próximas partes dessa casa, vai ser incrível!

      Quando eu e a Nyx planejamos o Storyboard eu falei para ela que não precisava colocar muita coisa do Beliel, isso lá para o começo de 2014, afinal, o Beliel ainda nem tinha entrado na FT e eu "pensava" que ele não seria tão recebido... Resultado: O Beliel apagou até mesmo o próprio Seth, então faremos questão de colocar muito mais dele daqui para frente! kk O Beliel entrou na Terceira Casa como um bônus, na verdade ele não iria participar, por isso não há nenhum desenho dele. Mas fique tranquila, planejaremos algumas coisinhas bacanas para a Quarta Casa, então já fica o spoiler: Ele será um dos participantes na próxima, preparem seus corações!

      Devo dizer que você foi uma das responsáveis por ter tornado o casal Chaud x Glaciallis tão forte. Em uma época em que shippings eram tão raros, e geralmente meus personagens tinham um casal "fixo" como Wiki e Vista, Aerus e Tih ou General e Glaciallis, eis que você surgiu para apoiar um único capítulo em que eles aparecem juntos, colaborando para um afeto muito maior entre eles! (Tem até uma cena especial separada para isso, aguarde a Parte 3 kk) Mas é engraçado olhar os casais hoje, alguns deles ficaram tão diferentes, é como se os personagens começassem a escolher com quem gostariam de ficar.

      Ahhh, que bom, que bom, não fiz ninguém chorar! (ainda) Mas prefiro as coisas assim, um pouquinho de ação e risadas são sempre bem vindas. Mas você conhece a cabeça de um escritor, primeiro eles preparam todo o cenário, fazem toda a encenação... Para somente então trazer o clímax da peça. Pois é, o clímax vem aí! kkkk Continuaremos trabalhando na Terceira Casa com força total, beijos! :D

      Delete
  5. O capítulo já começou com um flashback e eu fiquei no chão HAUSDHIASUHDI Acho que o mais legal dos fantasmas é que a gente sabe que existe toda uma história por trás da existência deles (no caso, o passado). Esse é o ponto fundamental dessa casa, acredito eu: o passado versus o presente.

    Eu gosto bastante dessa introdução fora do P.O.V, porque a gente até esquece que essas batalhas são pelo Luke! AHSDUAIHSIUDA Acabamos nos envolvendo tanto com os Pokémons (no final das contas, eles realmente são as estrelas dessa Liga) que esquecemos que tudo começou com o sonho de um rapazinho briguento e seu Gible.

    Sobre a batalha em si: tudo está incrível. A trama que envolve essa casa é a minha favorita até agora. Adorei a relação do Yoshiki e a Jade com a Tashiki, e a Sophie com o Sonnen, mas faz muito tempo que aguardo a conclusão do triângulo amoroso fantasma. A gente torce pelo General porque acompanhamos por muito tempo ele e a Glaciallis. Mas tudo fica mais complexo quando descobrimos que ela tinha um amor antes da morte, e que jurou fidelidade. É difícil não se tocar pelo lado do Presidente. Eu realmente não sei como dar razão a qualquer um, e isso torna a guerra ainda mais fascinante. Você construiu muito bem as histórias de cada personagem até aqui. A batalha também está muito bem descrita: Desta vez vemos o General como um legítimo líder de um exército. O Rommel e o Manstein parecem ser excelentes personagens, e curti a curiosidade de serem um Gengar e um Weezing. Você está extraindo tudo que pode do fato de ser uma casa do tipo Fantasma. Estou super empolgado /o/

    ReplyDelete

- Copyright © 2011-2017 Aventuras em Sinnoh - Escrito por Canas Ominous (Nícolas) - Powered by Blogger - Designed by Johanes Djogan -